Confissões de Max: Amor pela cocaína, moshpit de marines & Lemmy

O texto abaixo é um apanhado de trechos disponibilizados gratuitamente pela edição online bretã METAL HAMMER onde o frontman MAX CAVALERA [Soulfly, Sepultura, Killer Be Killed] comenta sobre alguns dos momentos mais insólitos de sua carreira.

A nova edição da Metal Hammer [com a entrevista na íntegra] pode ser adquirida nas boas casas do ramo desde já.

[…]

Max-Cavalera

Ele aprendeu com as tribos na selva e foi ‘batizado’ por Ozzy Osbourne.

Mas não mencione a seleção brasileira em sua presença.

Antes de mais nada, Max, você já superou a humilhante derrota do Brasil para a Alemanha por 7 x 1 na Copa do Mundo ano passado?

 “Fiquei louco naquele jogo! Na verdade, eu estava na Inglaterra quando eles jogaram. Estávamos fazendo uma turnê por casas menores, e eu assisti ao primeiro tempo do jogo com dois motoristas de ônibus alemães. Até eles se sentiram mal por mim. Em um período de 10 minutos, estava 5-0. Eu lembro de ir fazer o show, e voltar e o placar final era de 7-1. Eu fiquei tão puto, fui pro fundo do ônibus e tentei botar fogo na minha camisa do Brasil. Mas adivinha? A camisa não queimava. Então eu tentei jogar cerveja e vodka nela, e ela ainda assim não pegou fogo. Mas ela ficou totalmente destruída. ”

 Fora seu time de futebol perder, o que te deixa louco?

“Fofoca, intolerância, racismo, Bush – George Bush me deixa puto. Assistir às notícias também. Assistir às notícias é mais deprimente do que qualquer outra coisa. “

Qual o pior ferimento que você já sofreu no palco?

“Me tacaram uma lanterna na cabeça na Austrália certa vez. Estávamos tocando no Big Day Out em 1999 e Marilyn Manson e o Korn também estavam tocando. No meio de ‘Tribe’, alguém decidiu que seria uma boa ideia tacar uma lanterna no palco. Ela me acertou na testa e abriu minha cabeça completamente. Havia sangue jorrando por todo o meu rosto e minha guitarra. O visual ficou muito legal, na verdade. Eu decidi seguir tocando com minha cara coberta de sangue, e eu lembro dos caras do Korn ainda do lado do palco e a cara deles era de puro horror. Eu me diverti mesmo assim. Mesmo com a testa aberta, eu ainda mando ver. “

Qual o show mais estranho que você já deu?

“O Soulfly tocou para fuzileiros navais dos EUA em Camp Lejeune [em 2006], que é uma base militar em Jacksonville, Carolina do Norte. Aquilo foi bem louco, porque o praticável da bateria foi montado em cima de um tanque, e havia equipamento militar por todo canto, e eles queriam abrir um mosh, e pra isso tiveram que pedir permissão para o General. A filosofia dele era, ‘Bem, vocês vão para o Iraque semana que vem, então divirtam-se com esse lance de metal que vocês gostam’. E eis que acabou rolando um pit em círculo, e aquilo foi bem surreal, cara. “

Você já ficou embasbacado na frente de um ídolo?

“Ah sim! O primeiro que me deixou bobo foi Ozzy. Éramos todos, obviamente, fãs de Black Sabbath e Ozzy, e depois de me conhecer, ele me deu um beijo na testa. Eu fiquei tipo, ‘Wow, isso aconteceu mesmo? ’ Tomamos ácido aquele dia também, e ficamos brisando a noite toda sobre Ozzy ter me beijado na testa. Os caras diziam, ‘Você foi batizado por Ozzy! ’ Ha Ha”

Essa foi a vez que você ficou mais sem ação por se encontrar com alguém?

“Bem, teve outra vez em Londres quando encontramos com Lemmy. Fomos a um pub e ele estava lá, jogando em um caça-níqueis, e eu fiquei meio bêbado e fui encher o saco dele. Eu disse, ‘Eu sou brasileiro e sou um grande fã do Motörhead’ e ele só respondeu, ‘ Me deixe quieto, jovem. Você não vê que eu estou tentando jogar? ‘ eu continuei enchendo ele, e ele pegou seu copo de whisky e o derramou sobre minha cabeça. Eu achei aquilo demais! “

Fora isso, qual a coisa mais legal que você já fez?

“ O que me impressionou mais foi visitar a tribo Xavante no Mato Grosso enquanto gravávamos Roots com o Sepultura. Aquilo foi uma porra National Geographic! Passamos três dias lá na selva com eles. Me impressionou viver ali por um tempo e experimentar da cultura deles e ser pintado com eles, e ser parte das tradições deles. Eu saí de lá quase uma pessoa diferente. Eu nunca vou me esquecer daquilo. ”

Qual sua droga menos preferida, e por quê?

“Provavelmente ácido. Eu amo cocaína, e usávamos muito dela naquele tempo. É uma droga muito boa para tocar speed e thrash metal. Você consegue arrepiar naquela porra a noite inteira. Mas com ácido, você perde o controle. Teve vezes em que tomei ácido e queria que o efeito acabasse, mas não é assim. Você tem que esperar até que ele seja consumido, e tem vez que demora 2 a 3 dias. Eu detestava perder o controle sobre minha mente e corpo. Então não recomendo ácido para ninguém…”

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