Ratt: astro do futebol disserta sobre seu amor e devoção à banda

O maior nome da história do futebol masculino nos EUA, ALEXI LALAS, recorda o impacto que o álbum ‘Invasion Of Your Privacy’, do RATT,  teve em sua vida três décadas atrás, quando foi lançado em julho de 1985.

Texto de autoria do próprio greco-estadunidense Lalas para o site Ultimate Classic Rock

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 […]

 No verão de 1985, eu era um adolescente crescendo nos arredores de Detroit e andando de carro pela Avenida Woodward com as janelas abertas e o som ligado. Eu era um total devoto do RATT. ‘Out Of The Cellar’ tinha sido lançado no ano anterior e o som característico da banda – uma combinação perfeitamente equilibrada de sleaze e glam – tinha rapidamente se tornado parte de meu DNA musical.

 Em um tempo de slurpees, Reagan, MTV, mullets, garotas e esportes, o Ratt era a trilha sonora da existência do ensino médio de alguém dos subúrbios de uma cidade do Meio-Oeste.

 Logo, seria um eufemismo eu dizer que eu esperava ansiosamente pela chegada do segundo álbum do Ratt. Quando ele foi lançado, ‘Invasion Of Your Privacy’ era tudo que eu queria do rock e muito mais. Com a tutela do produtor Beau Hill mais uma vez em cada faixa, aquilo era uma compilação de músicas que pareciam feitas para mim. Ele era tão acessível quanto ‘Cellar’? Provavelmente não. Mas era simples, cru, e de certos modos, menos calculado.

 Havia singles óbvios como “You’re In Love” e “Lay It Down”, e pedradas como “Between The Eyes” e “You Should Know By Now”. “Closer To My Heart” era a coisa mais perto que o Ratt já havia chegado de uma balada. E sim, tinha umas encheções de linguiça. Não tinha importância. Eu adorava tudo.

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 Até hoje eu ainda acho que o riff de abertura composto por Warren DeMartini em “Lay It Down” é um dos maiores do rock. Hipérbole? Talvez. Mas também é verdade. O riff anuncia a música com uma força e uma urgência que a maioria das músicas apenas sonham em atingir.

 Claro, 1985 veio e se foi – mas “Invasion Of Your Privacy” estava por perto. Nós, por muitas vezes, associamos música com momentos de nossas vidas. Por exemplo, eu me lembro de quando eu tirei minha habilitação para dirigir em 1986, a primeira coisa que eu fiz foi meter a fita de “Invasion”, botei no toco, e dirigi pela avenida Woodward.

 Eu me lembro de escutar repetidamente a “You’re In Love” em meu walkman enquanto estava deitado acordado na cama inferior do meu beliche imaginando como eles tinham criado os efeitos de relâmpago antes do refrão. Eu me lembro de passar horas na casa de meu amigo [que tinha TV a cabo] esperando que o vídeo de “Lay It Down” fosse executado na MTV. Eu me lembro de estar no porão de casa gritando o refrão de “You Should Know By Now” e me perguntando se algum dia eu seria tão ‘cool’ quanto Stephen Pearcy.

 

 Em 1985, eu estava tão distante quanto possível do mundo que o Ratt pintava em sua música, mas eles o trouxeram até a mim. Trinta anos depois, o disco ainda faz isso, apesar de que agora ele me leva de volta ao tempo em que um grande riff e um carro eram tudo o que eu precisava para ser feliz. Até hoje, quando eu ouço o refrão de abertura de “Lay It Down”, eu imediatamente paro tudo o que estou fazendo e me preparo para a beleza que está ´por vir.

 Eu peço que toquem “Lay It Down” toda vez que me perguntam sobre que faixa quero que toque quando eu participo como convidado em um programa ou em um evento. Eu a uso até como ring tone. E toda vez que eu a ouço, eu estou mais uma vez dirigindo na avenida Woodward. […]

 

 

 

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