Kiss: Vinnie Vincent é o maior filho da puta da história do rock?

Não chega a ser novidade alguma para nenhuma pessoa minimante familiarizada com música que o KI$$ só tenha uma preocupação em sua mente: o vil metal. Todo o resto é secundário na lista dos dois membros fundadores da banda, GENE SIMMONS e PAUL STANLEY.

O interessante é que esse gosto pelo monetário parece ter sido passado por osmose e sido exponencialmente aumentado quando se trata de um membro do alumni da banda: o enfermo mental – e atualmente desaparecido – VINNIE VINCENT.

Vincent, que passou pela banda por um curto período nos anos 80, e após ter sido dispensado por motivos bem semelhantes aos que vão ser relatados mais abaixo [segundo Gene, ele vivia chamando o baixista para jantar e depois dizia que ‘esquecera a carteira’ em casa], deixou um rastro de pilantragem e tombos que macularam sua já não tão gloriosa trajetória, primeiro com o VINNIE VINCENT INVASION e depois como ‘artista solo’.

O relato abaixo é da autoria do promotor sueco GERHARD WIMMER, que tentou recatapultar a carreira de VV ao contratá-lo para uma série de aparições por convenções de Kisstardados por toda a Europa Ocidental em 1996. O relato de Wimmer foi postado naquele mesmo ano, e desde então roda pela web.

Abaixo, a tradução livre do depoimento.

“Depois de toda a zona com as Expos eu senti que deveria contar a todos o que realmente aconteceu. Vinnie Vincent fez as duas primeiras expos em Estocolmo, e depois, os produtores daqueles eventos levaram ele de van para Malmö, onde ele chegou uma hora atrasado. Os produtores me disseram que era impossível fazer com que ele chegasse ao evento no horário, porque ele se atrasara demais. Além do atraso de uma hora, tudo correu bem.

No dia seguinte, tínhamos que acordar cedo para chegar em Oslo a tempo. Planejamos sair às 5 da manhã. Vinnie Vincent deveria ir com alguns expositores e a banda cover em um ônibus grande, tal como Peter Criss o fizera em 1994. A única diferença era que havia menos gente no ônibus dessa vez, mas mais bagagem, então pegamos as últimas 17 poltronas ao fundo do ônibus. Mas enfim, a primeira surpresa foi que alguém debitara uma conta de restaurante [cerca de US$ 150] ao meu quarto. Demorou um pouco até eu descobrir quem fora, e foi Vinnie Vincent, que tinha jantado no dia anterior, e mandou a conta para o meu quarto, ao invés de para o dele. O maior problema foi colocar ao Sr. Cusano no ônibus a tempo. Ele recebeu vários telefonemas de despertar no quarto, e várias pessoas foram até seu quarto para ajudá-lo…, mas ainda assim levou mais de uma hora para que ele subisse no ônibus. Saímos com duas horas de atraso, e tivemos que adiar o evento em Oslo em uma hora, porque chegamos ao local às 16 horas, apenas uma hora antes do horário de abertura da exposição. Fomos direto para o local, e Vinnie foi conduzido ao hotel, do qual eu ficaria sabendo depois que ele decidiu preterir por outro, fosse lá por qual razão, ele foi para o Radison Hotel [muito caro, de primeira classe]. Ao invés de ir para o local logo após fazer check in no hotel, o Sr. Cusano teve várias coisas ‘importantes’ para fazer antes, eu acho que ele foi para o restaurante primeiro, tomou banho ou sei lá, quando ele tinha que subir ao palco às 19:00 [isso já era a hora adiada]. Ele finalmente chegou às 21:00.

O encarregado local, que tomou conta de Vinnie naquele dia, me disse que ele teve muitos problemas com ele o tempo todo [atrasos, ele não queria tocar com a banda cover, etc.]. Eu forneci a ele um ajudante para ajudá-lo a montar sua mesa naquele dia, o que não estava no contrato. A esposa dele estava com ele o tempo todo durante toda a turnê, e também recebia pelo voo, hotel, traslados e comida, mas ela nunca ficou à mesa dele.

