Indústria: Ouvir MP3 tendo as tecnologias de 2015 é estupidez

Baseado em texto de Joe Cox para a revista What Hi Fi? bretã.

“Estaremos consumindo streaming de áudio em alta resolução como o sendo o modo normal de ter acesso à música em uns dois anos” – pensa Pete Downton, chefe comercial da 7digital.

Downton, que estava palestrando no evento ‘Future Of Music’ da Sony, disse que ele via como ‘inevitável’ que o áudio em alta resolução se tornasse o padrão e ‘insano’ que os consumidores esperassem por uma experiência menos rica do que à lançada em 1983 [uma referência ao surgimento do Compact Disc nos EUA].

O chefe da 7digital vê produtos conectados de áudio como o Sonos na condição de cruciais para prover o catalisador exigido para que as pessoas aprimorem sua experiência com o áudio – e agora que a tecnologia para oferecer streaming de conteúdo em alta resolução está disponível, ele via como inevitável eu o salto fosse dado em questão de alguns poucos anos [claro, ele não mora no Brasil nem usa serviços de internet por empresas brasileiras].

“O primeiro e o segundo estágios do áudio digital tratavam de aparelhos pessoais e audição pessoal, ao invés de ouvi-lo em um sistema de áudio conectado”, disse Downton. “Estamos n o começo de um período onde sistemas conectados se tornam o padrão, ao invés de serem o nicho e a exceção. Então, à medida que as pessoas convertem seu equipamento doméstico para produtos acessíveis com melhores DACs e melhor resolução, então a qualidade do arquivo sendo transferido torna-se mais importante. ”

“É inevitável que o áudio em hi-res se torne o padrão em algum momento. Também é inevitável que os preços caiam para torná0lo mais do que uma atividade de nicho. Estaremos fazendo streaming de áudio em alta resolução como um modo normal de acessar música em uns dois anos. ”

Downton toma como referência o formato MQA da marca Meridian – na qual a 7digital tem investido – como crucial na transição: “O MQA acelera tremendamente o processo. Ele possibilita que você aprimore a experiência para um catálogo todo em 16 ou 24 bits em questão de meses. E isso é animador demais.

“Por que é que os consumidores esperariam ter uma experiência inferior à que podiam ter em 1983? Isso é insano. Desde que ela possa ser proporcionada de um modo que seja conveniente   a um preço que seja acessível, é claro que haverá um upgrade. É estupidez estarmos ouvindo música comprimida, quando a tecnologia aponta que não deveríamos. Daqui a três anos, vamos olhar para trás e dizer, ‘Qual era a graça daquilo? ’ É apenas uma evolução natural. ”

O que ele diz às pessoas que dizem que o que elas têm é bom o suficiente? Ou que elas simplesmente não entendem a ciência por trás dos números da alta resolução?

“Do ponto de vista de um fã de música, qualidade superior não se trata de bitratos e ciência, é uma conexão mais profunda com a performance. Mas nós não deveríamos levar a qualidade do som tão a sério, se ela soa bem no YouTube, maravilha então, ela constrói um público… mas é uma experiência fundamentalmente diferente quando você pode de fato ouvir a obra do artista.”

Então assim como os produtos compatíveis, preços mais acessíveis e a tecnologia necessária, o que mais o áudio em alta resolução precisa para seguir em frente? Downton, e a Sony, apontam para o envolvimento do artista como crucial. Por quê? “Ninguém nunca acredita no que as gravadoras dizem”. Esse é o exato motivo pelo qual a Sony convocou ao FOO FIGHTERS como rosto de sua campanha para disseminar o hi-res áudio desde semana passada.

Até agora, os serviços de streaming por assinatura estão limitados a arquivos com qualidade lossless de CD, graças ao Tidal, Qobuz e Deezer elite [apesar de este só estar disponível nos EUA e no Reino Unido no Sonos]. A Apple Music e o Spotify só oferecem música comprimida.

Contudo, tendo rumado para o serviço de alta resolução Tidal no começo do ano, a Meridian e a Tidal têm desde então demonstrado que a tecnologia funciona, como prova o êxito do áudio em hi-res de arquivos MQA.

Assim, a promessa do streaming de alta resolução tornar-se o padrão [no primeiro mundo, claro] dentro de uns dois anos não parece tão absurda. Veremos.

 

 

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