Mötley Crüe: 25 Anos de “Dr. Feelgood” – Parte II

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Dois milhões de pessoas em 14 países. A turnê custava 325 mil dólares por semana para se manter nos trilhos. Cada membro da banda foi pra casa com 8 milhões de dólares líquidos no final dela. Houveram percalços no caminho, mas nada como o desastre que os anos de bebedeira e uso de drogas haviam prometido. Apenas as coisas costumeiras do Mötley Crüe: os shows de Moscou foram os primeiros em que a banda tocara sóbria até então. Sabe-se lá onde é que Vince teria achado que esteve caso tivesse se chapado…

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Ainda assim, eles encerraram sua parceria com Doc McGhee após o fiasco da pirotecnia do roupa N… digo, do BON JOVI.

Vince Neil socou IZZY STRADLIN do GN’R no MTV Awards de 1989 [o guitarrista havia assediado a esposa de Neil algumas semanas antes], dando início a uma longa arenga entre as duas bandas. Entrevistado na MTV, Vince desafiou W. Axl Rose para uma briga. EDDIE VAN HALEN e SAMMY HAGAR logo se ofereceram para viabilizar o pugilato entre os dois no Madison Square Garden de NYC. Nunca aconteceu.

Vince arremessou sua cama pela janela de um hotel na Alemanha. Ela caiu sobre duas Mercedes no estacionamento. Tommy Lee foi acusado de atentado ao pudor depois de expor suas nádegas para a plateia em Cincinatti, Ohio. Tommy Lee se divorciou de Heather Locklear e casou-se com a atriz de ‘SOS Malibu’ Pamela Anderson. Sabemos o que aconteceu depois. Nikki Sixx casou-se com outra atriz de ‘SOS Malibu’, Donna D’Errico, Mick Mars casou-se e divorciou-se de uma das Nasty Habits, as backing vocals da banda na turnê de Dr. Feelgood.

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Kensal Green, 1989: Apesar de a matéria sobre Matthew Trippe ter emputecido Nikki Sixx, ele manteve seus comentários restritos a apontar pra mim e dizer “pessoas como VOCÊ escrevem merda sobre a gente…” quando conversamos depois da sessão de fotos da banda. Ele cerrou os punhos pra mim também. Não foi exatamente o fim, apesar de Matthew Trippe ter levado aquilo adiante por algum tempo, ainda que em vão. Ele encerrou a ação em 1993. Foi divertido enquanto durou, mas ele não era Nikki Sixx.

Depois que a turnê de Dr. Feelgood se encerrou, o Mötley Crüe fez divulgação em Londres, e um dos compromissos era comentar músicas das paradas no escritório da revista. Nikki apareceu – em uma limusine, claro – com um taco de beisebol. Uma das músicas sujeitas a seu crivo era uma faixa do FISH. O resenhista disse a Nikki que eu era um fã do cara. Quando eu cheguei à minha mesa na manhã seguinte, lá estava ela, partida ao meio com o bastão de Nikki.

“Caro Jon”, ele escreveu nele. “Você é o próximo. Nikki Sixx.”

ROCKIN’ THE CRÜE

Em uma entrevista nunca antes publicada, BOB ROCK lembra de seu período gravando Dr. Feelgood. Bob Rock fica aliviado por nunca ter tentado trabalhar com o Mötley durante o auge da baixaria do grupo.

“Quando eles chegaram a Vancouver, todos tinham se desintoxicado”, ele lembrou vários anos depois. “Então eles estavam muito mais afiados do que eu esperava em comparação aos álbuns anteriores.”

Rock era renomado na época por ser um produtor altamente comercial, alguém que tinha, por mérito, assim como em colaboração com BRUCE FAIRBARN, trabalhado com o Roupa N… digo, Bon Jovi, LOVERBOY, AEROMITH e o THE CULT. Então, quando ele fora escolhido para produzir a Dr. Feelgood, alguns ligaram a luz amarela.

“A banda queria seguir em uma direção musical diferente. Eu devo admitir que eu me perguntava o porquê de eles terem me escolhido. Mas tão logo eu ouvira as demos que eles haviam feito, tudo fez mais sentido. As músicas não eram exatamente como nada que eles haviam feito antes. Elas eram mais maduras, apesar de ainda terem o selo do Crüe.”

Contudo, apesar do fato de a banda ter se acalmado, Rock achou que as sessões de gravação foram tudo, menos calmas.

“Os quatro caras não estavam se entendendo de jeito nenhum, então eu tive que administrar a situação, e fazer com que cada um viesse e gravasse suas partes. Não foi fácil. Mas eu queria evitar derramamento de sangue!”

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A vasta gama de convidados que aparecem nos backing vocals com certeza deixou as coisas mais animadas.

“O Aerosmith estava no Little Mountain gravando ‘Pump’ na mesma época, então chamamos a Steven Tyler. O Cheap Trick também estava por perto, e trouxemos Rick Nielsen e Robin Zander. Bryan Adams era um amigo das antigas, e ele nos visitou uma ou duas vezes, cantou um pouco… tínhamos essa regra de que, caso você quisesse chegar e passar um tempo com o Crüe, você iria ter que trabalhar.”

FOTOS PUBLICADAS POR ROSS HALFIN EM SUA PÁGINA PÚBLICA DO FACEBOOK EM COMEMORAÇÂO AO ANIVERSÁRIO DO ÁLBUM.

 

 

Mötley Crüe: 25 anos de “Dr. Feelgood” – Parte I

Por JON HOTTEN para a CLASSIC ROCK #25

1990 MTV Video Music Awards

No dia 1 de Setembro de 1989, o MÖTLEY CRÜE lançava “Dr. Feelgood”. Seria o maior disco da carreira deles. Em 2001, a revista inglesa CLASSIC ROCK recapitulou os insanos eventos que cercaram a realização do disco.

Kensal Green, Zona Oeste de Londres, 1989. A limusine preta era comprida demais. Era tão comprida que cobriu a área de três parquímetros. Era tão comprida que eu tive que estacionar virando a esquina. Ali, outras três monstruosidades pretas ocuparam outros nove espaços de parquímetros.

