Metallica: 24 anos atrás, eles mudaram a face da música pela 2º vez

Vinte e quatros anos atrás, no dia 12 de agosto, o METALLICA lançava um disco autointitulado, comumente chamado de ‘Black Album’. Até então, o Metallica era uma banda que vendia patches bordadas [ou pintadas em tecido preto grosso, como no Brasil] para caras com cabelos longos e sebosos.

Metallica1

A partir do lançamento desse disco, tudo mudou no Metal: para o Metallica, para os fãs de Metal, para os fãs do Metallica e para as pessoas que não eram nem fãs de Metal e muito menos de Metallica. Esse produto – difícil chamá-lo somente de ‘disco’, já que foi um dos últimos lançamentos épicos que abrangeram vinil, CD e cassete [e vídeo cassete também, uma vez que tanto o longo e custoso processo de gravação como a infindável turnê para promovê-lo foram lançados em duas fitas VHS e dois Laser Discs separadamente à época] – tem, dentre duas muitas qualidades, uma escolha muito feliz na sequência e cronologia das faixas, algo que se torna meio intangível em tempos de função shuffle e playlists. Tal seleção faz do ‘Black Album’ uma audição coesa e com uma unidade orgânica raramente capturada por uma banda – além de até hoje, mesmo com os avanços tecnológicos que a informática trouxe para a fonografia desde então, poder facilmente levantar a taça de melhor qualidade de som num disco de Heavy Metal na história.

Em passant: aos que já se assustavam e continuam abismados com a qualidade da sonoridade da obra, atentem-se para masterizações complementares e posteriores feitas oficial e profissionalmente na última década; há uma em DVD-Audio 5:1 lançada há alguns anos, um remaster em áudio 24/96 encomendado e comercializado pelo selo virtual HDTracks, e para os mais aficionados, um mix em PCM que circula pela internet [e que ocupa entre 7-8 GB de seu HD]. Tendo o equipamento certo para reproduzir tais versões, qualquer um compreende a grandeza da engenharia fonográfica aqui contida – saudações respeitosas a BOB ROCK e RANDY STAUB.

metal01

‘Metallica’ fez com que muito mais pessoas que jamais cogitariam sequer chegar perto de uma banda com tal nome fossem atrás dos trabalhos anteriores da banda do que o contrário – fãs egressos que se ofenderam com a ascensão da banda ao megaestrelato [cujo trono, para todos os efeitos, ela ainda ocupa].

 

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: