Soulfly: veja as várias versões de ‘Archangel’ em LP, CD e DVD

O selo Nuclear Blast revelou as várias versões do vindouro – e décimo! – álbum do SOULFLY, ‘Archangel’, que traz uma belíssima arte gráfica cunhada pelo artista Eliran Kantor.

No que tange somente ao conteúdo em áudio e vídeo, ‘Archangel’ terá 5 versões distintas, as quais podem ser apreciadas – junto com as demais, que abrangem também merchandise da banda – na foto abaixo, apresentada no setor de pré-venda do site.

O novo CD da banda de MAX CAVALERA chega às lojas no dia 14 de agosto.

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Def Leppard: veja vídeos da volta de Vivian Campbell aos shows

Conforme noticiado ao longo do último fim de semana, o guitarrista do DEF LEPPARD, VIVIAN CAMPBELL, apesar de estar tratando de um grave caso de câncer, parece disposto a não alterar sua rotina de turnês e cumprir os compromissos com a banda, tocando no máximo possível de shows do giro de 50 datas agendadas parta esse verão do hemisfério norte.

O músico conseguiu chegar a tempo do quarto show da banda na rota estadunidense, e apresentou-se com a lenda da NWOBHM em Atlanta na noite de domingo, o que deixou em standby o guitarrista STEVE BROWN, oriundo do TRIXTER, e que ocupa o lugar do irlandês quando impossibilitado.

Alguns vídeos de Campbell ao vivo com o grupo seguem abaixo.

 

 

 

Morbid Angel: ‘Somos death metal, não um pop cu d’água’, diz Tucker

O baixista e vocalista do MORBID ANGEL, STEVE TUCKER – que apareceu em ‘Formulas Fatal To The Flesh’ [1997], ‘Gateways To Annihilation’ [2000], e ‘Heretic’ [2003] – voltou à banda, substituindo a DAVID VINCENT.

Tucker apareceu recentemente no programa do site Metal Messiah Radio, explicando como ele veio a se reunir com o Morbid Angel. Um breve trecho transcrito e traduzido por der lido abaixo.

“Só o que sei é que quando eu recebi uma chamada de Trey [Azagthoth], quando ele me ligou para pedir que eu voltasse à banda dessa vez, ele me disse, ‘Cara, eu quero que a banda seja Death Metal. Eu quero que a banda seja brutal. Eu quero que a banda seja underground, eu quero fazer o que fazíamos, porque eu amo fazer aquilo e é aquilo que eu quero fazer’. Eu acho que Trey é brilhante. Eu sempre achei, e sempre vou achar. Quero dizer, Trey, assim como eu, tem seus momentos de insanidade, todos temos. Então é assim. Porra, é provavelmente por isso que tocamos death metal e não um pop cu d’água. Tudo que sei é que voltei ao Morbid Angel para fazer um disco de death metal. Eu espero que o álbum seja death metal puro. Claro, é um disco do Morbid Angel, haverá curvas e desvios, haverá coisas diferentes. Mas eu acho que sendo agressivo e sendo underground, é a essência da coisa. ”

E a boa nova é que o Morbid Angel já começou a trabalhar nas músicas do novo disco, o que Tucker confirma: “Sim, já há músicas escritas. Isso é algo que temos conversado a respeito desde o começo – eu acho que antes do começo do ano, começamos a falar sobre isso. Então sim, já tem umas cinco ou seis músicas, e elas são excelentes faixas do Morbid Angel que deixarão as pessoas muito felizes”.

 

 

Black Sabbath: Bill Ward não se conforma com o bumbo de ‘Iron Man’

O baterista emérito do BLACK SABBATH, BILL WARD, afirma que ele nunca para de ouvir a seus trabalhos antigos – e queria melhorar certos aspectos.

O exemplo mais famoso citado por ele é a faixa ‘Iron Man’, do álbum ‘Paranoid’, de 1970.

War lançou um álbum solo, ‘Accountable Beasts’ em abril passado e ainda disseca o resultado final quando vai ao estúdio.

Ele disse ao site LA Radio Sessions: “Eu gosto de estar totalmente certo de que tudo está nos conformes. Fizemos tudo certo? Está tudo aqui? O som está bom? Uma vez que eu sinta que conseguimos isso, eu não tenho nenhum problema em lançar.

