Reino Unido: As 10 lojas de discos que você precisa visitar no UK

Por BEN TRAVIS

Apesar de serviços como o Spotify, Deezer e afins oferecerem música gratuita e ilimitada para streaming, os discos ainda têm procura, sendo que mídias prensadas em vinil alcançaram seu maior número em 15 anos ao fim de 2013. Que lugar melhor pra comprar essas preciosidades da velha guarda do que essas instituições culturais voltadas para a comunidade?

  1. Rough Trade East – Londres

A mãe das lojas de discos do Reino Unido. A Rough Trade East de Londres, que abriu em 2007, pode ser a irmã mais nova da Rough Trade West, mas também é uma das maiores lojas independentes do país. Ela vende predominantemente vinis e CDs novos, empilhados num espaço de 5 mil pés quadrados, e tem um conveniente café localizado à frente. A Rough Trade é mais do que apenas uma loja – é também um dos selos mais influentes do Reino Unido, e já lançou discos igualmente relevantes dos SMITHS, THE FALL, THE STROKES, ARCADE FIRE, BELLE & SEBASTIAN, dentre outros. A Rough Trade East também é palco de shows, exibições de filmes e palestras sobre filmes, música e literatura.

  1. The Music Exchange – Nottingham

A Music Exchange é mais do que apenas uma loja de música – é também um empreendimento social, e trabalha com entidades de caridade para com os sem-teto de modo a oferecer aos menos favorecidos uma oportunidade de ganhar experiência no comércio varejista como voluntários no balcão. Desde que abriu em 2009, a Music Exchange evoluiu de uma minúscula loja de segunda mão em Nottingham para uma grande área na badalada região de Hockley. A loja preencheu o vazio deixado quando a lendária Selectadisc fechou as portas.

  1. Probe Records, Liverpool

Em uma cidade com um pedigree musical tão refinado quanto Liverpool, é preciso muito para se destacar. Apesar de ter mudado de endereço ao longo dos anos, a Probe Records tem se mantido forte desde 1971. Pete Burns e Paul Rutherford do Frankie Goes To Hollywood trabalharam lá, e no nascimento do punk, a Probe se tornou a loja mais em voga de Liverpool, atraindo clientela do Echo & The Bunnymen e o OMD. A loja lançou seu próprio selo em 1981, que já publicou discos do Half Man Half Biscuit.

  1. Sound It Out Records, Teesside

A última loja de discos na área de Stockton-On-Tees é um ponto central da comunidade, recebendo todo mundo desde fãs adolescentes de metal até candidatos a rappers e beberrões dos bares locais por suas portas. O documentário Sound It Out, da cineasta Jeanie Finlay mostra com perfeição o que aloja significa para os cidadãos locais, enquanto o dono Tom Butchart tem a última palavra sobre o duradouro apelo do vinil: ‘discos guardam memórias’.

 

 

  1. Pop Recs Ltd – Sunderland

A banda de Sunderland Frankie & The Heartstrings teve uma ideia quando chegou a hora de lançar seu segundo LP, ‘The Days Run Away’ – eles armaram uma loja temporária de discos por duas semanas para promovê-lo. Mais de um ano depois, a loja ainda permanece aberta, e já causou mais impacto do que o álbum que a inspirou. A Pop Recs Ltd tem sido um grande catalisador para o crescimento de Sunderland, concentrando os fãs de música locais, e promovendo a inclusão e o empreendimento ao vender café produzido localmente e abrigando exibições de arte. Maximo Park e The Ordinary Boys já tocaram lá de graça, enquanto o Franz Ferdinand fez um show lá por cinco libras.

6. Rise Music – Bristol
Depois de fazer o mercadinho Fopp passar a ser uma rede de mais de 100 lojas em 25 anos, Gordon Montgomery fundou a Rise em Bristol. A loja é impressionantemente diversificada, vendendo uma seleção cuidadosamente curada de livros e DVDs, junto com CDs e LPs. Agora, com mais duas lojas em Cheltenham e Worcester, essa rede regional continua a crescer, e já abrigou shows ao vivo de gente como o Peace e Slow Club, assim como noites de cinema e sets de DJs. A loja de Bristol inclui um café, enquanto a loja tem até uma divisão de roupas vintage, a Rise Revival.

