Slayer: Os 5 álbuns que não podem sair do iPod de Kerry King

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O guitarrista do SLAYER, KERRY KING, revelou ao site estadunidense LOUDWIRE o que geralmente está armazenado em seu iPod: “A maioria do que eu ouço é hard rock e heavy metal. Eu nunca me distancio muito de som com guitarras. É o que eu gosto. ”

Ele reconsidera e admite que pode ter uns dois discos de ELTON JOHN em seu acervo: “Mas esses são da minha mulher! Eu acho que ela enfiou eles aí alguma hora. ”

O que segue abaixo é uma seleção compilada por King com seus cinco discos essenciais, sem seguir uma ordem de preferência. “Minhas escolhas poderiam mudar semana que vem”, ele ressalta. “Cinco discos apenas é difícil de escolher – eu poderia listar 50 sem problema algum. Mas esses foram muito importantes para mim na juventude, e eu ainda os amo. Se algo é verdadeiramente bom, será bom para sempre. ”

A entrevista completa de King pode ser lida nesse LINK.

‘Melissa’ [1983]

MERCYFUL FATE

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“Toda vez que eu acho esse disco no iPod ou no meu DVD player, eu fico vidrado nele igual àquela época. Eu acabo tocando uma semana direto – é bom desse jeito. É como se eu não o tivesse escutado o suficiente ainda, o que é engraçado, porque eu já o ouvi muito, várias e várias vezes.

“Hank Shermann e Michael Denner são os guitarristas. Eu ainda não dissequei o estilo deles sobre quem toca o quê, mas o que eu gosto neles é a quantidade de feeling no modo que eles tocam. A faixa ‘Melissa’ começa com um trecho de guitarra incrivelmente triste – é meio que como um solo, porque é sói a guitarra – e ela dá o tom para todo o resto da música. Nessa turnê em que estamos [a já encerrada Mayhem Fest], temos tocado uma música [‘Evil’] de Melissa com KING DIAMOND. Se você tivesse dito para o Kerry King adolescente que isso aconteceria um dia, ele nunca teria acreditado. ”

‘Stained Class’ [1978]

JUDAS PRIEST

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“Como vários jovens da época, eu comecei a gostar do Priest por causa de British Steel. ‘Living after Midnight’ e ‘Breaking The Law’ tocavam no rádio, então é claro que elas me chamaram a atenção. Eu comprei aquele disco, mas daí me dei conta que havia muito Priest antes dele, então eu fiz meu dever de casa e fui andando para trás – eu descobri as coisas antigas. ‘Stained Class’ é meu disco favorito do Priest, ponto final. Eles já fizeram excelentes discos desde então, e eles com certeza têm excelentes faixas, mas pra mim, esse é o melhor disco de metal que eles já fizeram. Do começo ao fim, é intocável. Os riffs nesse disco são incrivelmente únicos. Eu amo os dois guitarristas: KK Downing é fantástico, mas se eu tivesse que escolher de qual gosto mais, vou com Glenn Tipton sem titubear. O cara tem bom gosto e sentimento – ele é melódico e cheio de emoção. Um dos maiores de todos os tempos. ”

‘Vulgar Display Of Power’ [1992]

PANTERA

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“Esse é outro disco muito próximo a mim. Toda vez que o Pantera tocava na minha cidade, eu subia ao palco e tocava ‘Fucking Hostile’ com eles. Era sempre um arraso.

“Em Vulgar Display, a banda estava realmente se tornando o que ela deveria ser, Cowboys From Hell era a aterrissagem deles no estilo que queriam seguir, mas Vulgar Display cimentou tudo. É como eles diziam, ‘Isso aqui somos nós. Vai ser assim o nosso som até acabarmos’, do mesmo modo que Reign In Blood foi para o Slayer.

“Dime foi, sem dúvida, um dos melhores guitarristas de nossa geração. Em termos de riffs, tons, ataques – não importa. Ele era o pacote completo, um cara que podia tudo. Ele tinha muito a dizer à guitarra. ”

‘Dirt’ [1992]

ALICE IN CHAINS

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“Vou sair um pouco do mundo do metal com esse aqui. O movimento grunge tinha bandas como Nirvana, Pearl Jam, Soundgarden, mas o Alice In Chains se destacava um pouco para mim, e muito disso vem de Layne Staley e Jerry Cantrell.

Layne tinha uma voz tão única e poderosa- ele era uma grande parte do som daquela banda. Cantrell fazia as harmonias com Layne, e elas eram assombrosas, especialmente em Dirt. Aqueles dois caras realmente manjavam do que faziam.

“Falando de guitarra, o estilo de Jerry sempre foi empolgante e interessante. ‘Them Bones’ é uma porra de uma música pesada. O tom de Jerry nela é insano. A faixa título tem uma introdução bastante sombria que estabelece o clima do resto da música. Tantos bons riffs e solos de guitarra nesse disco. Jerry é um guitarrista de blues-rock bastante seguro, com muito bom gosto e emotivo. ”

‘Sabotage’ [1975]

BLACK SABBATH

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“Isso foi duro, escolher apenas um disco do Sabbath. Eu quase mandei ‘We Sold Our Souls for Rock N’ Roll’, mas corri dos maiores sucessos porque seria fácil demais. Sabotage é um dos discos mais pesados deles. Do começo ao fim, ele nunca deixa a peteca cair. ‘Hole In The Sky’, ‘Megalomania’ – esses riffs são monstruosos. Eles nunca falham comigo. Se você quer aprender do que se trata um riff bom e pesado, tente esses aqui. Tony Iommi – o que podemos dizer? Ele é único sob todos os aspectos. Ninguém no mundo soa como ele. Os riffs dele são monumentais. ”

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