Anthrax: “O Grammy não significa nada pra mim”, diz Scott Ian

O guitarrista do ANTHRAX, SCOTT IAN, diz que o prêmio GRAMMY “não significa nada” para ele.

Ele se declarou após o mimimi por parte da comunidade metálica decorrente de o TENACIOUS D ter ganho na categoria Melhor Performance Hard Rock/Metal em mérito de sua versão para “The Last In Line”, contribuição para o álbum-tributo a RONNIE JAMES DIO “This Is Your Life”.

O Anthrax estava entre os indicados para a categoria – devido a seu cover de “Neon Knights” do BLACK SABBATH, do mesmo disco – mas Ian disse que não está nem aí pra honraria do evento.]

Ele disse ao site Artisan News: “Os Grammys não significam nada pra mim. Eu realmente não presto atenção. Se alguém achar ruim que o Tenacious D tenha ganho o Grammy, não se queixe deles, reclame do Grammy. Jack Black ama Ronnie James Dio.”

 

Vinil: fotógrafo registra coleções peculiares ao redor do mundo

As fotos abaixo são de autoria do fotógrafo EILON PAZ, webmaster do site DUST & GROOVES e retratam algumas coleções peculiares e dignas de nota – dedicadas exclusivamente ao vinil, tal como o site de Paz – assim como seus proprietários.

Essas e centenas de outras fotos podem ser vistas no livro Dust & Grooves: Adventures in Record Collecting, atualmente no prelo da terceira edição.

Gilles Peterson, DJ and broadcaster Eilon Paz for Dust & Grooves

Gilles Peterson, DJ e radialista de NYC

Eilon Paz for Dust & Grooves   Miriam Linna and Billy Miller Norton Records in Brooklyn

Miriam Linna E Billy Miller, donos de uma loja de discos. O depósito de estoque do casal foi inundado durante um furacão e eles levaram todo seu acervo para sua própria residência – onde ele permanece até hoje. Casados, um conhece u a história da vida do outro através de discos.
Eilon Paz Dust & Grooves Rich Medina, DJ

Rich Medina, DJ. Rich é DJ em NYC e sua coleção é focada principalmente em músicas para deixar casais ‘no clima’.

Questlove Eilon Paz for Dust & Grooves

Questlove, frontman e ritmista do THE ROOTS, banda residente do programa televisivo de JIMMY FALLON.O cômodo mostrado na foto é apenas um de vários de seu estúdio forrados de LPs do chão até o teto.

Eilon Paz for Dust & Grooves Sheila Burgel

Sheila Burgel, jornalista. Sheila foi a primeira colecionadora mulher a entrar em contato com o blog de Paz. Ela também é DJ e mora no bairro do Brooklyn em NYC com um gosto deveras peculiar para a música – ela só consome girl-pop dos anos 60. Fora alguns LPs de heavy metal, não há muitos homens em sua coleção.

Eilon Paz for Dust & Grooves Mickey McGowan

Mickey McGowan, ex-curador do Unknown Museum, na Califórnia. Após o fechamento do museu, Mickey ficou com grande parte de seu acervo, e o levou para seu estúdio. Ele é obcecado com discos sobre exploração espacial e tem até um long play quadrifônico com sons de grilos.
Bob Mays Eilon Paz for Dust & Grooves

Bob Mays, lojista de Detroit. Bob possui uma enorme coleção de compactos de 7 polegadas de Soul e conhece bem o assunto. Ele mora sozinho numa casa bem desorganizada e fica sentado fumando um cigarro atrás do outro enquanto ouve seus discos. ‘Na foto, ele está apreciando um disco de música caipira, termo que ele não considera nem um pouco ofensivo: ‘eu sou um caipira’, disse.

Eilon Paz for Dust & Grooves Amnon Nissim

Amnon Nissim, proprietário de um museu de raquetes em Tel Aviv, Israel. Amnon é um apaixonado por clássicos antigos das décadas de 50 e 60, como Cliff Richards, Elvis Presley e Dalida.

Eilon Paz for Dust & Grooves Joey Altruda

Joey Altruda, músico.  Na foto, Altruda vasculha uma pilha de discos de bebop em 78 rotações na sala de sua residência em Los Angeles. Na mesa de centro, uma compilação de capas com arte gráfica concebida por David Stone.
Eilon Paz for Dust & Grooves

Margaret Barton Fumo, DJ em meio-período. Margaret coleciona rock progressivo e psicodelia. “Os hippies ficaram indulgentes”, diz ela. “A capa de ‘Space Ritual’, do HAWKWIND, com seu foldout gigante, é demais. É a capa perfeita para um pináculo do space-rock’.”