“Contudo, devo dizer que ainda ouço às mixagens. Provavelmente a mais famosa é a do som do bumbo em ‘Iron Man’. Eu ainda não estou feliz com o som da porra do bumbo. Mas deixo assim. Eu desencanei. Mas, é tipo, aquele som do bumbo, eu queria que fosse tão maior e melhor. ”

Ward está envolvido em uma troca de acusações verbais com o frontman do Sabbath, OZZY OSBOURNE, e é bastante improvável que ele volte à banda para uma turnê mundial de despedida em 2016, caso ela de fato ocorra.

 

 

 

Slayer: ouça mais uma faixa nova, ‘Delusions of Saviour’

O site Capital Chaos TV disponibilizou imagens em vídeo do SLAYER apresentando mais uma faixa nova ao vivo, dessa vez ‘Delusions Of Saviour’, que pode ser apreciada mais abaixo.

‘Delusions of Saviour’ é integrante do vindouro CD da banda, ‘Repentless’, que sai no próximo dia 11 de setembro. As imagens abaixo são de um show no Shoreline Amphitheater em Mounain View, Califórnia no último fim de semana.

 

 

 

Kerry King: ele pira vendo Judas Priest no Rock In Rio 1991

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Nunca um sujeito comedido em suas palavras tampouco em dizer o que pensa – quando indagado ou não – o guitarrista do SLAYER, KERRY KING, foi entrevistado semana passada pelo semanário estadunidense LA WEEKLY, onde, conforme já divulgamos, ele expressou seu pouco caso com o atual cenário de guitarristas.

Em meio ao papo, uma faceta não conhecida de King veio à tona: a de consumidor contumaz de vídeos de Metal no YouTube:

“Eu acho que é uma péssima ideia lançar um CD ou DVD ao vivo, porque as pessoas vivem no YouTube. Eu realmente acho isso. Nessa turnê promocional que fizemos pela Europa recentemente, eu estava dando uma baita festa de heavy metal toda noite em meu quarto assistindo vídeos no YouTube. Um dos meus favoritos é o do JUDAS PRIEST no Rock In Rio de 1991. Eu acabo de achar outro clipe ao vivo do Judas em 1978 tocando ‘Rock Forever’. Eu não consegui acreditar que tinha achado algo de 1978 do Judas que eu nunca tivesse visto antes. Eu fico até as 3 da manhã quando eu devia estar dormindo, porque eu sou apenas um fã. ”

 

 

 

 

Angra: ouça o cover de ‘Walk’ do Pantera com Renatón nos vocais

Em apresentação da atual turnê de promoção de seu mais recente álbum ‘Secret Garden’, o ANGRA brindou a Belo Horizonte, um dos berços do Metal nacional com um inusitado cover da pedrada ‘Walk’, gravada pelo PANTERA para o álbum ‘Vulgar Display Of Power’, de 1992.

Nos vocais, o já folclórico RENATÓN CARVALHO, tour manager da banda e rosto bastante conhecido no circuito internacional de eventos, tanto musicais como de outra ordem.

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Renatón, que tem o porte físico de um wrestler da WWF e a voz mais grave que uma criatura resultante de uma cruza do próprio PHIL ANSELMO com o falecido NÉLSON GONÇALVES se sentiu totalmente à vontade como frontman temporário: ele atua em algumas bandas cover da capital paulista, e material cunhado pelo eterno DIMEBAG DARRELL é uma constante em suas performances.

Assista ao ‘Peter Grant’ do Angra invocando ‘RES-PECT’ ao público mineiro no vídeo abaixo.

 

 

 

Músicos: categoria é altamente propensa a ter insanidade mental

Mais de 60% dos músicos já sofreram de depressão ou outros problemas psicológicos, revelou um estudo.

E para 71% que participaram da pesquisa conduzida pelo grupo de caridade Help Musicians UK, os altos e baixos de turnês foram u, fator contribuinte para seus problemas de saúde mental.

O jornal inglês Guardian afirma que muitos dos músicos pesquisados foram relutantes em procurar ajuda. Um artista anônimo diz: “Eu me sinto culpado ao pedir ajuda por algo que eu deveria saber lidar, uma vez que os problemas da questão são parte e parcela da carreira que eu escolhi seguir. ”

No mundo do rock, artistas que sofrerem de problemas de saúde mental recentemente incluem o frontman do CREED, Scott Stapp, o guitarrista do AFTER BURIAL Justin Lowe e o vocalista do EYEHATEGOD Mike Williams. Stapp teve um colapso nervoso bastante divulgado ano passado quando ele postou um vídeo no qual ele afirmara ser o alvo de uma conspiração do governo dos EUA.