Dos carros saíram quatro músicos, dois seguranças, um empresário de turnê, um capachão e vários executivos de gravadoras. Senhoras e senhores, o MÖTLEY CRÜE estava no prédio…

Essa é uma história de excesso. Essa é uma história de uma quantidade muito grande de sexo e drogas e um pouco menor de rock n’ roll. Essa é uma história de overdoses de heroína, mulheres, armas, sósias, contrabando de maconha e milhões de dólares. Essa é a história de uma banda que usou uma limusine para cada membro para se transportar por Londres. Por que? Porque eles estavam lá. Por que? Porque eles podiam.

Dentro do edifício, que abrigava o estúdio de um fotógrafo, a banda estava sendo assistida por maquiadores e cabelereiras. Em 1989 a banda tinha muito cabelo e maquilagem. No caso do guitarrista MICK MARS, ambos eram aplicados toda manhã. Ele parecia o Nosferatu de ressaca depois de uma noite inenarrável. Havia algo em sua cabeça. Deve ter sido vivo algum dia. Com certeza era longo e preto, certamente era algum tipo de cabelo, e quase certamente não era dele. Eu me apresentei. Ele mal me olhou por um tempo, e então eu tentei de novo. Ele seguiu me olhando, e eu achei que ele fosse um pouco surdo, então eu falei bem alto, diretamente no ouvido dele. Nada. Daí o empresário de turnê tentou. Depois de mais alguns minutos, eu tentei de novo. Daí, muito tempo depois, ele me olhou fixamente e disse: “E ai, amigo? Só viajando aqui…”

Três anos depois, Mick acertaria por acidente um tiro em sua própria namorada.

 

Vince Neil estava em melhor forma física. Claro, Vince, era baixo, mas ele era bronzeado e tinha passado recentemente por uma cirurgia para corrigir seu septo nasal desviado, problema que ocorre quando a cartilagem que divide o nariz se desintegra, dentre outras causas, devido ao abuso de substâncias. A cirurgia afinou o rosto dele. Ele estava coberto de tatuagens e carregava um enorme relógio Rolex de ouro que tinha diamante para marcar aposição dos números no painel. O nome verdadeiro dele era Vince Wharton. Ele tinha 27 anos e era casado com uma ex-lutadora de luta livre na lama chamada Sharise Ruddell. Ele também era um típico californiano, tranquilo e acomodado e possuidor de uma visão de mundo perturbadoramente vaga. Conversamos meio por cima sobre um então recente evento de caridade no qual o Crüe tinha se apresentado em Moscou.

“Porra, cara, você tem ideia do quanto Moscou é longe? Demora pra… é…”

Ele procurava por uma descrição adequada para a duração do vôo. “É longe… pra caralho, cara.”

Ele estava sentado ao lado de TOMMY LEE, e até Tommy estava rindo da dificuldade de Vince.

“Enfim, botamos pra fuder. A gente mandou ver pra cima daqueles… daqueles…” Vince estava tentando com força lembrar-se de pra cima de quem ele tinha ‘mandado ver’.

Tommy pensou por um instante e disse: “Aqueles russos!”

“Sim! Sim! Aqueles porras daqueles comunistas. Aqueles russos. Nós botamos pra fuder com ele. Eles não têm muita coisa lá praqueles lados. Só, tipo, umas porras de lixeiras, cara…”

Tommy e Nikki eram diferentes. Eles eram celebridades genéricas. Eles se agarraram com unhas e dentes a todo tipo de oportunidade e eles pareciam inversamente incríveis. O nome de batismo de Tommy é Tommy Bass. Sua mãe havia sido Miss Grécia em 1957. Ele tinha pele cor de mel, dentes ultra-brancos, cabelo brilhante e um corpo totalmente desprovido de gordura. Ele era engraçado e genial, muito bonito e casado com Heather Locklear, a gata-mor da televisão.

O nome verdadeiro de Nikki era Frank Ferrano. Ele era alto e musculoso e de feições parecidas. Seu pai era siciliano, sua mãe de Idaho. Ele era um astro do rock nato e não havia muita dúvida de que ele comandava a banda. Ele compunha a maioria das músicas e bolava a imagem deles. Ele estava envolvido com uma modelo, Brandi Brandt, depois de romper com a antiga apadrinhada de PRINCE, Vanity. Ele também tinha sido, confessamente, um usuário contumaz de drogas por anos a fio.

Tommy estava gritando sobre seus problemas com Heather pra qualquer um que quisesse os ouvir. Ela suspeitava que ele tivesse ido pra cama com outra. “De jeito nenhum, cara. Mas ela tá me enchendo.”

“Cara,” disse Nikki. “É foda levar bronca por puta que você nem comeu…”

 

As coisas não iam rolar suavemente. Na verdade, a qualquer momento, tudo podia dar errado. O Mötley Crüe, e Nikki em particular, estavam putos da cara comigo e a [revista semanal inglesa de rock] KERRANG!, a publicação para a qual eu trabalhava porque havíamos publicado uma história sobre um cara da Pensilvânia que afirmara ter assumido o lugar de Nikki em uma série de shows em 1983 depois que o baixista sofrera um acidente de carro. O nome do cara era Matthew Trippe. Ele era um pobre coitado que tinha entrado e saído de hospícios e tinha seu próprio problema com drogas. Dentre suas ‘provas’ estavam uma série de memórias, fotos de um tour book que mostravam um Nikki Sixx suspeitamente baixo [quase tão baixo como Vince], várias fotos de umbigos, e outras provas circunstanciais.

Em 1988, ele tinha entrado com um processo contra o Mötley Crüe e o empresário deles, citando roubo de imagem e afirmando que ele tinha composto uma série de músicas que seriam gravadas pela banda depois, incluindo “Knock’Em Dead Kid”, “Girls Girls Girls”, “All I Need”, “Dancin On Glass” e “Wild Side”. Era exatamente o tipo de coisa que só acontece com o Mötley Crüe. Afinal, coisas de toda a sorte acontecem a eles o tempo todo. O empresário deles, Doc McGhee, havia sido condenado por contrabandear 20 toneladas de maconha. Parte de sua ‘punição’ envolvia montar uma organização de combate às drogas, a qual ele chamaria de ‘Make A Difference Foundation’. MAD [‘louco’] na abreviação.

Fora o show dessa fundação em Moscou que Vince se referia à viagem como “longe pra caralho” de se ir. Após finalmente chegarem, Tommy Lee saiu na porrada com Doc McGhee porque o Roupa N… digo, o BON JOVI obtivera permissão para usar pirotecnia em seu show e o Mötley Crüe não. A banda despediria a McGhee na sequência.