 

 

Streaming: serviços já ganham dos downloads pagos na Europa

Os serviços oficiais pagos ou não de streaming já passaram em volume de tráfego os de downloads em vários países, de acordo com a empresa musical de licenciamento e administração artística belga PIAS.

O gerente de operações comerciais da empresa, James Howdle, revela que o streaming faturou mais do que o iTunes em 24 países ano passado, incluindo aí a Espanha, Holanda, Noruega, Grécia e França. E ele diz que o padrão deve se repetir no Reino Unido em breve.

Ele declarou no website da PIAS: “Eu certamente espero que o streaming supere os downloads nos próximos dois anos no mercado do Reino Unido. É difícil dizer como isso então se comparará aos CDs físicos, que continuarão a ser o maior formato no que diz respeito a receita naquele território.”

Mas ele sugere que os fãs de música da terra da Rainha são simpatizantes da ideia de possuírem cópias físicas ao mesmo tempo que ouvem o mesmo material online.

Ele emenda: “Parece haver mercado em potencial, como no caso do Reino Unido, para que haja uma coexistência da propriedade tangível e do streaming, e eu acho que veremos a cota do mercado digital continuar a crescer.”

O equivalente francês ao PIAS, o SNEP, conduziu recentemente uma pesquisa para estabelecer o quanto de $ artistas fazem com serviços de streaming, e ele mostrou que, para cada assinatura mensal de 44 reais, apenas 3 reais vão diretamente para os artistas.

 

Indústria: vendas de álbuns “antigos” já supera as dos novos

Discos ‘velhos’ venderam mais do que lançamentos contemporâneos no iTunes nos EUA ano passado, apontam balanços divulgados já em 2015.

O site Music Business Worldwide anuncia que é a primeira vez que lançamentos de catálogo venderam mais do que álbuns novos ao longo de todo um ano – sendo que já havia vitória dos antigos durante um mês no ano de 2012, considerada como ‘um pulsar temporário’.

Um exemplo de disco de catálogo que anda vendendo bem é ‘Greatest Hits’ de TOM PETTY AND THE HEARTBREAKERS, lançado originalmente em 1993, e que atualmente figura na parada de Top 100 do iTunes.

O perito em indústria fonográfica Tim Ingham afirma que é uma tendência preocupante para o setor e que é apenas uma questão de tempo antes que os discos de catálogo vendam mais do que lançamentos novos também em formatos físicos como CD e vinil, e não somente online,

Ele declara: “Tais dados levantam duas questões muito claras a respeito das gravadoras: as pessoas estão meramente começando a consumir músicas novas em serviços de streaming ao invés de no formato álbum? Ou elas estão cada vez menos impressionadas com os novos lançamentos que saem entra ano, sai ano?”

“Uma coisa parece certa. Agora parece ser apenas uma questão de tempo – muito possivelmente dentro de 2015 – até que as vendas de álbuns de catálogo superem as marcas obtidas pelos novos em todos os formatos num só ano.”

“Se o declínio das atuais vendas de títulos novos continuar nesse ritmo, os álbuns de catálogo com certeza superarão os novos em todos os formatos já em 2016, e talvez até mesmo em 2015.”

Os números, compilados pela Nielsen Soundscan, revelam que 53.6 milhões de downloads de álbuns de catálogo foram vendidos nos EUA em 2014, enquanto novos lançamentos bateram na marca de 52.9 milhões.

stats

Enquanto isso, os remasters do LED ZEPPELIN, cuja reedição se iniciou ano passado, entram, sem exceção, no TOP 10 dos dois lados do Atlântico.

Scorpions: “Dissemos a Kottak: ‘Você está fora da banda'”

viados

O frontman do SCORPIONS, KLAUS MEINE, diz que o baterista JAMES KOTTAK foi readmitido como membro da família depois do ‘desastre’ que o enviou à reabilitação.

Kottak foi preso nos EAU em abril passado por embriaguez no Aeroporto de Dubai. Ele foi encarcerado por um mês e multado em 300 libras, e então internado em uma clínica para tratamento de vícios químicos. Ele voltou ao grupo em Novembro.

Meine conta ao site TV Rock Live: “Foi como um desastre. Ele de fato cometeu um erro – ele passou do limite, com certeza. Aquilo não teve nada de rock n’ roll e não foi engraçado.”

“Dissemos a James que ele, bem por dizer, estava fora da banda. Nós mandamos, ‘Você tem que se internar. Você tem que tomar conta de você mesmo e levar isso a sério.’”.

“Deixamos as portas bem abertas, mas está dependendo só de você”.

O frontman está muito feliz por Kottak ter aproveitado ao máximo a chance oferecida a ele. “Ele gravou o disco em Estocolmo no fim do ano passado, e fizemos dois shows com ele. Foi fantástico – é ótimo que ele esteja de volta à família.”