  1. Good Vibrations – Belfast

O filme ‘Good Vibrations’, batizado inspirado nessa lendária loja de Belfast e lançado ano passado, foi brilhante. Ele contava a história de um amante da música, Terri Hooley, que tentava expandir sua loja para um selo que lançaria o álbum ‘Teenage Kicks’ dos Understones em 1979. Mas a popularidade do filme também ressuscitou a loja. Agora em sua décima-terceira encarnação, e se autointitulando ‘a loja mais pobre de Belfast’, os compradores ainda podem se deparar com Hooley, 65 anos de idade, na registradora.

 

  1. Spillers Records – Cardiff

Muitas lojas de discos possuem um histórico considerável, mas a Spillers Records em Cardiff leva a longevidade a outro patamar – estabelecida 120 anos atrás, ela é a loja de discos mais antiga do mundo. Aberta em 1894, a ‘H Spiller’ originalmente negociava fonógrafos, cilindros de cera e discos de goma. À medida que as décadas se passaram, a loja evoluiu junto com os formatos musicais e agora abriga uma seleção de CDs e LPS, além de shows em duas instalações.

  1. Banquet Records – Kingston upon Thames

Alguns selos nasceram a partir de lojas de discos. A Banquet Records é uma loja que surgiu de um selo que por sua vez emana de uma loja. Em 1973, a loja Beggars Banquet abriu em Earls Court, e a abertura de seu selo se daria em 1977. O selo evoluiu para o Beggars Group, que é dono ou distribui alguns dos selos independentes mais respeitados no mercado, incluindo o 4AD [Bom Iver], Matador [Queens Of The Stone Age], Rough Trade [Jarvis Cocker] e o XL Recordings [Adele]. Uma segunda loja, a Banquet Records, abriu em 2002, mas se tornou independente da loja Beggars Banquet em 2005. Ele também comanda a bem-sucedida casa noturna New Slang e já abrigou apresentações ao vivo e sessões de autógrafo do Foals, Laura Marling e The Vamps.


 10. Jumbo Records – Leeds

A Jumbo tem um nome bastante apropriado, dada sua história de ascensão. A loja teve seu primeiro endereço no Queens Arcade em Leeds em 1972, antes de se mudar para o complexo comercial de Merrion Centre por falta de espaço. No fim dos anos 80, mais espaço foi preciso, o que a levou a instalar-se no shopping Center St. Johns, onde permanece ater hoje. Nos últimos anos, a loja realizou shows de Hot Chip. We Are Scientists e Lilly Allen. Mês passado, o fundador da Jumbo, Hunter Smith,assim como sua esposa Lornette, afastaram-se da administração da empresa.

 

 

Gene Simmons: ‘Sejam gentis com os ricos! Pobres não dão emprego!’

Premiere Of Warner Bros. Pictures And Legendary Pictures' "Godzilla" - Red Carpet

O cofundador do KI$$, GENE SIMMONS, diz que tem orgulho de estar entre a parcela de 1% mais rica da população mundial – e insiste que todos os demais têm uma dívida de gratidão para com ele.

O baixista acredita que o mundo se tornaria um ‘caos’ se não fosse por ele e sua grei milionária.

Ele disse ao UTSanDiego.com: “O um por cento paga oitenta por cento de todos os impostos. 50 por cento da população dos EUA não paga impostos. O um por cento provê todos os empregos para todos os demais. Se esse um por cento não existisse, haveria caos e a economia cairia morta.

Ele ainda emendou: “Tente ser gentil com pessoas ricas. Eu não me lembro da última pessoa pobre que me deu um emprego.”

Ao descrever seus 30 anos de extrema segurança financeira como ‘fantásticos’, ele ainda acrescentou: “Sabe como eu soletro ‘descarado’? O-r-g-u-l-h-o-s-o.”

