W. Axl Rose: ‘Ele é tudo que falta no rock de hoje’, diz Fortus

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O guitarrista empregado da atual formação da banda do vocalista W. AXL ROSE, RICHARD FORTUS [também do DEAD DAISIES], foi entrevistado durante a semana que passou pelo site Rock About, e dentre a vasta gama de assuntos abordados, falou sobre aquele que é seu patrão desde o começo deste século.

O que segue abaixo é uma tradução livre de um trecho da conversa.

 […]

Como foi o seu teste para a banda em 2001?

Eu havia recebido uma ligação me perguntando se eu estaria interessado em fazer um teste para o GN’R. Eu estava programado para ir a Los Angeles dali a algumas semanas e disse, ‘Claro, vou estar por aí de qualquer modo gravando, então aproveito’. Eles disseram, ‘ótimo’. Eu tinha trocado algumas mensagens com os empresários deles e não ouvi mais nada deles, então pensei, ‘não vai rolar’. Daí eu fui para LA e Tommy Stinson e Josh Freese, que eram o baixista e o baterista da banda na época, eram a cozinha do disco para o qual eu fora contratado para gravar.

Daí eu disse, ‘Hey! Era para eu fazer um teste com vocês essa semana. Que engraçado que estamos tocando na mesma sessão de gravação. ’ Eles responderam, ‘Ah sim! Você é o tal! Bem, Axl achou um cara, o Buckethead, e ele cancelou os testes. ’ Fizemos o disco e Tommy e eu nos tornamos grandes amigos e acabamos gravando muitas outras coisas juntas. Mas da vez seguinte que o GN’R precisou de alguém, um ano depois, eles me ligaram de novo. Naquela época eu estava em turnê pela Europa e eu tinha dois dias de folga e fui de avião para LA, saindo de Londres. Eu saí do avião, fiz o teste, fiquei conversando com Axl sobre música, e daí subi de novo no avião, voltei para a Europa e terminei a turnê. Depois daquela turnê eu comecei com o GN’R em 2001.

Qual o atual status do GN’R? Você disse antes que poderia haver um plano de gravar e sair em turnê com o grupo ano que vem. Isso ainda vai rolar?

O atual estado do GN’R está bem no ar ainda. A última coisa que eu ouvi falar deles é que eles queriam terminar as gravações que temos e lança-las ano que vem e começar a excursionar. Mas já faz um tempo que não tenho notícias de ninguém de lá, referindo-me aos empresários ou Axl. Então não sei de fato.

Quando você toca músicas do GN’R ao vivo, você tenta acrescentar seu próprio estilo aos clássicos.

Dentro do bom senso. Eu acho que é um equilíbrio delicado tentar permanecer respeitoso ao original, e ainda assim você querer fazer algo seu e com o qual você fique à vontade; ao invés de apenas copiar nota por nota o que outra pessoa fez, o que eu acho difícil de fazer toda santa noite. Mas Axl não encana com isso. Eu acho que você precisa ter reverência pelas músicas quando você está lidando com a obra pregressa de algo como o GN’R e o quanto as pessoas são atreladas àqueles arranjos e frases. Muitos dos solos de Slash são ganchos, eles são parte da música. É uma coisa difícil. Você tem que ser respeitoso, e ainda assim, fazer o seu próprio lance. Então é sempre um desafio.

 Quais são suas músicas do GN’R favoritas para se tocar ao vivo?

Das novas, eu gosto de tocar ‘Better’. Das antigas, eu curto ‘It’s So Easy’ e ‘You Could Be Mine’. Essas sempre são divertidas de se tocar.

Quanto de material você tem gravado para o novo álbum do GN’R?

Há muita coisa gravada que está guardada. Eu não faço ideia do que será usado ou apagado ou se acabaremos regravando. Eu realmente não faço ideia do que rola com essas coisas.

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Como tem sido trabalhar com Axl Rose?

Axl sempre foi legal comigo e é um baita de um músico. Algumas pessoas são muito musicais. Elas simplesmente são música, e ele é a música personificada, ele de fato o é. Ele é simplesmente um dos caras que vivem música. Ele sempre pensa musicalmente. Ele ouve – o que o que faz dele um grande músico. Música é tudo que importa a ele. Eu nunca encontrei alguém com tanta integridade musical e artística quanto Axl Rose.

As pessoas falam sobre não fazer as coisas por dinheiro, mas ele realmente nunca faz nada somente por dinheiro. Para ele, tudo gira em torno da música. Tem que ser sobre música. É por isso que ele não dá entrevistas, porque isso não tem nada a ver com música. E para ele, é o que importa. Eu acho que isso é incrivelmente admirável. Axl incorpora, sob vários aspectos, o que falta no rock n’ roll agora – sua mística, e ele é um enigma.

E ele não fala. Ele não se defende. Pessoas como Slash sabem disso. Elas sabem que Axl não vai se defender na imprensa. Então elas falam o que querem sobre ele sabendo que ele não vai contestar. Porque no começo, ele foi tão ferrado por jornalistas, repetidamente, ao ponto que ele não fala mais. As pessoas dizem a merda que for que queiram dizer. Mas ele está numa situação onde nada além da música importa. É só com isso que ele se importa e você não vê mais isso.

 […]

 

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