Mötley Crüe: Nikki Sixx se sente feliz por banda ter acabado

 

O jornalista SHAD do programa “Q“, transmitido pela rede CBC dos EUA, conduziu recentemente uma entrevista com o baixista do MÖTLEY CRÜE, NIKKI SIXX, da qual trechos transcritos da tradução podem ser lidos abaixo.

Sobre o que fez do Mötley Crüe uma banda tão popular:

Nikki: “Éramos quatro personalidades distintas, Tommy Lee é um grande baterista, Mick é um grande guitarrista, Vince tem uma voz única, eu acho que meu modo de compor e minhas letras…. foi o momento perfeito, a tempestade perfeita. E isso – que nos tornava originais – também é o que nos fez entender que estava na hora de nos separarmos.

“Temos um filme com material ao vivo saindo. Acho que vai se chamar ‘The End’. Mas, você sabe, as coisas mudam, mas eu gosto desse nome. E Tommy disse ali, sabe, somos quatro personalidades fortes e é difícil entrarmos em acordo sobre qualquer coisa. Isso acontece. Acontece.”

Sobre como ele se sente a respeito do fim do Mötley Crüe:

Nikki: “Não estou triste. De maneira alguma. Estou orgulhoso. Estou feliz. Teria sido triste se tivéssemos ficado juntos mais dez anos e eu estivesse falando com você e você me dissesse, ‘E aí, me fala o que tá rolando’, ‘Bem, eu estou tocando na churrascaria no fim da rua, só eu e a banda. E se chama Mötley Crüe III ou algo do tipo.’ Eu gosto de integridade. Prefiro sair de pé do que de joelhos. ”

Sobre o último show do Mötley Crüe, que ocorreu no dia 31 de dezembro passado:

Nikki: “Foi legal. Vince chorou, o que eu achei que foi realmente especial, porque eu só vi Vince chorar poucas vezes. Isso foi muito legal de ver. Eu me senti pronto. Eu me senti orgulhoso. Quando eu estava entrando no palco, pensei ‘Conseguimos’. Quando tocamos no Starwood em 17 de janeiro de 1981, ninguém se importava. Não conseguíamos um contrato. E eu dizia que a gente não conseguia nem ser preso, quando na verdade a única coisa que a gente fazia era ser preso. Nosso primeiro show acabou com uma briga na plateia, e não era com a banda brigando entre si; era a banda brigando com gente da plateia que estava nos zoando. E$ isso era o coração e o espírito da banda. E eu pude entrar no palco e pensar, ‘Essa é a última noite do Mötley Crüe nesse planeta, e eu estou realmente orgulhoso de onde chegamos. ’ E não foi triste. Eu estava no momento certo.

“Eu saí do palco e vi meus filhos e minha esposa… eu tinha um camarim pequeno e havia um buffet para meus amigos. E eu entrei ali, e eles me perguntando, ‘Como você se sente? ’ e eu respondia ‘Estou ótimo, deixa eu me trocar e vamos entrar no ônibus’, porque eu ia pro México na manhã seguinte para merecidas férias. E eles perguntavam ‘Você está triste? ’ E eu dizia ‘Não, acho0 que não. Estou feliz. ’

‘Eu sou muito pragmático como homem. Qualquer período de minha vida no qual tenha tido um relacionamento que se acabe, eu realmente… quando ele acaba, quer dizer que de fato acabou. Eu tomo um tiro por você. Eu estou ali pro que der e vier. Mas quando acabou, acabou. ”

 

 

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