Vince Neil fora responsável por um acidente de carro que vitimou ao baterista do HANOI RICKS, RAZZLE. Ele fora condenado por homicídio culposo e sentenciado a 30 dias de prisão.

Mick Mars havia tentado explicar o cancelamento de toda uma turnê bretã [porque a banda estava intoxicada demais para ir] dizendo que ‘tinha muita neve no telhado’ de uma das casas de shows e que ele poderia vir abaixo com o peso do equipamento da banda. Vince tinha comprado um fuzil de assalto soviético AK-47 para Tommy no Natal.

Matthew Trippe era apenas mais uma trivialidade para uma banda que havia fincado acampamento na loucura. Era um artigo legal, para não dizer ridículo. Nikki odiou tudo, mas não entendeu o espírito da coisa. Matthew Trippe era cômico. Matthew Trippe era burro. Matthew Trippe era rock n’ roll. Matthew Trippe era, na verdade, muito Mötley Crüe.

Na semana em que o Mötley Crüe veio de avião até o Reino Unido, o quinto disco deles, “Dr. Feelgood”, era o álbum No. 1 nas paradas da Billboard. Eles haviam saído da desintoxicação e estavam tão próximos do topo quanto possível sem que virassem o próprio Elvis.

A banda não explodiu da noite para o dia, todavia. Eles todos estiveram na Los Angeles do começo dos anos 80, tentando fazer alguma coisa – qualquer coisa – acontecer. Mick Mars estava colocando anúncios de ‘guitarrista procura banda’ na imprensa local. Vince estava em bandas de bar. Nikki tinha estado no LONDON com BLACKIE LAWLESS. O London alcançaria um status de cult por todas as razões erradas: eles se tornaram um centro de admissão para os astros do rock recém-chegados à cidade, enquanto a banda em si nunca decolou.

O Mötley Crüe tinha lançado seu primeiro disco, “Too Fast For Love”, por seu próprio selo, o Leathür, e então subiu continuamente através de álbuns como “Shout At The Devil”, “Theatre of Pain”, e “Girls Girls Girls”. O primeiro grande sucesso deles veio de um cover de “Smoking’ In The Boys Room” em Theatre of Pain.

Enquanto os discos eram muito altos e traziam metal para farra sem maiores exigências, um VAN HALEN sem os licks, o Mötley Crüe provava-se brilhante em seu conceito como um todo. Eles afirmaram a imagem da banda sleaze, eles tinham um visual cool, caricato e enorme. E eles também tinham a sagacidade e a ingenuidade para seguirem em frente: Shout At The Devil tinha um pentagrama na capa, e uma faixa intitulada ‘God Save The Children of The Beast’ e nuances satânicas – o que sempre dá certo. Theatre of Pain era todo cheio de tecido de bolinha e batons. Girls Girls Girls foi um desabrochar genuíno: cabeção, tatuagens, bronzeamento, mulheres fabulosas e plásticas. O disco capturava a época, arrebentou nas casas de strip tease, no carro dos jovens e nos filmes descomprometidos. Entrou em alta rotação na rádio e na MTV. À medida que eles se preparavam para o álbum seguinte, o Mötley Crüe se turbinava para o cume do sucesso.

 

Sustentando tudo isso estava uma honestidade à qual as pessoas respondiam. Enquanto a música era comum, ela vinha de um estilo de vida genuíno. A banda realmente se vestia daquele jeito, agia daquele modo, vivia daquela maneira. Era pra valer, e inspirou e gerou uma geração de bandas. Isso foi o grande êxito deles.

Mas as drogas eram um problema sério, para Nikki Sixx em particular. Ao fim da turnê japonesa de 1987, Nikki deixou o resto da banda enquanto eles partiam para os EUA e parou em Hong Kong com Doc McGhee e o renomado produtor japonês Mr. Udo. Eles foram até uma cartomante, que disse que Nikki morreria antes do fim do ano se ele não repensasse seu estilo de vida.

Nikki viajou de volta para Los Angeles. Logo depois disso, ele foi até o Cathouse, o famoso bar na Sunset Strip administrado pelo apresentador da MTV RIKKI RACHTMAN e TAIME DOWNE, do FASTER PUSSYCAT. Ele levou a SLASH com ele em sua limusine. Sixx começou a perguntar por traficantes atrás de heroína e alguém apareceu no Franklin Plaza Hotel, onde a dupla tinha pego um quarto depois de sair do Cathouse. Slash desmaiou enquanto Sixx se injetava.

Ele não aguentou e foi encontrado pelo baterista do GUNS N’ ROSES, STEVEN ADLER, que havia chegado com a namorada de Slash. Adler, ele próprio um usuário, percebeu imediatamente que Sixx tinha tido uma overdose e o arrastou para o chuveiro. Adler estava com um gesso no braço depois de um acidente, e ele batia em Sixx com aquilo, tentando mantê-lo consciente à espera dos paramédicos. Eles chegaram um pouco depois, mas Sixx estava clinicamente morto. Ele foi removido, com um lençol lhe cobrindo o rosto. Ele permaneceu daquele jeito por alguns minutos, até que uma injeção de adrenalina o trouxe de volta o pulso.

Nikki lembraria-se depois do que ele descrevia como uma experiência de projeção para fora de seu corpo, olhando de cima para si mesmo na ambulância. Ele também começou a usar heroína de novo.

O Mötley Crüe seguiu em frente. Eles estavam em turnês constantes, levando o Guns N’ Roses com eles para a primeira grande turnê da banda de W. AXL ROSE. Mas eles tinham quase uma década de abuso nas costas, e estavam perdendo o controle lentamente. No Japão, houve histórias horrendas que quase levaram a banda a acabar. Daí veio a turnê de Girls Girls Girls sendo cancelada no Reino Unido. A turnê de GGG se encerrou, e a banda voltou ao tratamento contra seus vícios.

“Ou parávamos ou a banda acabava”, lembrou Vince Neil. “Era algo que eu tinha que fazer de modo a lançar outro álbum e voltar às turnês. Pega quatro caras e dê aquele tanto de álcool e drogas por 10 anos e veja o que acontece. Saiu totalmente do controle.”

 

 

Os planos para gravar um novo álbum estavam sendo feitos, o quinto deles, e fazê-lo fora de Los Angeles, longe da tentação, longe do fluxo contínuo de visitantes no estúdio. Um especialista em reabilitação do álcool e das drogas, BOB TIMMINS, havia limpado a banda. Eles fizeram a pré-produção em Los Angeles, mas as gravações ocorreriam em Vancouver, com o produtor BOB ROCK.

