Guns N’ Roses: Alguém no Brasil tem bala na agulha para bancar a banda?

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O jornalista estadunidense Roy Waddell afirma em um artigo postado hoje no site estadunidense da edição original da Billboard que o cachê pedido pela nova formação do GUNS N’ ROSES para a vindoura turnê pelos EUA é de 3 milhões de dólares [pouco mais de 12 milhões de reais, pelo câmbio de hoje].

É uma soma bastante vultosa, e até mesmo ousada – não que ela inviabilize retorno comercial. A turnê de volta do THE POLICE entre 2007 e 2008 amealhou 362 milhões de dólares com 151 shows [média de 2,3 milhões por show]. O problema é que desde 2001 há uma banda no mercado excursionando com o nome GUNS N’ ROSES, e não se engane: 95% do público que vai aos shows de qualquer banda conhece UM integrante dela, quando muito 2. Quando se fala de GN’R, conta-se em dúzias quem vai ou deixa de ir a um show porque DUFF MCKAGAN está na banda ou não – a imagem do grupo está, justa e irremediavelmente, associada a seu frontman, W. AXL ROSE.

Ainda assim, as perspectivas mercantis de uma ‘reunião’ da formação mais célebre do grupo inspiram reações diferentes entre os produtores de shows. Seth Hurwitz, da área de Washington, diz: “Pode ser um baita gol de placa. E pode não ser nada disso. Eu prefiro não apostar em tais jogos, particularmente. ”

Já o veterano DOC MCGHEE – que chegou a ser empresário do GN’R por um breve período de tempo em 2010 – banca: “Se for conduzido do jeito certo, deve gerar muito dinheiro. Se eles se controlarem e subirem lá para matar, eu acho que todo mundo vai sair de casa para vê-los. Senão, vai ser difícil vender o show. ” Não obstante, McGhee não crê que as encarnações do grupo lideradas por Rose ao longo dos últimos 15 anos tenham diminuído o impacto da marca. Ele cita exemplos como o AEROSMITH e FLEETWOOD MAC, que excursionaram com formações incompletas e ainda fizeram muito mais dinheiro quando formações clássicas se reestabeleceram. “O Led Zeppelin era maior do que quando Jimmy Page e Robert Plant excursionaram juntos. A soma é maior do que os elementos. ”

O promotor DANNY ZELISKO, da cidade de Phoenix, acrescenta: “Eu acho que se eles tocarem nos lugares certos, sem abusarem nos preços dos ingressos, eles se darão muito bem. Com certeza há demanda pela banda com Slash e Axl reunidos. ”

A LIVE NATION e a AEG LIVE – gigantes do entretenimento que teriam bala na agulha para bancar uma turnê do GN’R por estádios nos EUA – querem abraçar a empreitada. Os riscos não são pequenos, mesmo com o peso de chamariz que a banda tem. Os custos de produção giram em torno de US$1.6 milhões – fora a banda e uma taxa média de cinco a sete por cento. Com essas despesas, seria necessária uma bilheteria de US$ 4.8 milhões a CADA SHOW apenas para não tomar prejuízo, e se o produtor local quiser lucrar com a apresentação, essa soma sobre para $5.1-$5.2 milhões.

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Isso LÁ FORA já geraria um ingresso de US$250 [1000 reais] para lotar uma arena de 9-10 mil pessoas. Em um estádio, o ingresso sairia por ‘apenas’ 100 dólares o mais barato, se 50 mil bilhetes forem vendidos [leia de novo: VENDIDOS, não dados como cortesia, sorteados, etc].

Isso LÁ FORA.

Vamos falar do Brasil, onde o dólar vale hoje mais de 4 reais, alguns pragmáticos afirmam que ele chega logo a 4,50, e os pessimistas o condenam a 5. Os otimistas acham que o PT cai logo e a cotação pode esfriar para 3.50. Mas vamos falar de hoje.

Os custos de se produzir um show desse tamanho no país são, por motivos óbvios de logística, consideravelmente maiores. Lidemos que o mesmo custo se aplique aqui: 5.2 milhões de dólares, 21 milhões de reais. Se o nome colocar 60 mil pessoas em cada show, o preço médio de um ingresso ficaria em torno de 350. Lembremos que um nome que nunca havia tocado antes no Brasil [o que agrega em MUITO à força de venda], DAVID GILMOUR – em período de férias escolares – colocou 40 mil pessoas em um estádio aqui faz um mês. Se a perspectiva com a qual o produtor local for para o mesmo montante de pessoas, o valor médio do ingresso sobre para 525 reais. No fim das contas, a magnitude de um recital desse porte deve – estamos apenas especulando aqui, ok? – acabar caindo nas mãos de ROBERTO MEDINA e ARTPLAN para 2017, e todo mundo sabe o que isso significa [diluir um cachê desses em um festival abarrotado de patrocinadores, 80 mil pagantes por noite, e direitos de transmissão para vários países fica beeeem mais em conta].

Diferente de boatarias publicadas internet afora, não há NENHUM show do Guns N’ Roses na América do Sul sendo negociado ou previsto.

 

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