Na sessão de autógrafos eu vi [e isso NÃO é uma piada! ] 2 pessoas revistando aos presentes procurando armas e facas, entre as que estavam na fila. Além disso, ele mandou mais 2 pessoas ficarem à mesa, 3 pessoas do lado da mesa e acho que mais 2 atrás da mesa por segurança. Eu também fiquei de pé ao lado da mesa dele por um tempo, e ele me disse várias vezes que era para ter certeza que ninguém viesse ataca-lo pelos lados… havia 2 outras pessoas e também uma barreira além de mim. Uma pessoa que quis uma foto com ele tentou pôr os braços em torno dos ombros dele para posar para uma foto. Ele imediatamente recusou-se a ser tocado. Nas palavras dele, “… não, não, não encoste em mim; fica assim [ele mostra como a pessoa deveria ficar], não toca em mim…”. O evento deveria ter sido concluído às 23:00, e a banda sequer subiu ao palco antes das 00:30. Tudo só foi acabar cerca de 2 da manhã!!!

Depois do evento, Vinnie pediu para descansar pelo resto da turnê e pediu a uma pessoa de Estocolmo [um dos promotores das expos em Estocolmo] para que alguém arrumasse sua mesa, e [mais uma vez, isso NÃO é uma piada], um segurança profissional. No dia seguinte, ele não quis acordar cedo, então eu já tinha adiado a partida em duas horas. Ainda assim, ele ainda se atrasaria por mais uma hora depois que o fomos pegá-lo no hotel. A conta de alimentação do quarto dele passara novamente do limite de US$ 50 [que era o limite estipulado e concordado por ele no contrato] em muito.

Chegamos muito tarde a Gotenburgo, a entrada foi atrasada em meia hora. Fomos direto para o local por causa do atraso, então alguém levou Vinnie de carro até seu hotel. Depois eu fiquei sabendo que ele, mais uma vez, decidiu ficar no Radison, porque ele não gostava do hotel em que nós todos estávamos. Como de costume, ele chegou uma hora atrasado porque ele desaparecera por um tempo. Ele se queixou de ainda estar sofrendo com o fuso horário [apesar de fazer mais de uma semana que ele estava na Europa] e ficar cansado porque ele não dormia direito. Eu disse a ele que todos nós iríamos para a cama e dormiríamos direito caso ele estivesse no horário e pudéssemos encerrar os shows na hora certa, e não estando 2 horas atrasado todo dia e sem dormir.

Em Gotenburgo, ele contratou um segurança profissional da cidade, que era amigo de um dos expositores. Mais uma vez, ele não queria tocar com a banda cover, mas finalmente tocou após ser comunicado que ele tinha que fazê-lo, porque estava no contrato, e como fora divulgado, as pessoas esperavam por aquilo.

No dia seguinte, tínhamos que pegar uma balsa para a Dinamarca às 7:15 da manhã, então tínhamos que estar lá às 6:45. Eu já sentia que teria que adiar as coisas pela manhã, então eu disse a todos para sairmos às 5 do hotel. Logo após as 5, eu recebo uma ligação de Vinnie de seu hotel, ele me diz que está doente e não quer entrar no ônibus ou na balsa para a longa viagem até a Holanda. Então, além de dar a ele um pouco mais de dinheiro vivo para seu ajudante sueco, que ficava com todo mundo no mesmo hotel, ele também queria 3 passagens de avião para ele e sua esposa, além do criado. As passagens de avião são geralmente baratas de Gotenburgo para a Holanda, tínhamos 2 dias de antecedência e a KLM é de Amsterdam, então eu estava esperando que uma passagem custasse de 200 a 300 dólares. Eu também dei a ele meu cartão de crédito de boa-fé para que ele comprasse as passagens, e agora é que as coisas começaram de fato a ficar insólitas…