 

 

Whitesnake: Ouça a Primeira Faixa do Novo CD, ‘The Purple Album’

 

O WHITESNAKE liberou hoje, através do selo carcamano FRONTIERS RECORDS, a faixa “Stormbringer”, clássico absoluto de outro grande capítulo da carreira do vocalista DAVID COVERDALE, o DEEP PURPLE. O cover é o primeiro single do vindouro disco de estúdio da banda, ‘THE PURPLE ALBUM’.

“The Purple Album” é uma releitura de clássicos da era Coverdale à frente do DP nos álbuns de estúdio nas formações Mark 3 e Mark 4 do grupo. O trabalho será lançado no dia 15 de maio na Europa e no dia 19 de Maio na América do Norte. Haverá versões em CD, CD/DVD De Luxo [com duas faixas bônus], vinil e download digital pago.

A track list segue abaixo:

1) Burn
2) You Fool No One (interpolating Itchy Fingers)
3) Love Child
4) Sail Away
5) The Gypsy
6) Lady Double Dealer
7) Mistreated
8) Holy Man
9) Might Just Take Your Life
10) You Keep On Moving
11) Soldier Of Fortune
12) Lay Down Stay Down
13) Stormbringer

Deluxe Edition Bonus Tracks
14) Lady Luck
15) Comin’ Home

DVD Content:

Lady Double Dealer – Music Video
Sail Away – Mix Music Video
Stormbringer – Music Video
Soldier Of Fortune – Music Video
Purple Album Behind The Scenes
Purple Album EPK

 

 

Anthrax: John Bush se diz ‘triste’ por distanciamento de Charlie

O ex-vocalista do ANTHRAX, o estadunidense JOHN BUSH – com quem a banda gravou seus trabalhos mais elaborados e evoluídos – se diz entristecido por ter perdido contato com o baterista da banda, CHARLIE BENANTE.

Ele ainda segue em contato com o guitarrista e co-fundador do grupo, SCOTT IAN, mas não fala com Benante há vários anos – apesar de eles, segundo Bush, terem sido muito próximos.

Ele foi frontman do Anthrax de 1992 a 2005, e então se retirou quando eles tentaram se reunir com o vocal da era clássica, JOEY BELLADONNA. Quando aquela tentativa fracassou, eles escolheram a DAN NELSON, o que se reverteria em 2009. Bush voltou ao grupo para tapar buraco até a volta definitiva [?] de Belladonna em 2010.

Bush disse ao jornalista Lucas H. Gordon: “Eu não falo com Charlie há provavelmente alguns anos, o que é meio triste, porque eu era próximo dele.”

“Mas as coisas ficaram meio estranhas. Talvez ele não queira conversar ou algo do tipo. Tudo bem – do meu lado, tá tudo bem.”

Ele comenta a respeito das atuais atividades dos gigantes do thrash: “Eu acho que tudo que o Anthrax está fazendo é a coisa certa pra eles. É o destino, o jeito que deu certo, e tudo bem. Estou feliz e a vida é boa.”

 

 

Neil Young: ‘Interesse pelos discos de vinil é modinha da indústria’

NEIL YOUNG esculhambou o tão badalado revival dos discos de vinil, afirmando que o crescimento do interesse pelo formato é ‘tão somente uma modinha’.

As vendas de discos de vinil tanto nos EUA como no Reino Unido subiram significantemente ano passado – apesar de tais cifras terem como referências anteriores patamares muito, muito baixos. No Reino Unido, as vendas passaram de um milhão de unidades pela primeira vez desde 1997, enquanto o formato viu um aumento de 49% nos EUA, com quase 8 milhões de cópias novas.

Young contudo, disse que não houve nenhuma razão audiófila para que os amantes da música comprassem vinil. “Muita gente que compra vinil hoje em dia não se dá conta que está ouvindo aos masters feitos para CDs prensados em vinil e isso se dá porque as gravadoras perceberam que as pessoas querem vinis”, declarou ele em uma entrevista com o programa radiofônico do sul da Califórnia THE FRAME. “E eles estão apenas pegando os masters digitais feitos para CD, então todos os produtos novos que saem em vinil são na verdade CDs prensados em vinil, o que não passa de uma modinha.”

Young fora entrevistado de modo a promover seu próprio player de música digital, o PONO, sobre o qual comentou: “Estou dizendo que se trata de um player digital de alta resolução. Ele não cria um som analógico – ele cria o melhor som digital possível. Ele é capaz de criar os melhores sons que as pessoas possam criar dentro dos limites de um estúdio de gravação.”

Marylin Manson: ‘Amo as mulheres, mas não que elas fazem comigo’

MARILYN MANSON falou de suas experiências como modelo – e diz que a indústria da moda não é algo que ele leve a sério.