E ele explica: “As pessoas muitas vezes confundem meu orgulho e autoconfiança com arrogância. Eu sou como um animal na selva que mija no chão e não pede permissão. Isso é total revelação perante aos fatos – os outros guardam suas opiniões pra si mesmos e nunca dizem quem são. Você sempre sabe quem eu sou. Você não tem que gostar disso.”

 

 

Muito Além do Babymetal: A nova onda de J-Metal que vem por aí

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Depois de fotos de gatos, hipsters anêmicos barbados e memes ‘Keep Calm’, agora é o BABYMETAL que domina a internet. Se o grupo das garotas atiçou seu interesse por metal vindo do Japão, eis algumas outras bandas que você pode conferir – e gostar.

FEAR, AND LOATHING IN LAS VEGAS

Lembra quando CHER soou como um robô que tinha sido inundado com refrigerante em ‘Believe’? Imagine aquele efeito vocal aplicado ao melhor metal ‘de festa’ que você já ouviu na vida. O metal mais grudento e loucamente hiperativo possível, ainda que irresistível. A banda de maior destaque dessa lista e a melhor banda do Japão a ainda não estourar fora de seu país natal.

MAN WITH A MISSION

Olhe para eles. São lobos que tocam música. O Man With A Mission é uma banda de pop alternativo que soa meio como aquele tipo de euro dance que você ouve em cafés,mas com uma pegada metal. E claro, ele são bagres vestidos de lobos.

GALNEYRUS

Como é que se procede para tornar o Power Metal ainda mais bombástico? Achando uma banda japonesa de Power metal, claro! O som do Galneyrus é tudo bumbo duplo, solos fritados e vocais que soam como um arco-íris. Se você gosta de Dragonforce, você vai amar isso aqui.

TOTALFAT

Mesmo naipe do NOFX e dos melhores nomes do skate punk dos anos 90, há uma levada inquietante no TOTALFAT. Há uma pitada de Blink 182 aqui e ali, e toques de Home Grown e No Use For A Name: basicamente, se você calça Vans xadrez e bermudas enormes, recomendamos que você ouça isso.

SIM

Com uma bateria bem thrash metal, trilhas abundantes de vocais e uma tendência a tudo que é acelerado, o SIM é difícil de categorizar. Tendo dito isso, há um certo ar de Skindred no que eles fazem, já que usam ritmos parecidos e há flertes com o reggae e dub, então se você é um fã de Ragga Punk, confira o SIM. ‘Blah Blah Blah’ é uma baita duma música.

ONE OK ROCK

Muito famosos em sua terra natal – o single ‘In the Beginning’ de 2012 já tem mais de 26 milhões de visualizações no YouTube – o ONE OK ROCK começou a tomar os EUA de assalto tocando na Vans Warped Tour desse ano. Musicalmente, eles são da mesma bacia que o 30 Seconds To Mars e tem uma sonoridade que é perfeita para videomontagens de pessoas correndo em câmera lenta. Eles estão no cast do Knotfest Japan desse ano, então são metal o suficiente para terem sido escolhidos.

MY FIRST STORY

Mais pro balaio do Red Jumpsuit Apparatus, Pierce The Veil e Story Of The Year, o My First Story é talvez a banda mais ocidentalizada dessa relação, mas suas visualizações no YouTube já estão nos milhões, então achamos que eles deveriam ser incluídos aqui para seu conhecimento.

DAZZLE VISION

Alternando entre grunhidos diarreico-indutores e vocais melódicos açucarados, o Dazzle Vision é liderado por Maiko, uma vocalista cheia de versatilidade e caráter. Ela fundou a banda com seu irmão, Takuro, e faz um som que incorpora elementos eletrônicos, dubstep, j-rock dos mais rápidos e um envolvente senso de diversão.

 

 

 

Saúde Pública: 18 sinais de que você é viciado em discos de vinil

  1. A música lhe soa estranha aos ouvidos caso ela não tenha riscados, chiados e estalos.

18 Signs You Are Addicted To Collecting Vinyl

2. Você está disposto a gastar horas do seu tempo se certificando de que sua coleção esteja devidamente ordenada em modo alfabético.