Vince Neil estava convencido de que trabalhar em Vancouver seria uma grande vantagem. “Vai ser muito melhor porque há muita distração em Los Angeles. Você não termina de fazer nada.”

“Não vai ser muito puxado”, ponderava Tommy Lee. “E não vamos cansar do material do disco tocando pra 80 pessoas que dão uma passada por lá. Não conhecemos ninguém na cidade. É perfeito.”

As notícias começaram a vazar sobre as faixas que a banda estava compondo. Eles fizeram demos pra mais de 20, incluindo o que se dizia, uma música chamada “Sex, Sex and Rock N’ Roll” [uma nova filosofia?] e outra chamada de “Say Yeah”, sobre o caso Matthew Trippe, além de “Stop Pulling My Chain”, “Brotherhood”, Too Hot To Handle” e “Rodeo”.

Enquanto o plano de ficarem totalmente escondidos em Vancouver não ter sido plenamente bem-sucedido [a banda tocou no palco com o SKID ROW, e o CHEAP TRICK, além de BRYAN ADAMS, passaram pelo estúdio e todos gravaram pequenas partes nas gravações também], eles certamente de dedicaram totalmente à música. Em uma rádio estadunidense, Vince Neil disse a Don Kaye: “Trabalhamos todo dia nas músicas e limamos as que não curtimos. Cada uma das que sobraram é ótima.”

Isso ficou evidente pelas músicas que ele mencionou. Poucas eram dos mesmos títulos que haviam vazado das sessões originais: “Don’t Go Away Mad”, “She Goes Down”, “Same Ol’ Situation”, “Rattlesnake Shake”, e duas baladas, “Without You” e “Time For Change”. A nova ética de trabalho da banda não prejudicou o caráter de sua música, ela ainda era alta e abrasiva, cheia de atitude e seu momento mais emblemático seria “Kickstart My Heart”, que Nikki Sixx havia composto sobre sua overdose e a subsequente e espetacular recuperação induzida por adrenalina. Sixx havia transformado um horrendo baixo e sua vida em um ponto alto e produtivo, uma miniatura fiel ao grande cenário.

 

Ted Nugent: “Sebastian Bach é um fraco”

Ted Nugent

O reaça maniqueísta estadunidense TED NUGENT escolheu agora o vocalista bahamense SEBASTIAN BACH, chamando ao ex-vocalista do SKID ROW de “fraco” por causa de seu problema com o alcoolismo.

Os dois chegaram a participar de um ‘reality show’ juntos em 2006, “Supergroup”, no qual Nugent e Bach, ao lado de SCOTT IAN, JASON BONHAM e EVAN SEINFELD dividiam uma mansão em Las Vegas, e por 12 dias foram filmados enquanto planejavam uma única apresentação ao vivo.

Em um episódio, Nugent foi forçado a levar Bach ‘pro canto’ e repreendê-lo por seu consumo excessivo de cana e o guitarrista falastrão diz que o vocalista não aprendeu nada – apesar de Bach insistir que parou de beber.

Nugent disse ao site Radio.com: “Sebastian Bach é um grande sujeito. Eu o amo e ele é incrivelmente talentoso e um cavalheiro em sua maior parte – mas ele é fraco. Ele não entende o conceito do corpo como um templo sagrado. Ele não entende responsabilidade e ele não entende como seus prazeres e venenos arruínam sua vida, suas relações, seu casamento e suas capacidades musicais.”

Eu te amo, mas quando você é o Sebastian Bach bêbado, você não é nem de perto o Sebastian Bach que você é quando está limpo e sóbrio.”

Nugent também revela que ele avisou vários músicos a respeito dos perigos do vício – mas diz que eles não deram ouvidos.

Ele segue: “Eu disse a JIMI HENDRIX que ele iria morrer. Eu disse a BON SCOTT que ele iria morrer. Eu disse a KEITH MOON que ele iria morrer. Eles todos acharam que eu era um idiota. Eles todos achavam que eu era um idiota.  Eles me chamaram de cuzão e de perdedor porque eu não bebia e vomitava e babava.”

Eu não levava pro lado profissional – eu sabia que as drogas haviam destruído seu senso de lógica e de decência. ‘Não, eu não quero nada disso, Bon e por que é que você está se matando, eu nunca vou entender isso. Se eu tivesse sua voz, eu mandaria no planeta’”.

Billy Idol: Ouça o novo single, “Can’t Break Me Down”

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Eis a mais recente colaboração entre o cantor bretão radicado nos EUA BILLY IDOL com seu guitarrista de mais de 30 anos, STEVE STEVENS [ATOMIC PLAYBOYS, MICHAEL JACKSON, JERUSALEM SLIM, VINCE NEIL], o single “Can’t Break Me Down“, do vindouro álbum, “Kings And Queens Of The Underground“.

 

 

Hi-Res Audio: Por que o público não se importa com qualidade de som?

Por BRENT BUTTER WORTH para o site ABOUT TECHNOLOGY

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Foi ao ler uma recente entrevista de LEN SCHNEIDER com o professional de masterização em áudio BOB LUDWIG sobre o tema áudio em alta resolução – e então lendo as respostas ao artigo, especialmente as tecidas pelo ex-editor da [revista especializada estadunidense] Stereo Review MICHAEL RIGGS – que eu me dei conta que há algo faltando na discussão acerca do áudio em alta resolução.

O áudio em alta resolução – que é basicamente áudio digital em qualidade melhor que a do CD – tem sido o tema mais discutido relativo a áudio [além de, talvez, a aquisição da Beats pela Apple]. Temos assistido a táticas de divulgação de companhias do naipe da Sony; o lançamento do novo serviço de downloads para o music player de NEIL YOUNG, o Pono; anúncios de vários programas relacionados a alta resolução na vindoura convenção da Audio Engineering Society; um enorme esforço de conscientização do público por parte da Consumer Electronics Association; e ao lançamento de um excelente novo site chamado Hi Res Audio Central, desenvolvido por uma equipe de editores e autores do primeiro escalão.

O que está faltando na discussão? Reconhecer quais são as questões.

Permita que eu já aborde uma agora: eu acho que, para os audiófilos, comprar música em alta resolução de um site como o HDTracks ou Acoustic Sounds é algo bom de se fazer. Mesmo se os benefícios do áudio em alta resolução no formato para download pelos consumidores sejam modestos, os audiófilos querem o som em sua mais alta qualidade, e quem é que pode dizer que eles estão errados por quererem isso?

Então o que é que não está percebido na atual promoção do áudio em alta resolução? Simplesmente o fato de que nenhum modelo de negócios viável para algo maior que um stand de feira industrial foi apresentado até agora. E os óbvios problemas na comercialização do áudio em alta resolução não foram abordados. Eis o que eu vejo como problemas:

1] A maioria dos consumidores não paga US$8 para baixar um álbum em MP3. Por que eles pagariam de US$18 a US$25 para baixar um álbum em alta resolução?

Tal como a edição estadunidense da revista Billboard noticiou recentemente, as vendas de downloads musicais caíram de 11.8 a 13.8 por cento até agora em 2014, dependendo de como você as mede. Enquanto isso, os streamings do Spotify cresceram 108% até agora esse ano – e estamos falando de streams Ogg Vorbis de dados comprimidos executados a 160 kilobits por segundo para usuários não-pagantes e a 320 kbps para assinantes.

 

Sabe o que também subiu esse ano, em 39%? As vendas de discos de vinil. Isso porque, tal como aprendi ao conversar com GORDON SAUCK, fundador da loja de equipamento de áudio vintage INNOVATIVE AUDIO, muitas pessoas preferem comprar coisas que possam tocar, e usá-las com suas mãos, em detrimento de coisas como downloads digitais que são relativamente efêmeros. Deve-se lembrar que discos novos de vinil custam quase a mesma coisa que downloads digitais de áudio em alta resolução.

Por que os downloads de áudio e alta resolução custam tão mais? Eles são feitos das mesmas gravações master que os CDs e MP3 [ou pelo menos deveriam ser]. Eles exigem maior capacidade de banda larga na internet, cerca de 900 megabites por hora de música no caso do bitrato 24/96 de um FLAC contra os 256 kbps de um MP3 – mas qual é o custo de se transportar 900 MB pela internet? Mais ou menos 10 centavos. Joga aí mais uns 5 centavos pelo espaço em disco rígido, mais US$1 por download para cobrir custos administrativos. Você acaba com enorme superfaturamento. Para empresas especializadas no nicho, como a HDTracks e Acoustic Sounds, é compreensível, em parte porque elas têm que trabalhar muito para obter seu acervo. Para uma grande gravadora, que já possui o material pronto – bem, tentem explicar para os consumidores como um superfaturamento de 870% em relação ao MP3 é justo.

2] Ninguém provou que o áudio em alta resolução pode ser demonstrado de modo que convença aos consumidores de que há um benefício claro nele.

Há pelo menos um estudo independente do qual tenho conhecimento que sugere que é possível que os ouvintes discirnam a diferença entre áudio em alta resolução e áudio com qualidade de CD. E mesmo esse estudo conclui que as diferenças “… permanecem muito sutis e difíceis de se detectar.”

Por mais que eu tente, eu não consigo me lembrar de uma situação em que os consumidores estivessem dispostos a pagar mais por uma diferença ‘bastante sutil’ na qualidade de áudio. Pelo que eles pagam? Conveniência. Ou estilo.

Eu não tenho dúvida de que um dos divulgadores mais persuasivos da indústria – tipo, MAR LEVINSON – poderia vender áudio em alta resolução [ou qualquer outra coisa] para quase todo mundo após uma demonstração pessoa-a-pessoa. Mas como é que você faz uma demonstração de uma melhora tão sutil em, vamos dizer, lojas da [rede estadunidense de varejo de eletrônicos] Best Buy?

3] Celulares e tablets não possuem espaço de armazenamento suficiente para isso.

As pessoas que promovem o áudio em alta resolução gostam de falar sobre o quanto que espaço de armazenamento digital ficou barato. E É barato – se você está falando de HDs de computador. Em smartphones e tablets, não. A maioria dos smartphones possui apenas 16 gigabytes de armazenamento, que devem ser divididos com aplicativos, fotos, vídeos e documentos. Vamos dizer – sendo otimistas – que você tenha 12 GB sobrando para música. Nesses 12 GB, você pode depositar 11.56 horas de arquivos FLAC em alta resolução comprimidos a um bitrato de 24/96 [no caso da taxa de compressão do FLAC de 50 por cento]. Nesse mesmo espaço, você pode colocar 104.16 horas de downloads de MP3 de 256 kbps como aqueles que a Amazon vende.

Claro, muitos telefones podem passar por um upgrade com cartões de memória com maior capacidade, mas ainda assim, que a maioria dos consumidores preferiria – usar esse espaço para música em alta resolução, ou usá-lo para armazenar 10 vezes mais música, distribuída em uma qualidade muito próxima à do CD e que eles nem pudessem diferenciar de conteúdo em alta resolução em qualquer demonstração que um bom vendedor de loja possa conduzir?

O áudio em alta resolução está se provando um bom nicho de negócios para empresas de áudio high-end e serviços de distribuição online. Todavia, se vamos leva-lo a sério como o próximo passo da reprodução fonográfica, merecemos uma proposta séria de negócios, não mais baboseira do tipo ‘ouvir o que o artista quis que você ouvisse’.

 

 

Richie Kotzen: músico fala de ensaios com Ozzy e praga do Poison

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O virtuoso da guitarra – e prestes a vir para o Brasil em turnê mais uma vezRICHIE KOTZEN [MR. BIG, WINERY DOGS] falou semana passada ao site estadunidense LEGENDARY ROCK INTERVIEWS, e como é típico do site, passagens obscuras da carreira do músico foram abordadas, o que acabou o levando a desabafar sobre sua frustrante experiência de ser um ‘ex-Poison’ assim como um episódio que o impediu de fazer parte da banda solo de OZZY OSBOURNE, mesmo depois de ter ensaiado e negociado com o vocalista.

O que segue abaixo é um trecho traduzido da edição final.

[...]

LRI: Vou voltar no tempo para te perguntar algumas coisas que sempre quis. Depois do lançamento do seu álbum “Mother Head’s Family Reunion” e de seu subsequente ciclo de turnês, falou-se que você estava entrando para a banda de OZZY OSBOURNE devido à saída de ZAKK WYLDE. Há alguma verdade nisso e você chegou a ser testado ou ensaiar com a banda de Ozzy?

Kotzen: Wow! Como é que você soube disso? Claro VOCÊ acabaria sabendo disso!