Os problemas de Lowe também caíram nos ouvidos do povo, com seus colegas de banda depois relatando que ele estava ‘com estado mental bastante avariado’ e que sua família o estava assistindo.

O Eyehategod cancelou duas turnês no começo desse ano por Williams padecer de ‘sérios problemas de saúde mental’.

Isabella Goldie da Mental Health Foundation disse ao Guardian: “A imagem clássica de um músico em turnê seria contraintuitiva a tudo que sabemos sobre bem-estar. Beber moderadamente, evitar drogas, dormir o suficiente, e ter apoio sólido de amigos próximos e família por perto. Esses são os laços que ajudam você a se manter equilibrado – não é nenhuma surpresa que alguns músicos sofram.

“A música permanece sendo um dos empregos mais exaltados e cada apresentação ao vivo pode resultar numa sensação de euforia mental à qual pode ser muito difícil se ajustar – especialmente quando o status elevado que os músicos recebem é perdido de repente. ”

O colapso de relações pessoais como resultado da vida na estrada também é citado como uma forte causa de preocupação entre os músicos envolvidos no estudo.

 

 

Faith No More: ouça o cover de ‘All My Life’ do Foo Fighters ao vivo

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O FOO FIGHTERS, além do festival de Glastonbury, também teve que se ausentar do Rock Werchter na Bélgica no último fim de semana devido à fratura na perda de Dave Grohl.

Em seu lugar, tocou o FAITH NO MORE, e a banda californiana prestou seus respeitos ao colega incluindo um trecho de ‘All My Life’, faixa do quarto álbum do FF, ‘One By One’, de 2002, antes de mandar ‘Midlife Crisis’.

Assista a um registro videográfico feito por um fã abaixo.

 

 

 

Warrant: zoada por uns, amada por outros, banda marcou época

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O jornalista estadunidense GERY GITTELSON, do site Metal Sludge entrevistou na última semana seu amigo de juventude e baixista fundador do WARRANT, JERRY DIXON, e juntos dissecaram a incontestável trajetória – e presença – do grupo pela cultura musical popular dos EUA e, muito mais fortemente, do hard rock dos anos 80 e começo dos 90. Claro, a conturbada vida do vocalista JANI LANE. Morto em 2011, foi abordada no papo.

Alguns trechos traduzidos da entrevista podem ser lidos abaixo.

[…]

O quão orgulhoso você é do que o Warrant conseguiu alcançar?

Dixon: Por vezes eu simplesmente sento e fico pensando nisso. Fico muito feliz por ter estado naquele gênero de música, e, à medida que o tempo passa, nos damos conta que aquilo nunca mais vai acontecer de novo. Com o Facebook e o Twitter e todos esses meios, e sem a MTV e basicamente ZERO de espaço nas rádios para bandas novas, é difícil. Quero dizer, quando começamos, quem é que podia imaginar? Então eu fico muito maravilhado por ter crescido com aquilo, porque, na época, ninguém se dava conta de que ajudávamos a criar um movimento. Essa é uma bela medalha de honra ao mérito.

Eu tenho procurado faz um bom tempo por uma banda com som das antigas formada por jovens, uma banda com boas músicas, um excelente visual, um excelente show de palco. Difícil de achar, Jerry.

Dixon: É estranho, meio que chocante. Eu não sei o que rola. Eu acho que é muita tecnologia, talvez. As bandas querem entrar no estúdio com tudo polido e descolado e perfeito, ao contrário de apenas beber e tocar. Quero dizer, eu amaria ouvir histórias sobre bandas tacando televisores pelas janelas de hotéis novamente.

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[…]

OK, vamos às perguntas mais descaradas. Qual o cheque mais alto que você já recebeu por trabalhos ligados à música, e no que você gastou o dinheiro?

Dixon: O maior cheque que recebemos foi quando renegociamos com a gravadora depois de ‘Cherry Pie’ e cada um de nós levou 250 mil dólares [nota: isso equivaleria a 430 mil dólares hoje em dia, um milhão e trezentos e cinquenta mil reais pelo atual câmbio]. Era uma loucura. Eles pegaram 60 mil em impostos, e depois de pagar os empresários e tudo mais, acabou com cada um pegando 130 mil dólares. Eu comprei minha primeira casa com aquele dinheiro, e dois anos depois, eu a perdi num processo falimentar, então acho que foi tudo pro ralo.

[…]

Eu ainda penso muito em Jani Lane, Jerry. Faz quase quatro anos que ele morreu.

Dixon: Quer saber? A história toda foi apenas um péssimo fim para algo que fora bom. Eu não vou mentir. Estava ruim fazia muito, muito tempo também, quando ele estava conosco, mas é apenas um triste fim para algo que era muito bom, e ele era muito talentoso. Muitas memórias dolorosas e muitas excelentes lembranças.

Foi brutal ver alguém passar por algo daquele tipo e não poder ajuda-lo ou mudar seus hábitos. Era frustrante não poder consertar aquilo, aquela trilha para a destruição. Nós mostrávamos o caminho certo para ele, mas durava pouco tempo. Foi feio. Foi feio vê-lo esquecer as letras no palco. Basicamente, era como ele não estivesse lá de fato, e ele acabou saindo. Todos nós tínhamos nos reunido com boas intenções. Ele tinha saído da reabilitação. Estava tudo ali pra ele com padrinhos de sobriedade na estrada para ajudar a combater seus demônios, e aquilo não pareceu funcionar tampouco. A coisa toda era uma merda. Tocar juntos, ser amigo e como um parente, ver alguém naquele estado de vício, é brutal.

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[…]

Conte-nos sobre um ou outro ponto alto de sua carreira, começando por ser contratado pela Columbia.

Dixon: Isso foi provavelmente a melhor coisa. Sabe, naquele período de nossas vidas, aquele foi o momento quando me dei conta que, como músico, eu tinha que fazer isso. É minha vocação, minha primeira chance. Você meio que nunca esquece aquilo.

Eu me lembro de que, quando vocês assinaram o contrato, Jani comprou um Corvette zero km. O que você comprou?

Dixon: Tá brincando? Não tínhamos todo esse dinheiro. Ele financiou o carro. Eu sei que Joey Allen comprou um par de botas de 800 dólares, e foi só. Eu acho que coloquei meu dinheiro no banco. Porra, tudo era financiado. No romance without finance. Mas, como eu disse, eu acho que cada um pegou 800 dólares cada. No Warrant, 90% do dinheiro que fazíamos voltava para a banda – o que era estupidez.

E a primeira turnê por arenas?

Dixon: Foi provavelmente com o Mötley Crüe, e era inacreditável só de ver o quão grande o rock podia ser, com produção e caminhões.

E quando ‘Heaven’ estourou?

Dixon: Honestamente, ficamos na estrada por 18 meses, e naquela época não havia telefonia celular, internet, TV por satélite. Ficávamos meio alheios ao que estava acontecendo. Eu acho que tínhamos alguns pequenos relatórios uma vez por semana – ‘Heaven’ entrou nas paradas, a MYV abraçou o vídeo, esse tipo de coisa. Com ‘Heaven’, eu fiquei surpreso, mas não me impressionei com nada. A única coisa que podíamos de fato perceber era que nosso número de fás aumentava cada vez mais, ouvindo a música mais e mais no rádio do ônibus. Eu queria ter absorvido mais daquele momento, mas como eu disse, estávamos sempre na estrada, então eu ficava meio que desligado.

 

E daí ‘Cherry Pie’ veio, e foi tipo, ‘wow’. Ali vocês viraram a banda principal da noite.

Dixon: Sim, aquela foi a nossa primeira grande escalada na cadeia alimentar. Naquele momento, estávamos brincando com o sucesso um pouco, e daí fizemos o gol. O single foi muito bem. Foi uma época muito empolgante, o disco ‘Cherry Pie’ foi feito antes de Jani compor a música ‘Cherry Pie’ no último segundo. Não era nem para ela entrar no disco. Não fazia nem parte dos planos.

[…]

Eu acho que o Warrant era meio que o símbolo da gozação toda de vez em quando, de todo o lance hair metal. Mas vocês ainda estão por aí fazendo grandes shows enquanto muitos outros não estão fazendo porra nenhuma.

Dixon: Eu acho que, olhando para tudo agora, as palhaçadas que fazíamos, eu não posso culpar quem nos zoava – vestir couro branco nos vídeos, tirando fotos em motocicletas. Por um lado, é meio engraçado, sim. Falando sério, contudo, é legal ainda estar na parada. Os haters e as pessoas que nos criticam?  Nós os infectamos silenciosamente, e já faz 31 anos. Vou te dizer uma coisa: tocar ‘Cherry Pie’ nunca azeda. A reação da plateia é sempre insana.

[…]

A entrevista completa – em inglês – pode ser lida no link abaixo:

 

 

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