Ele também deveria me mandar um fax com as informações do voo para o hotel em Rotterdam. Quando chegamos em Rotterdam tarde daquela noite, não havia fax ou alguma outra informação sobre Vinnie. No dia seguinte, pela manhã, nada de novo. Os expositores estavam começando a montar seus estandes no local [às 10 da manhã] e eu ainda não sabia de Vinnie Vincent!! Eu ficara quase o tempo todo no local da exposição para tomar conta das coisas. Às 11 da manhã, eu estava por acidente no lobby do hotel por um minuto quando Vinnie me ligou. Ele me disse que ele não tinha como comprar as passagens só com as informações do cartão de crédito. O avião sairia às 11:45. Ele tinha que estar no palco às 17, então ele poderia ter embarcado naquele avião. O voo seguinte não chegaria a Amsterdam antes das 18:45, e levaria mais uma hora de carro de Amsterdam a Roterdã. Ele disse que não tinha tanto dinheiro assim com ele para comprar as passagens, apesar de eu saber quanto ele tinha feito só com a mesa dele nas Expos…

Eu descobri que as passagens que ele queria comprar teriam custado US$ 2000 [dois mil! ] porque ele esperara até o último minuto, e não marcou as passagens com antecedência. Ele me disse que eu tinha que comprar aquelas passagens para ele ou ele não apareceria e voltaria para os EUA. Eu também tenho que dizer que o evento em Roterdã foi o maior e o melhor da turnê com cerca de 550 pessoas aparecendo, e eu não poderia desapontar todas aquelas pessoas…

Claro que era tarde demais para o voo das 11:45. Eu tive que ir até o aeroporto para comprar as passagens, onde eu achei umas tarifas mais baixas [cerca de $700 mais baratas, mas ainda assim muito caras].  Ele obviamente só queria agendar os melhores assentos, que eram muito caros. Mas enfim, eu comprei as passagens, e havia 2 pessoas com 2 carros que pegaram ele e a esposa no aeroporto, de modo que ele não tivesse que pegar um trem até Roterdã. Depois ele reclamou sobre ‘o carro minúsculo’. Ele tinha 2 carros para escolher, os quais eram pelo menos do tamanho do carro pessoal dele.

Ao invés de ele ir de carro direto para o evento, ele disse ao motorista que o levasse até o hotel. Ele apareceu apenas [em uma palavra: inacreditáveis] QUATRO HORAS depois do combinado, às 21. A exposição tinha que acabar às 22:45. AQ banda subiu no palco logo depois da sessão de perguntas, quando Vinnie tocou 3 músicas com eles no fim do set. Ele se recusara a fazer a sessão de autógrafos ao mesmo tempo que a banda estivesse tocando. Primeiro ele se negou a assinar autógrafos, eu tive uma longa discussão com ele, até que ele concordasse em dar autógrafos para as pessoas na parte de baixo do prédio, depois que ele tivesse 10 [DEZ!] seguranças a seu redor. Ele estava em um porão atrás de um balcão de caixa atrás da porta perto de uma janela minúscula. Ele parecia mais como um prisioneiro confinado em sua cela. Havia 2 pessoas com ele atrás da porta, outras 3 na frente da porta, outras 2 onde as pessoas saíam, e outras 2 ou 3 do outro lado, por onde elas entravam. Somente uma pessoa por vez era autorizada a pegar um autógrafo. Ele se recusou a posar para fotos.

Ele estava exigindo um segurança profissional para viajar com ele o tempo todo agora, e também parta ficar com ele nos mesmos hotéis. Como se não bastasse, ele também queria uma van de uma empresa profissional [como a Avis] para leva-lo, com um motorista profissional. Claro que nada disso estava no contrato que ele assinara. Ele não queria subir no ônibus de novo por algum motivo, eu acho que ele achava que não era seguro, sobrecarregado, pouco espaço, o que fosse… o ônibus fora alugado por uma empresa profissional com um motorista profissional, que, claro não dirigiria o ônibus caso fosse perigoso ou sobrecarregado em momento algum. De qualquer modo, já que era feriado de Páscoa, e todas as empresas estavam fechadas por uns dias, ele concordou em ir na van para o show seguinte em Castrop Rauxel [viagem de 3 horas].