LRI: Você fica sabendo das coisas quando segue um artista como eu tenho seguido a você por mais de vinte anos!

Kotzen: Wow! Pouca gente sabe dessa história. Eu posso te contar. É bem engraçado, porque naquele tempo… estou tentando lembrar o que estava Rolando. OK, isso foi em idos de 1995, deve ter sido. Eu tinha acabado de ser dispensado da [gravadora estadunidense] Geffen porque o cara do A&R que tomava conta de mim tinha ido pra Sony. Eu tinha saído daquele contrato na época e estava em negociações para assinar com a RCA. Naquele período, eu me lembro que recebi um telefonema de meu empresário. Foi assim que me fora apresentado, que haviam ligado e queriam se encontrar comigo. Sharon [Osbourne] queria me conhecer e eles precisavam de um guitarrista. Na época, eles tinham gravado muita coisa com STEVE VAI e por algum motivo, não deu certo. Zakk não estava envolvido naquele momento.

Daí eles me mandaram de avião para Nova Iorque. Eu me lembro que estava tão doente que tive que chegar até o portão de embarque numa cadeira de rodas. Foi um pesadelo! Eu me lembro de chegar ao portão em uma cadeira de rodas, o que é muito estranho pra mim porque eu sou uma daquelas pessoas que nunca vai ao médico. Eu sou um dos caras que simplesmente aguentam e esperam passar. Eu estava muito doente, mas eu sabia que tinha que chegar até Nova Iorque. Então eu fui até NY, e estava bem quando aterrissei.

Eu fui até o quarto de hotel de Ozzy para encontrar com ele. Ele tirou um barato com a minha cara e eu nem percebi que ele o estava fazendo. Ele estava com um, sabe quando arrancam um dente seu? Eu não lembro do nome daquilo, mas era tipo essa seringa que borrifa água ou álcool. Ele estava tentando fazer com que eu achasse que ele ia injetar heroína. Ele estava fazendo uns movimentos estranhos e estávamos só eu e ele no quarto do hotel. Por algum motivo, eu não entendia a brincadeira. Eu nem estava prestando atenção e finalmente ele se frustrou por eu não estar entendendo que ele estava querendo me zoar. Isso acabou se tornando outro momento engraçado à parte. Mas nos sentamos no quarto dele e assistimos ‘Débi & Lóide’. Eu e Ozzy assistimos ao filme ‘Débi & Lóide’ juntos. [risos]. Por algum motivo eu acho que foram duas viagens. Naquela viagem, foi o lance casual. Eu sentei no restaurante no térreo do hotel com Sharon. Ela basicamente me disse o que iria acontecer. Ela me contou que eles iam me pagar, eles me disseram que eu poderia vender minhas próprias camisetas nos shows, tudo aquilo. Eu disse, ‘Wow! Eu vou tocar guitarra pro Ozzy!”

E aí houve outro momento em que eu toquei com ele também, mas eu não sei se foi nessa mesma viagem. Por alguma razão, na minha mente, há uma grande lacuna. Em certo momento eu toquei com ele. GEEZER BUTLER era o baixista e DEAN CASTRONOVO estava na bateria. Foi em Nova Iorque. O que aconteceu foi que eu voltei, e disse a alguém que eu seria o guitarrista de Ozzy. Eles já tinham negociado o contrato com meu empresário e tudo mais. Naquela época a [empresa fornecedora de acesso à internet dos EUA] AOL era bastante popular. Rolava de tudo nas salas de bate-papo, onde havia gente fofocando. Eu cometi o erro de contar a alguém que eu ia fazer aquilo. Eles foram e colocaram isso numa dessas salas de bate-papo da AOL dizendo “Richie Kotzen, ex-guitarrista do Poison, vai tocar com Ozzy!” e as pessoas piraram! E elas diziam “Isso é conversa fiada, um cara do Poison vai entrar pra banda do Ozzy?” Haviam essas pessoas que nem sabiam meu nome e nem faziam ideia de quem eu fosse, mas por essa pessoa ter escrito ‘Poison’, houve esse grande alarido no tópico da AOL.

Eu me lembro de ver aquilo e ficar tão puto da vida. Eu disse, “Por que caralho você foi e divulgou isso? Eu te contei isso como amigo e agora você tá aí espalhando pela internet!” Então, a coisa toda, tudo, foi pelo ralo. Literalmente, eu só posso achar que essa tenha sido a razão. Eles fizeram com que meu empresário negociasse o contrato, tudo foi acordado. Sabe, estava tudo certo. No minuto que isso veio à tona, eles pararam de responder, não ouvimos mais falar deles. Eu vinha enviando riffs, gravando ideias pras músicas, mas depois que aquilo aconteceu, foi tudo pelo ralo. O que eles acabaram fazendo de fato foi que Zakk acabou voltando e gravando o disco.

Daí eles arrumaram um cara, um que eu acho do qual ninguém tinha ouvido falar antes….

LRI: Joe Holmes?

Kotzen: Quem foi o cara, você lembra do nome dele?

LRI: Joe Holmes. Na verdade meu amigo ROBERT LOCKE tem uma banda com ele agora chamada FARMIKOS sobre a qual EDDIE TRUNK tem falado muito bem nas redes sociais. Você deveria ouvi-los!

Kotzen: Isso mesmo. Eles pegaram um cara sem história nenhuma ou pelo menos uma história como a minha, por exemplo. É tão, engraçado, cara, todo aquele lance do Poison, por um lado foi realmente uma grande oportunidade e eu realmente amava o disco que fizemos, mas por outro lado, acabou fudendo muitas oportunidades para mim ao longo de todos os anos 90. Quer dizer, tudo, desde a situação que acabei de te contar até contratos com gravadoras. Foi essa associação horrível que me fudeu ao longo de todos os anos 90. O triste de tudo é que eu, como músico, não tive nada a ver com o que fez do Poison um nome famoso. Então é como uma faca de dois gumes. Sim, eu estive na banda, eu entendo que não é a banda mais legal do mundo para algumas pessoas. Eu também tenho feito essa coisa totalmente diferente, que é quem eu sou. Foi uma merda e não foi até que a internet chegasse que eu consegui me conectar diretamente a meus fãs sem ter que lidar com uma gravadora. Isso mudou tudo pra melhor pra mim! […]

 

 

Devil City Angels: membros do Poison, Cinderella e LA Guns em nova banda

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O DEVIL CITY ANGELS é agora oficialmente um grupo.

