Van Halen: ele nunca ouviu nada do Metallica ou do Guns N’ Roses

Baseado em texto publicado pelo site VHND sobre a – já controversa – entrevista de capa de EDWARD VAN HALEN para a nova edição da edição original estadunidense da revista Billboard.

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Isso não é um gancho ou um caô, tampouco é uma declaração para chamar atenção e que na verdade signifique justamente o contrário. EDDIE VAN HALEN não ouve música. “Eu não escuto nada”, diz ele em um sofá dentro do 5150, o caro estúdio doméstico construído em sua residência de 28 mil metros quadrados em Studio City, Califórnia. Perguntado se ele por vez ouve de novo aos antigos álbuns do Van Halen, ele afirma que seu desinteresse naqueles discos é tão somente a ponta do iceberg – aliás, uma geleira muito estranha. Diferente de todo músico que você conhece, ele não ouve a nenhuma obra musical que não aquela na qual ele esteja de fato concebendo.

O guitarrista mantém – não é de hoje – que o último disco que ele comprou foi ‘So’ de PETER GABRIEL, quando este fora lançado em 1986. Ele nunca ouviu ao RADIOHEAD, METALLICA ou ao GUNS N’ ROSES. Ele parece só conhecer uma música de OZZY OSBOURNE, por RANDY RHOADS ter tocado nela, e é ‘Crazy Train’. Ele ouviu ao PANTERA por cima, apesar de ele ter declamado algumas palavras no funeral do guitarrista da banda e ter depositado a guitarra do álbum ‘Van Halen II’ dentro do caixão do finado Dimebag. Ele não ouve ao rádio em seu carro, o que irrita sua esposa [‘Eu prefiro o som do motor’, ele diz]. Ele, meio que embaraçosamente, confessa que nunca ouviu sequer à maioria das bandas que abriram para o Van Halen e se preocupa, ‘isso faz de mim um babaca? ’. De vez quando ele ouve ao chino-franco-estadunidense Yo-Yo Ma, porque ele ama o som do violoncelo, mas até isso é raro.

“É estranho, mas eu tenho sido assim minha vida toda. Eu não conseguiria fazer um disco contemporâneo mesmo que eu quisesse, porque eu não sei como é a música contemporânea. ”

No ensino médio, ele era obcecado com ERIC CLAPTON e levemente interessado em BLACK SABBATH e DEEP PURPLE. O interesse de consumo dele parava por aí. Ele pode aprender intuitivamente a quase qualquer música que ele ouvir e ele trabalha em suas composições diariamente – o arquivo do 5150 é abarrotado de gravações inéditas para o público – mas ele simplesmente não é intrigado pela música de outras pessoas [o último guitarrista ‘novo’ que ele gostou foi o jazzista ALLAN HOLDSWORTH, de 68 anos de idade, oito a mais do que ele]. E se isso já soa estranho, sente essa. Alguns minutos depois de explicar isso, o nome de Taylor Swift aparece na conversa como um modelo de composição moderna, e antes de o motivo ser explanado, Eddie especula retoricamente sobre o papel de [o produtor sueco] Max Martin pode ter sobre a música de Taylor. Como é que seria possível não ouvir música por três décadas e ainda assim saber da reputação de um produtor e compositor sueco que não aparece para o grande público e que é especialista em pop das mais babas?

“Eu tenho vários alertas do Google programados”, diz ele. “Eu acho que li algo onde alguém dizia, ‘Se Max Martin tocasse guitarra como Eddie Van Halen, ele seria perigoso’. Eu sei que ele é como o DESMOND CHILD moderno. Ele faz todos os sucessos. Mas é só isso que eu sei dele. ”

 

 

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