Saímos do hotel no começo da manhã do dia seguinte, ele tinha que sair por volta das 9:00. Depois de chegarmos ao nosso hotel em Castrop Rauxel às 11 da manhã, já havia uma mensagem, para que alguém telefonasse para ele em seu hotel na Holanda. Ele não gostara do outro carro ou da van que ofereceram para que ele viajasse. Depois de uma discussão interminável, ele finalmente concordou em viajar no carro. O carro foi guiado por uma pessoa natural da Holanda, que não conseguiu achar o hotel na cidadela logo de cara. Então levou umas 5 horas ao invés de 3 para chegar à acomodação em Castrop Rauxel. Ele surpreendentemente não mudou o hotel, mas chegou atrasado para o show, como de costume, eu acho que com 2 horas de atraso. Ele também convidou outras pessoas para almoçar às minhas custas. Ele disse ao restaurante para ‘me mostrar a conta, e eu pagaria por ela’. Ele só tocou 2 músicas com a banda cover, e a sessão de autógrafos superou a de Roterdã em curiosidade. Ele fez a sessão em uma sala grande, a mesa dele estava no fim da sala, cerca de 8 seguranças mais uma vez, pra todo canto. Somente uma pessoa podia entrar por vez para pegar o autógrafo, que primeiro tinha que passar por outra sala para finalmente chegar à sua mesa. Ele se recusou a posar para fotos ou ser filmado, apesar de que, de acordo com seu contrato, ele tinha que posar para fotos e deixar que as pessoas o filmassem.

No hotel, tivemos uma discussão por causa de todos os problemas, ele me entregou uma carta e uma lista de coisas que ele queria que fossem providenciadas, ou ele voltaria para os EUA. A principal discussão era ‘um segurança profissional’, que não estava contrato, e também era impossível e ilegal arrumar um. Ele queria um segurança profissional sueco de segurança, que viesse de avião. Para que um sueco trabalhe em vários países diferentes é ilegal a menos que ele tenha visto de trabalho em todos esses países. Me contaram que ele disse para alguém: “… e se eu descer do carro em um posto de gasolina e um cara não gosta do meu visual e dá um tiro em mim? ” Na carta também estava dito que, caso ele não recebesse tudo aquilo em 3 dias, ele iria para os EUA e enviaria explicações para os fã-clubes e a imprensa, sobre o porquê ele tivera que deixar a turnê.

Ele também deveria ter sido um convidado especial da Kiss Expo em Wolverhampton, Inglaterra, no dia 21 de abril, e o produtor daquele evento ficaria encarregado de tomar conta dele por alguns dias. Vinnie me disse depois, já em Gotenburgo, que ele iria exigir as mesmas coisas para aquele evento [ajudante sueco, segurança que fosse de avião partindo de Barcelona, uma van profissional com um motorista profissional, o melhor hotel da cidade] e também mudar a empresa aérea para a British Airways [ele estava usando uma empresa menos conhecida, que ele achava que poderia sofre um acidente numa aeronave dela]. Depois de ele sequer informar ao inglês sobre suas exigências, eu liguei para ele e o informei de tudo.

Vinnie ainda se recusava a ir no ônibus, mas um fã tinha contratado uma Mercedes que o levara até Berlin. Ele não reclamou da Mercedes. Em Berlin, ele se hospedou direto no Radison hotel mesmo sem olhar para o hotel onde todo mundo, incluindo ele, deveria ficar – com o mesmo atraso. O show em Berlin foi feito com alguns atrasos graças a Vinnie mais uma vez.

Já que ele sempre estava aparecendo atrasado, horas atrasado, ele estava perdendo vendas em sua mesa, e não fazia tanto dinheiro assim, e quase ninguém comprava seu ‘novo’ CD de 4 faixas que ele estava vendendo a 25 dólares. Ele só queria autografar para quem comprasse seu CD, o que resultaria em uma sessão de autógrafos para 2 pessoas em Berlin [2 pessoas compraram seu CD em Berlin até onde eu saiba]. Depois de uma discussão, ele finalmente autografou para todo mundo na fila, do mesmo modo que em Roterdã, atrás de uma porta com uma janelinha aberta, e muitos seguranças.

Depois eu descobriria que ele estava usando meu cartão de crédito sem meu conhecimento para pagar suas contas de hotel e alimentação. Eu aluguei um carro da Avis para ele para ir até Hamburgo. Em Hamburgo eu fiquei doente de tanto passar raiva e pelas 2 semanas sem dormir por causa de todos aqueles problemas [e só estou citando os maiores…]. Ele se queixava de que o carro era pequeno demais. Era maior do que um carro padrão, mas de qualquer modo, arrumei um maior, no qual ele deveria ter ido para Hanau. Deveria…

Depois de o médico me aconselhar a ir ao hospital, eu fui pra casa de trem à noite e Rikk [empresário da banda cover] administrou as coisas no meio tempo. Tivemos que cancelar o lance com a MTV, porque ninguém sabia o que aconteceria a seguir ou se o show iria acontecer. Quando ele estava falando com a imprensa, ao invés de estar feliz por estar sendo promovido, ficava reclamando de ‘trabalho’ ou de estar ocupado. Nas Expos, ele queria que seu novo EP de 4 faixas ficasse sento tocado continuamente… todos pegamos nojo daquele disco…

Ele também ‘não dava a mínima para os fãs’ [palavras DELE] em situação alguma, ele nunca queria autografar nada ou posar para fotos, ele só se preocupava com vender seus CDs ou receber dinheiro de alguém, de algum modo. Hamburgo foi um completo desastre mais uma vez, ele não apareceu antes das 10 da noite [4 horas de atraso! ], ele tocou com a banda cover, mas a sessão de autógrafos, me disseram, foi a maior piada de toda a turnê. Ele a conduziu no andar de cima na sala principal [capacidade de 1000 pessoas, maior do que a outra sala onde a exposição estava sendo realizada], então as pessoas tinham que subir, entrar em fila, e daí entrar uma de cada vez, andar todo o percurso da sala principal até o outro lado, ao longo de seguranças e guarda-costas onde o Sr. Cusano estava disposto a autografar [sem fotos! ], e se alguém viesse e comprasse seu CD, ele dava 3 autógrafos. Se alguém não tivesse o seu CD, seria informado que teria que comprar um.

Um fanático, que fora a 3 Expos, a de Castrop Rauxel e Berlin antes, e agora também em Hamburgo, já estava desapontado, por nunca conseguir uma foto com Vinnie, e também entrou na fila em Hamburgo para pegar um autógrafo. Me disseram que Vinnie o reconhecera do dia anterior e disse a ele que NÃO daria outro autógrafo a ele, porque ele já havia recebido um no dia anterior, e que ele teria que comprar algo de sua mesa antes para ter mais um!!”

Em dado momento, alguém veio com algo em seus bolsos até a mesa onde ele estava assinando autógrafos. Vinnie achou que ele tinha uma bomba ou algo do tipo e deu 5 passos para trás até que ele percebera que não era nada do tipo… em outro instante, outro fã veio com um cigarro, Vinnie andou para trás dizendo para o sujeito, “tira esse cigarro daqui, tira esse cigarro daqui, essa fumaça está me matando”. No dia seguinte, em Hamburgo [o segundo show], basicamente o mesmo procedimento, mas dessa vez Vinnie não tocou nenhuma música com a banda cover.

Ele tinha 3 opções para chegar até a próxima parada em Hanau: ir de ônibus com todo mundo cedo pela manhã com cerca de 10 pessoas em um ônibus com capacidade para 50 e só com metade disso ocupada [ele se recusou, o ônibus era ‘perigoso demais para ele’]; a segunda era já ir direto para Hanau no dia anterior, que era de folga, em um novo carro, contratado e maior. Ele se recusou, porque estava ‘cansado demais’]. A última opção que ele tinha era entrar no carro no dia do show com 2 outras pessoas [e sua esposa, claro, que estava com ele a turnê inteira]. Ele tinha que sair às 9 da manhã. Era uma viagem de seis horas. Ele tinha que estar no palco às 18:00. Eu fui pra casa.

Quando eu cheguei em casa, vi um fax de Vinnie, dizendo que ‘eu tinha que arrumar alguém para pagar sua conta do hotel’. Naquele momento, ele já tinha tentado usar meu cartão de crédito para pagar pelo hotel, o que o hotel recusou sem minha permissão e assinatura. Depois disso, descobri que ele também tinha feito a mesma coisa em Berlin, onde deu certo. Eu liguei para o hotel e eles disseram que a conta era [e eu tenho os recibos para provar isso] de US$ 1700 [de novo: mil e setecentos dólares]. Eu pedi ao hotel que me enviasse por fax uma lista discriminatória, e eles mandaram uma relação de sete páginas incluindo as contas que ele tinha assinado com o meu nome [???]. Eu disse claramente a ele que não pagaria a conta toda, porque ela incluía inúmeras ligações para os EUA, ele também mandou um monte de CDs para casa por DHL [ele trouxera 11 caixas/malas de coisas para a Europa! ], o que ele tinha debitado na conta do hotel, o que eu não deveria pagar, assim como as refeições de mais de 100 dólares nos restaurantes mais caros que eu já tinha ouvido falar, etc…. ele me respondeu por fax que eu deveria pagar pela conta, e que tudo era só hospedagem e comida.

Já que passava das 14 horas, ele me mandou um fax dizendo que eu tinha que pagar por mais uma diária do hotel, porque ela já vencera. Rikk e outra pessoa, que deveria ter levado Vinnie a Hanau, tinham que sair às 17, porque eles tinham que ir à feira. Depois de 8 horas tentando fazer com que Vinnie deixasse o hotel, eles não conseguiam achar ele em canto algum do estabelecimento, e Vinnie não havia deixado nenhuma mensagem, e ao fim de horas de espera, eles tiveram que sair às 17 sem Vinnie. Eles deixaram uma mensagem para ele, onde ele podia acha-los, etc….

Àquela altura ele já tinha cancelado sua aparição em Wolverhampton, porque o produtor, claro, não aceitou suas exigências. Ele já tinha sido pago por aquela presença adiantadamente á ocasião da Expo de Atlanta, um mês antes. Vinnie nunca devolveu o dinheiro tampouco deu satisfação ao produtor, até onde eu saiba. Já que ele cancelara aquela aparição, ele queria que eu cuidasse de todas suas despesas durante o tempo no qual ele deveria ter estado na Inglaterra.

Vinnie nunca apareceu em Hanau, ele partiu para os EUA depois de me enviar sua ‘baixa contratual’ da turnê por fax, o que ele também não poderia ter feito de acordo com o contrato que ele assinara. Ele literalmente rompeu TODAS as cláusulas do contrato [exceto uma, creio eu]. Ele recebeu antecipadamente por suas aparições, ele sabia o que o esperava, e depois que ele viu que não venderia tantos CDs, ele simplesmente voltou para os EUA. Ele nunca devolveu o dinheiro a mim ou aos outros produtores.

Com todo o dinheiro que ele recebeu antecipadamente, ele imprimiu todos os seus CDs e merchandise, os quais ele trouxera. O CD ‘novo’ soava como umas sobras bem vagabundas de discos pirata do primeiro álbum da Vinnie Vincent Invasion, parecia que ele mesmo tinha feito esse CD pirata das sobras de estúdio que ele achara de sua banda antiga. Eu fico aqui pensando se os outros ex-membros sabiam disso. Eu também ouvi que em seu novo CD há um formulário para comprar merchandise, onde você pode entrar para o ‘fã-clube’ [que eu duvido que exista] e encomendar outros CDs com sobras de estúdio das gravações de ‘Lick It Up’. Se alguém por ventura entrar para os eu ‘fã-clube’ ou mandar dinheiro por qualquer tipo de mercadoria, que não fique surpreso se nunca receber nada, estejam avisados. Eu só posso recomendar que as pessoas não comprem seu CD ou nada mais dele, elas podem nunca mais ver seu dinheiro. E essa é a principal razão pela qual estou vindo a público com isso! Eu não quero ver esse sujeito roubando mais gente.

Ele cagou no pau duas vezes, uma com o Kiss e outra com a Invasion, e também seu empresário teve que parar de trabalhar com ele porque não conseguia mais dar conta do cara. Faz mais de um mês que Vinnie foi para os EUA e não ouvi uma palavra dele desde então, assim como ele não mandou o dinheiro de mais ninguém de volta.

Esses dados estão sendo enviados para a mídia e para a imprensa e todas pessoas envolvidas com o Kiss e com o ramo musical.

GERHARD WIMMER, maio de 1996 “

 

 

 

 

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