O cantor – que deve aparecer em um filme com SULLY ERNA do GODSMACK – já ‘modelou’ para a marca Saint Laurent e no passado teve roupas de palco desenhadas por Jean Paul Gaultier. Mas ele revela que não consegue se identificar com a moda moderna, e em particular, sua representação das mulheres.

Ele disse ao site Dazed: “O mundo da moda é muito absurdo. Quando você vai aos desfiles, você assiste às pessoas desfilando pela passarela e você está esperando que alguém caia. É a única razão pela qual eu já fui a um desfile, para ver ser uma modelo vai tropeçar e cair. Pode soar cruel, mas é assim que as coisas são.”

“É o que todo mundo faz, eles estão esperando que algo de ruim aconteça. Todo mundo quer ver uma tragédia.”

Ele também revela que a postura de seu pai em relação às mulheres era ‘suja’ durante sua criação e ele insiste que ele não entraria num relacionamento com alguém que não levasse sua própria aparência a sério.

Ele continua: “A época da moda com a qual eu realmente me identifico é a dos anos 20 e 30. Foi antes de as pessoas acharem que era legal vestir camisetas ou calças de moletom, parecendo não se importar com nada. Se uma garota começar a vestir calças de moletom em um relacionamento, já era. As garotas deveriam sempre estar se apresentando bem a você quando você chega em casa. “Querida, cheguei”, e ela está vestindo lingerie, mãos na cintura. “Vem, que tem, querido.”

“A visão que meu pai tinha das mulheres era, ‘se você quer arrumar um homem, abra as pernas, e se você quiser manter esse homem, fique com a porra da boca calada”. É sujo. Mas é como eu nasci e fui criado.”

“Não estou dizendo que seja a minha filosofia, só estou dizendo que foi isso que meu pai me ensinou. Eu não sou machista, mas eu tendo a incitar características misóginas. Eu amo mulheres. Eu apenas não amo o que elas fazem comigo às vezes. O amor é um mundo estranho. Eu acho que se você diz, ‘Eu sou dedicado a você. Eu quero estar com você. Você é minha parceira’, isso é uma coisa muito mais poderosa para se expressar.”

Arquivos em MP3: quem os ouve, não ouve o que foi feito em estúdio

Uma maneira de findar o debate MP3 vs formatos não-comprimidos de áudio seria através da audição dos elementos de uma música que se perdem durante a compressão – e eis aqui um vídeo que mostra exatamente isso.

A crescente disseminação de media players de ‘alto padrão’ nos últimos meses, como o Pono Player, tem comburido um debate sobre se de fato notamos a diferença entre formatos comprimidos como o MP3 mediante outros como o WAV. Enquanto o MP3 e outros formados de arquivos de áudio comprimidos tornaram o download, armazenamento e compartilhamento mais fáceis – especialmente em aparelhos portáteis, há elementos e, por várias vezes, bandas de frequências que são perdidas durante o processo de compressão?

Enquanto a qualidade de músicas comprimidas ou não-comprimidas poderia ser tópico de uma abordagem puramente subjetiva dependendo da experiência auditiva de cada um, RYAN MAGUIRE, um estudante com PH. D. em Composição Musical e Tecnologia da Computação no Centro de Música Informatizada da Universidade da Virgínia, interessou-se em investigar exatamente quais partes de uma música são excluídas durante o processo de compressão. E ele achou um modo de nos permitir ouvir o que não estamos ouvindo.

Neste vídeo fascinante de seu site, Ryan criou um arquivo em áudio de todos os sons que foram descartados uma vez que a faixa “Tom’s Diner” de Suzanne Veja foi digitalmente compressa:

 

Em uma entrevista com o site difuser.fm, Ryan explica mais sobre tais sons ‘perdidos’: “O que são esses sons perdidos? Eles são sons que o ouvido humano não pode ouvir em seu contexto original graças a limitações perceptuais universais ou eles são simplesmente lixo do encodamento?”, ele questiona. “Já é aceito como regra que os arquivos em MP3 criam artefatos audíveis tais como pré-eco, mas como é o som da música com o efeito que esse codec cria? No trabalho apresentado aqui, as técnicas são consideradas e desenvolvidas para recuperar tais sons perdidos, os fantasmas no MP3, e reformular tais sons como arte.”

Tal como diversos produtores e músicos profissionais provavelmente irão concordar, é tão interessante ouvir o que ficou de fora quanto é transmitido através dela. Mas, a questão persiste: o quanto é que formatos comprimidos severamente afetaram ou arruinaram nossa experiência auditiva, e se a possibilidade de ouvir uma música tal como o produtor o queria é viável quando o formato de áudio do arquivo é apenas um elemento que afeta a qualidade sonora: sim, usuários de iPod e iPhones, estou olhando pra vocês…

 

 

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