De acordo com a nova página da banda em uma rede social, a banda inclui o guitarrista TRACII GUNS [L.A. Guns], RIKKI ROCKETT [Poison] na bateria, ERIC BRITTINGHAM [Cinderella] no baixo e o vocalista e guitarra-base BRANDON GIBBS [Cheap Thrill].

A banda postou três faixas novas no site REVERBNATION, todas gravadas originalmente no fim de junho, e o trabalho pode ser conferido no link http://www.reverbnation.com/devilcityangels

 

 

 

Mötley Crüe: América do Sul em 2015, último show em Janeiro de 2016

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Por ANDY GREENE para a edição online estadunidense da ROLLING STONE de 19 de Agosto de 2014.

Faltam quatro horas para que o MÖTLEY CRÜE suba ao palco no Pepsi Center em Denver, e NIKKI SIXX está sentado em seu ônibus de turnê, lendo um livro sobre as Olimpíadas de 1936 e se gabando de suas habilidades ao jogo UNO. “Noite passada eu joguei com minha esposa e filha até 1 da manhã”, diz o baixista, de 55 anos. “Eu jogo Uno com qualquer um e ganho.”

Esse cara foi declarado morto após uma overdose de heroína em 1987, mas muito mudou para os quatro membros do Crüe desde aqueles dias insanos. “Quando você é jovem, você bebe a noite inteira, come mil garotas e cheira tanta cocaína quanto quiser”, diz Sixx.” Eu estou sóbrio agora. Eu tenho o desejo de conquistar mais coisas.

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No momento, o Mötley Crüe está no primeiro trecho de sua derradeira turnê, lotando casas pelos EUA com o convidado especial ALICE COOPER. Conversamos com os quatro membros do grupo para uma matéria na nova edição da Rolling Stone. Eis aqui 19 coisas que ficamos sabendo com as entrevistas.

  1. Inicialmente, até os próprios agentes da banda acharam que eles estavam blefando sobre essa ser a última turnê deles.

Eles nos disseram, ‘Isso é um lance legal de marketing’”, diz Sixx. “Isso realmente nos irritou. Eles disseram, ‘Sabe, isso rola por uns cinco ou seis anos’. E nós respondemos, ‘Sem chance. Quem vocês acham que nós somos?’ Eles responderam, ‘O THE WHO fez isso, assim como o KI$$ e muitos outros’. Foi quando tivemos a ideia de nos comprometermos legalmente com um contrato de modo que nunca mais saiamos em turnê.”

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  1. O “Acordo de Cessação de Turnê” tem sim, uma brecha.

“Se todos os quatro membros da banda concordarem, poderíamos sobrescrever nosso próprio contrato”, diz Sixx. “Mas isso nunca vai acontecer. Há pessoas nessa banda, e você está falando com uma delas. Não há quantidade de dinheiro que me faça mudar de ideia. Mesmo ser nos oferecerem $10 milhões para fazermos 10 shows daqui a dez anos. O modo que armamos tudo, incluindo essa conversa agora, seria muita palhaçada. Não vai acontecer nunca.”

  1. Mick Mars quer escrever um livro quando a turnê acabar.

Minha história vai ser um pouco diferente da de todo mundo, entretanto”, ele afirma. “Eu não quero seguir aquela de, ‘Saímos em turnê, daí eu comi aquela mina e peguei tal doença dela.’ Quem se importa com isso? Eu quero escrever sobre a música e os altos e baixos do ramo.”

  1. Eles viajam em ônibus separados.

“Isso é óbvio”, diz Vince Neil. “Nikki tem nove pessoas em seu ônibus. Tommy tem os filhos dele juntos o tempo todo. Todo mundo tem sua própria programação. Também não temos muito sobre o que conversar a menos que seja sobre o show.”

  1. Nem todas a tensão das antigas se foi.

Ainda há conflito”, diz Sixx. “Há diferenças e atrito. É como ter uma namorada e você não aguenta, mas é o melhor sexo que você já teve na sua vida e você continua voltando pelo sexo, apesar de ela te deixar louco. Isso é meio o que é o Mötley Crüe.”

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  1. A montanha-russa com a bateria de Tommy Lee, conhecida como Crüecify, o deixou cagando nas calças no começo.

É de arrepiar”, ele diz. “No ponto mais alto, ela está suspensa a 17 metros de altura. Eu tenho que admitir que fico meio com a calça pesada quando aquilo vira de cabeça pra baixo pela primeira vez.

  1. Tocar bateria de cabeça pra baixo, suspenso a 17 metros de altura, não é uma tarefa fácil.

“Minha obrigação é fazer com que pareça fácil”, diz Lee. “Mas é duas vezes mais difícil do que tocar em solo firme. A gravidade puxa seus braços para baixo e seus pés do pedal. Você tem que manter seus pés no pedal constantemente e seus braços voltados pra cima. Jesus, não tinha algo mais difícil para eu ter escolhido fazer?

  1. Mick Mars não tem planos para se aposentar da música uma vez que o Mötley Crüe acabe.

Eu quero gravar um disco solo”, diz ele. “Eu não quero ficar sentado em casa e engordar e envelhecer. Eu já sou velho o suficiente. Quero trabalhar até morrer.”

  1. A adaptação para o cinema do livro “The Dirt” seguirá em frente.

Nikki e eu acabamos de assistir a uma leitura de duas horas do roteiro”, conta Lee a respeito do filme baseado na autobiografia da banda. “Não foi com os atores que farão o filme, mas com pessoas que eles contrataram para ler todo o roteiro. Porra, foi uma viagem ouvir 30 anos de sua vida passarem em duas horas. Foi simplesmente surreal. Dirigindo pra casa, Nikki e eu ficamos olhando um pro outro, tipo, ‘O que diabos acabamos de ver?’ Eu mal posso esperar até que eles comecem a filmar essa porra. Está programado pra ser em breve, pelo menos eu acho.”

10. A turnê de despedida vai rolar 2015 adentro.

“Tenho certeza que voltaremos e tocaremos nos EUA de novo”, diz VINCE NEIL. “Há muitas cidades que estamos pulando. Também temos que tocar no Canadá, México, América do Sul, Ásia, Japão e Europa. Temos um longo caminho a percorrer.”

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11. O uso de fitas pré-gravadas com os backing vocals ainda é um tema sensível.

