Marty Friedman: ‘Prefiro mastigar vidro do que ouvir Jimi Hendrix’

Todo mundo tem o direito de ter seu próprio gosto musical, seja a pessoa fã de Pink ou tenha um ouvido menos apurado e curta Artension ou outros gêneros. Nem todo nome grande apela a todo mundo – o que é sinal de inteligência.

Tendo tal princípio como base, não chega a ser uma ofensa a recente declaração do prodígio da guitarra MARTY FRIEDMAN, que não é lá muito fá de JIMI HENDRIX, conforme revelou ao site Ultimate-Guitar:

“Eu prefiro mastigar vídeo do que ouvir Hendrix. Eu nunca entendi qual é a daquilo. Quando eu penso em Hendrix, uma imagem me vem à mente de um monte de hippies rolando na lama chapados de ácido e isso não me anima nem um pouco.

“E todo aquele barulho e microfonia, e eu digo ‘toca no tom certo’. Eu tenho fixação com isso e é provavelmente por isso que não gosto de Bob Dylan, porque as coisas desafinam e isso me mata.

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“Mas, até aí, todos os meus guitarristas favoritos adoram Hendrix: eu sou um grande fã de ULI JON ROTH e ele é o guitarrista do com mais bonito. Ele provavelmente ama a Hendrix tanto quanto a mãe dele. Todos os caras que eu respeito amam Hendrix, então eu sei que tem alguma coisa ali. Só que eu nunca manjei porque nunca se encaixou em minhas experiências. ”

Claro, o povão caiu matando em cima do maior guitarrista que já passou pelo MEGADETH, e ele então decidiu esclarecer as coisas em seu Facebook:

“Quando eu era um guitarrista iniciante, todos os bons guitarristas da cidade me diziam que eu devia ouvir esse ou aquele cara ou aprender desse disco, e sacar esse mestre da guitarra ou aquele outro. Claro que eu queria impressionar meus amigos, assim como ‘aprender dos melhores’, então eu conferi meticulosamente a todos os mais respeitados.

“Eu logo percebi que, apesar de os artistas sugeridos a mim fossem brilhantes, eu não achei muita graça em analisar a música deles, porque eu simplesmente não entendia aquilo ou nem gostava muito dela. Não tinha significado algum pra mim, era como tarefa escolar de um professor na escola.

“Quando eu metia a cara em músicas que eu de fato gostava, apesar dela ser meio obscura e não ‘aprovada pelos fodões locais da guitarra’, eu realmente gostava do processo de aprender, e como resultado, acabei fácil e sublimemente apto a decidir o que quero tocar na minha própria música.

“A entrevista foi boa, claro que a manchete me deixa parecendo um otário, mas é assim que eu falo com meus amigos, e é assim que eu considero a vocês todos, então curtam o papo.

“Eu explico isso porque muitos garotos caem na armadilha de pressão do grupo sobre essa questão e eu acredito que eles gostarão mais de música se tiverem ouvido isso de mim. ”

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