You're willing to spend hours of your time making sure your collection is perfectly alphabetized.

3; Sua coleção de discos é o foco principal da decoração da sua casa.

Your record collection is the focus of your home decor.

4. Algumas das paredes da sua casa têm esse aspecto, ou você quer que elas o tenham.

Some of your walls look just like this, or you want them to.

5. A casa dos seus sonhos é mais ou menos assim:

Your dream house looks something like this.

6. Você está pronto para largar seja lá o que estiver fazendo, esteja onde estiver, para ir até uma loja de discos, um sebo ou um bazar.

7. Você dedilha cada disco de uma loja cuidadosamente porque você nunca sabe o que pode achar.

18 Signs You Are Addicted To Collecting Vinyl

8. Você olha para uma foto como essa e pensa: ‘destino das minhas férias’.

You look at a photo like this and think "vacation destination."

9. Você está constantemente preocupado com que alguém dê um lance mais alto que o seu no Ebay.

You are constantly worried about being outbid on eBay.

10.Isso é mais bonito, perante seus olhos, do que uma flor de verdade.

This is more beautiful than an actual flower.

 

11. Olhar para uma foto dessas faz com que você pense nervosamente – ISSO NÃO É JEITO DE SE GUARDAR UM DISCO!!!

Looking at a photo like this makes you quietly freak out – THAT'S NOT HOW YOU STORE A RECORD! YOU'RE GOING TO RUIN IT!!!

 

12. Você tem opiniões contundentes sobre áudio digital.

 

You have strong opinions about digital audio.

 

13. Você também tem uma relação passional com vinil colorido.

You also have some very intense feelings about colored vinyl.

14. Você desdenha de novas e caras prensagens de álbuns que pode achar em sebos todo o tempo.

You roll your eyes at expensive, inferior new pressings of albums that you can find in used bins all over.

15. Você está sempre pensando se está na hora de trocar sua agulha.

You're always wondering, "is it time to replace my needle yet?"

16. Você torce e reza para que todo álbum novo que você gosta saia em vinil.

18 Signs You Are Addicted To Collecting Vinyl

17. Há pelo menos um disco que você nunca consegue achar ou não tem como comprar, e saber que ele está circulando por aí lhe enlouquece lentamente.

There's at least one record that you can never find or can't afford, and knowing it's out there and you can't have it slowly drives you insane.

18. Você está sempre pronto para discutir sobre a superioridade do vinil sobre o CD, a qualquer hora e momento.

You are ready and willing to argue about the superiority of vinyl over CDs at any given moment.

Texto original do site Buzzfeed

 

Audiofilia: Panasonic anuncia a volta do Technics SL-1200

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Após ter encerrado a produção do toca-discos mais famoso e vendido da história da humanidade, o TECHNICS SL-1200, a Panasonic teve que ouvir o clamor de uma considerável gama de profissionais da reprodução fonográfica [como DJs e produtores musicais] e também de audiófilos de orçamento bastante diminuto, que tinham no 1200 o expoente máximo de convergência entre preço acessível e playback minimamente fiel.

Em maio passado, um grupo composto por essa grei juntou-se no intento de promover um abaixo-assinado online direcionado ao gigante dos eletrônicos solicitando – ou exigindo – a volta da produção da linha do modelo, e parece que a empresa, por meio de um eficaz departamento de RP, deu ouvidos ao esforço.

Nesta semana que passou a Panasonic anunciou que voltará a produzir o TSL-1200, e que o primeiro lote do revival do aparelho, atualizado com nova arquitetura e engenharia para otimização do desempenho, chega às lojas – pelo menos do Japão – ainda esse ano.

 

 

Bandas Cover: o mercado para elas morre acentuadamente nos EUA

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O rock chegou pra ficar, cantaram Danny & The Juniors mais de meio século atrás. Já os roqueiros do circuito de bares dos EUA não tem tanta certeza assim.

Entre os abatidos está STEVE BROWN, um guitarrista de 44 anos que toca classic rock pra viver.

Apesar de um flerte com a fama, Brown não recusa nem o mais deprimente dos shows. Num dia ele se apresentará em frente a milhares de pessoas com sua banda, o TRIXTER, cujos vídeos estiveram no topo das paradas da MTV no começo dos anos 90. No outro, ele vai estar com um colete amarelo de estampa de zebra mandando ‘I Wanna Dance With Somebody’ de Whitney Houston em uma festa nos Hamptons, ou cantando ‘Hotel California’ enquanto os fregueses olham os carros em uma concessionária em Nova Jérsei.

‘Nem todo show é naipe Madison Square Garden’, ele diz.

Brown está entre os muitos artistas de bandas cover que home em dia tem mais dificuldade de se sustentar. O problema é a falta de lucratividade de shows em bares [graças a DJs, noites de jogos musicais, karaokê, e mudança de gosto musical] combinada com um bando de músico de meia-idade que não tem como abandonar a cena.

“Se você dissesse que Steve Brown estaria vestindo calça de lycra, tocando uma guitarra rosa choque e verde e tocando músicas de Michael Jackson e Madonna três anos atrás, eu teria dito, ‘Nem fudendo’”, afirma o músico de Nova Jérsei. “A minha carreira meio que andou pra trás.”

Carla Russel, de 46 anos, costumava fazer 150 shows por ano com sua banda Kozmic Mama. Agora, ela faz metade disso, e os shows não são sempre tão bons assim. Em um casamento em Huntsville, Alabama, a plateia estava sóbria demais para dançar, já que não estavam servindo álcool. A vocalista decidiu pular ‘Sex Machine’ e ‘Let’s Get It On’. “Eles não teriam aproveitado”.

Bobby Lynch, um pianista de 32 anos, tem 12 modelos diferentes de apresentação – que variam desde um show solo até um duelo de pianos – para se adaptar a clientes como a empresa Ernst & Young, a montadora Maseratti e o Empire City Casino em Yonkers, Nova Iorque.

Ainda assim, de vez em quando ele canta canções natalinas em asilos no inverno. “Eu me sinto como se tivesse chegado à morte da cena de artistas cover”, ele diz.

Shows de bandas cover em bares começaram a ralear cerca de uma década atrás, quando o ramo musical bambeou e os donos de casas noturnas foram afetados pela recessão reduziram seus orçamentos, dizem os experts da indústria. Legislações mais duras sobre beber e dirigir e o custo de se ter um alvará para vender álcool também não ajudaram.

Sterling Howard, de 67 anos, dono da Musician’s Contact, uma agência de músicos, tem ajudado a roqueiros conseguirem shows por 40 anos, e ele nunca viu a coisa tão feia. Os jovens não vão tanto a bares na esperança de conhecer mulheres, ele diz, enquanto algumas pessoas preferem karaokês ou até o silêncio em detrimento de alguém tocando covers do Bad Company.

“As pessoas estão assistindo a seus próprios amigos embriagados, o que talvez seja mais divertido”, diz Howard.

De acordo com as estimativas de Howard, bandas de cover que tocam músicas que estão nas paradas de sucesso tiveram seu mercado de show encolhido em 80% nos últimos 15 anos. O desemprego entre músicos está subindo sensivelmente: foi para 9% ano passado, comparado com 5% em 2006, diz a National Endowment Of The Art, baseada em dados do governo dos EUA.

O pagamento também não acompanhou o tempo, dizem artistas e empresários. Uma banda que ganhava 800 dólares por show nos anos 80 não ganha muito mais do que isso hoje em dia. A inflação comeu o cachê.

Brook Hansen sabe disso. Tecladista com uma tatuagem do YES em seu braço, ele vivia bem, diz ele, tocando piano em Nashville, bases militares dos EUA na Europa e hotéis na China.

Ele se estabeleceu em Las Vegas em 1999, ganhando 700 dólares por semana em bandas de salão. Daí os donos de cassino cortaram os gastos depois do 11 de setembro.

Em um sábado recente, ele e um colega cantaram músicas tornadas famosas pelo grupo Survivor em um pequeno bar de um cassino. O fã mais entusiasmados parecia ser a esposa de Hansen. Hansen leva idosos de carro para consultas médicas para complementar sua renda. Ele espera sair do pais, talvez para o Bahrein, onde a demanda por músicos é alta. “É como Vegas 30 anos atrás”, ele diz.

Algumas bandas covers de rock ganham um bom dinheiro, especialmente aquelas dispostas a viver em navios ou tocarem em bandas tributo, imitando astros do rock.

Depois de engrossar o couro tocando em bandas cover de Nova Jérsei quando garoto, Brown fundou o grupo de pop metal Trixter aos 12 anos. Ele compunha a maioria do material, e excursionou pelo país com astros como o Poison e o Scorpions.

Quando aquele estilo de rock perdeu o fôlego, o guitarrista de cabelo armado voltou às suas raízes e deu início a uma sucessão de bandas cover, incluindo uma devotada a seu ídolo, Eddie Van Halen. Brown ainda tem aquele entusiasmo juvenil: “Você tem que ser como um octopus”, ele diz. “Suas mãos, seus tentáculos, pegam diferentes fontes de renda.”

Em uma dessas noites de sexta-feira, ele cozinhou jantar pra sua família, beijou sua esposa e seu filho e levou sua filha adolescente de carro para dormir na casa de uma amiga. Minutos depois, ele estava carregando seu equipamento de som para dentro da Elm Street Grill em Oakland, um bar esportivo em um shopping próximo dali.

“Vai ter karaokê?”, perguntou um homem de meia idade fumando fora do bar. “Não, é uma banda de rock”, respondeu Brown.

 

 

Chris Holmes: ‘A cultura negra arruinou o metal nos EUA’

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O ex-guitarrista do W.A.S.P., CHRIS HOLMES, depois de amargar um longo período de ostracismo e pobreza [ele vendeu seu último bem, um Pontiac Firebird 1987, no começo desse ano], mudou-se definitivamente para a cidade praiana de Cannes, sul da França, de onde ele diz que não sai mais, e muito menos considera voltar para seu país natal, os EUA.

Bastante ressentido com o cenário artístico musical daquele país, Holmes culpa os negros estadunidenses por arruinarem o ‘metal’.

Em uma entrevista com a revista Riff, ele afirmou que o hip-hop só vende bem porque ‘a cultura negra’ é predominante.

Bem, a menos que você seja o contrário de mim – um artista do hip hop ou um rapper – você não venderá mais nos EUA. Não há mais revistas de rock. A cultura negra realmente… a cultura negra levou o hip hop aos brancos… a cultura branca e todos os jovens agem daquele jeito, eles usam calças mostrando a cueca. Eu acho que é… eu não tenho 100% de certeza, mas quando eles vão pra escola e ouvem hard rock, chamam de ‘música de frouxo’, é o que dizem pra eles, ‘Você precisa ouvir gangster rap’. Eu acho que é isso.”

 

 

Breaking Bad: produtor quer sequência com Slash & Val Kilmer

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Um sujeito com um – nobre – ideal megalômano está tentando arrecadar 500 mil dólares através de uma plataforma de crowfunding para produzir uma continuação da série televisiva estadunidense ‘Breaking Bad’ com o guitarrista bretão SLASH e o ator VAL KILMER, afirmam os sites AV Club e Vice.

Há alguns problemas bastante evidentes com a ideia, e eles vão além das palavras ‘continuação de Breaking Bad’ [caso você não viva neste planeta, a série sobre um professor de química que vira chefão do narconegócio teve seu – deveras determinante – encerramento em setembro do ano passado].

Primeiro, o produtor LARRY SHPEHERD levantou menos de 500 dólares até agora [o que o novo DVD da ex-banda de Slash deve ter arrecadado em vendas até agora] e faltam apenas 15 dias pro término da ação. Segundo, Slash e Kilmer, que interpretariam aos policiais que encontram o corpo de Walter White, não estão envolvidos com o projeto sob nenhum aspecto. Terceiro – e mais importante – é improvável que o criador de Breaking Bad, Vince Gilligan, cedesse os direitos de sua criação ganhadora de mais de uma dezena de prêmios Emmy.

Os fãs da série, pela toada do projeto, terão que se contentar com ‘Better Call Saul’, o prólogo de Breaking Bad que estreará nos EUA em 2015.

 

 

Johnny Winter: Lenda do Blues morre aos setenta anos

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Fontes próximas ao veterano bluesman estadunidense JOHNNY WINTER confirmaram nessa madrugada que o músico faleceu, enquanto se preparava para lançar seu décimo nono álbum de estúdio, ‘Step Back’, em setembro.

Winter – irmão mais velho de Edgar Winter – nasceu no delta do Mississippi e começou a tocar com Muddy Waters, B.B. King e outros ainda na adolescência. Após o lançamento de seu disco de estreia ‘The Progressive Blues Experiment’, em 1968, ele assinou contrato com a Columbia Records pela maior quantia paga em antecipado em um artista na história até então.

Ele lutou contra o vício em drogas durante os anos 70 antes de colaborar com Waters no disco ‘Hard Again’, de 1977, que ganho um Grammy, e produziu vários trabalhos de seus colegas do blues.

Johnny faleceu em Zurique, na Suíça, onde já sofria com uma saúde fragilizada.

Dente os nomes mais conhecidos que homenagearam o guitarrista após a confirmação de seu óbito está o do ex-baterista do GUNS N’ ROSES, MATT SORUM, que se pronunciou via Twitter: “Eu fiquei próximo de Edgar há pouco tempo e fico muito triste por ele e sua família. Eles tinham planos de sair em turnê.”

King Buzzo: ‘Será que os fãs de Kiss são tão burros assim?’

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O frontman do MELVINS, KING BUZZO, rechaçou de pronto os comentários negativos direcionados a ele após o próprio ter demonstrado publicamente seu dissabor em ver o KI$$ ainda em atividade, a despeito da ausência dos membros fundadores ACE FREHLEY e PETER CRISS.

Buzzo, um devoto do Kiss de longa data, referiu-se, em recente entrevista, a Frehley e Criss como ‘caras noiados, cachaceiros e presepões’, o que os custou um lugar na Kisstória. Claro, suas observações geraram uma farta onda de mimimi entre aqueles que acham que a dupla ainda deveria estar no grupo. E apesar de Buzzo ter deixado claro que ele só disse o que disse porque o entrevistador o perguntou, ele não retira uma vírgula.

Os fãs de Kiss são tão burros assim para acreditar que aqueles dois nunca se chaparam?”, ele perguntou durante uma postagem de turnê publicada entre alguns shows recentes. “Quer dizer, em dois segundos de qualquer busca pela internet eu acharia um vídeo de Gene no YouTube falando sobre aqueles dois metendo o pé na jaca ao longo dos anos áureos do Kiss e na verdade ele até fala sobre eles NÃO tocarem em faixas de discos como ‘Destroyer’ por causa de seu comportamento errático. Pra dar conta do serviço, os membros sóbrios do Kiss eram FORÇADOS a contratar músicos de estúdio nos anos 70.”

Não obstante, Buzzo ainda afirmou que todos os fãs de Kiss que o insultam usando sua aparência física como mote deveriam se lembrar que a banda que eles defendem passou anos escondendo suas próprias caras do público. “O mais hilário disso é que eles também, em suas postagens, falam e falam sobre a MINHA aparência. Aparentemente, eu sou um gordo burro, esquisito e recalcado sobre o qual eles nunca ouviram falar e que não tem direito de falar merda sobre Ace e Peter”, ele lamenta. “Ace e Peter, dois homens crescidos que fizeram uma fortuna usando maquilagem Kabuki como resultado de serem mais feios do que eu. Sabe porque eles usavam maquilagem? Porque eles precisavam! Obviamente, sem maquilagem, aqueles dois não teriam conseguido merda nenhuma.”

Moral da história? “A título de registro, os kisstardados que estão me enchendo o saco por dizer, no fim das contas, a mesma coisa que Gene que vão se fuder! Vocês cuzões entendedores de Kiss não pesquisaram a respeito ou simplesmente não acreditam em Gene?
 

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