Em uma recente entrevista com EDDIE TRUNK, Mars se pronunciou sobre sua insatisfação com a decisão da banda de suplementar os vocais de Neil com trechos pré-gravados. “Isso poderia me encrencar muito”, ele disse. “Deixe que eu coloque da seguinte maneira. Eu vou dizer duas palavras e você vai saber: Britney Spears… eu não gosto disso. Eu poderia colocar um CD do Mötley e tocar junto com ele o dia inteiro. Eu não quero fazer isso.”

Quando perguntado sobre o assunto de novo agora, Mars tem uma opinião levemente diferente. “É melhor ouvir vocais no tom certo do que não os ouvir”, ele diz. “Eu acho que há algumas pessoas que não curtem isso. Algumas pessoas preferem lances crus, na cara. Eu acho que os vocais de fundo reforçam a banda sob alguns aspectos. Quer dizer, é isso aí mesmo.

12. Vince Neil diminuiu bem seu consumo de álcool.

Eu tomo uns coquetéis de vez em quando”, ele diz. “Eu até tomo uma taça de vinho no jantar. E só.

13. Apesar da dor intensa oriunda de sua longa batalha contra a espondilite anquilosante, Mick Mars permanece livre das drogas.

Alguns dias são piores do que os outros, quando se trata de dor”, diz Mars. “Mas eu não tomo nenhum analgésico. De jeito nenhum. Eu embarquei nessa uns 15 anos atrás, e nunca mais quero lidar com aquilo, muito obrigado. Não é um bom caminho. O alívio rápido não é uma trilha a se seguir.”

14. Mars está considerando uma reunião com o vocalista JOHN CORABI, que foi frontman do Mötley Crüe por alguns anos na década de 90.

“John e eu temos conversado sobre compormos algumas coisas”, ele diz. “Uma reunião completa não foi discutida, mas é possível.”

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15. As opiniões sobre a banda gravar material novo depois do fim da turnê ainda divergem.

Eu não vejo isso acontecendo”, diz Lee. “Isso não está em nossos planos, a menos que seja para a trilha sonora de ‘The Dirt”, mas eu não consigo imaginar qual seria a finalidade disso, já que o filme conta nossa história.” Vince discorda. “Eu nos vejo gravando no futuro”, ele afirma. “Com certeza”. Nikki Sixx fica em cima do muro. “Podemos voltar a fazer músicas”, ele diz. “Só que precisa haver um veículo para ela.”

16. Caso eles sejam escolhidos para o Rock And Roll Hall Of Fame, espere uma única apresentação.

Se algumas pessoas deixarem seus egos de lado, nós nos reuniríamos sim para o Rock And Roll Hall Of Fame”, diz Sixx. “Mas, entre meus colegas de banda, o Hall Of Fame virou meio que uma piada. Mas talvez toquemos de novo em algum tipo de premiação ou no Super Bowl ou algo do tipo.

17. Eles já aceitaram o fato de que muitos críticos de rock não gostam deles.

Nunca fomos populares entre os críticos”, diz Neil. “Para muita gente, somos uma típica banda dos anos 80. Todo mundo quer se livrar da pecha de anos 80. Elas querem ir dos anos 70 direto para os 90, mas os anos 80 foram gigantescos para a música. Eles começaram um tipo totalmente novo de música que vendeu muitos discos e que as pessoas ainda seguem.”

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18. Eles se recusaram a cooperar com o musical ‘Rock Of Ages’ na Broadway e com a subsequente versão cinematográfica.

Eu, especificamente, não sou alguém que segue aquele período da música”, diz Sixx. “Eu não acho que sejamos inerentes de um determinado período. ‘Rock Of Ages’ nos ofereceu tanto dinheiro. Eles nos ofereceram uma porcentagem. Dissemos não. Foi um filme vagabundo que não tinha nada a ver com o que acreditamos.”

19. O último show do Mötley Crüe será em Los Angeles.

Tem que ser lá”, diz Neil. “É o único lugar para se terminar. Eu espero que o façamos no dia 17 de janeiro de 2016. Será o nosso trigésimo-quinto aniversário.” O local exato ainda não foi determinado. “Há negociações para que sejam algumas noites no Staples [Center] ou no Forum [de Inglewood]”, diz Lee. “Depois, pode haver um show começando 1 hora da manhã no Whisky [A Go Go], onde toda essa porra começou de fato. Quer dizer, porra, todos nós morávamos na esquina daquela merda de bar. Seria muito bom acabar lá.”

Não importa quando e onde aconteça, Sixx já tem uma visão dessa noite em sua mente. “Eu sonho com entrar no meu carro depois do último agradecimento à plateia”, ele diz. “Eu vou dirigir pra casa, sozinho, com o rádio desligado. Eu vou passar de carro pelo Whisky, pelo Roxy, o Rainbow e o Troubadour. Eu vou até minha casa, colocar a chave na porta, girá-la, e pensar, ‘Por onde passaram todos aqueles anos, caralho?’’ Daí vou fechar a porta e esperar pelo próximo capítulo.

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Buckcherry: ouça e veja o cover XXX para ‘I Love It’, do Icona Pop

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O BUCKCHERRY acaba de lançar um novo EP, intitulado sucinta e objetivamente como “Fuck” e viabilizado e produzido através do recém-estabelecido selo próprio, o F BOMB. O compêndio de seis faixas tem o termo ‘Fuck’ em todos os títulos e letras, uma aposta bastante contundente para uma banda que tem seu maior mercado dentro dos conservadores EUA.

Um destaque de ‘Fuck’ é o cover/remake da faixa pop “I Love It”, da girl band sueca ICONA POP que virou uma praga nas FMs do mundo ano passado e aqui foi – após devidamente recarregada com distorção e aceleração – rebatizada como ‘FUCK IT’, cujo vídeo você pode assistir abaixo.

 

Buckcherry – Say Fuck It (Official Music Video) from Buckcherry on Vimeo.

 

 

Uli Jon Roth: assista ao trailer do blu-ray “Scorpions Revisited- Volume I”

Assista abaixo o video contendo o trailer do vindouro Blu-ray do guitarrista virtuoso teutônico ULI JON ROTH [SCORPIONS], “Scorpions Revisited- Volume I”.

O home vídeo é um registro da performance de UJR no festival europeu Guitare En Scene e nas imagens disponibilizadas no teaser, trechos das eternas ‘Fly To The Rainbow’ e ‘In Trance’, com NATHAN JAMES nos vocais.

 

 

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