Mídias Físicas: se você é exigente, ainda vai as usar por muito tempo

Inspirado em texto original de Jerry Del Colliano para o site Home Theater Review

A essa altura, quem tem áudio e vídeo como hobby já ripou todos seus CDs para um HD. Isso está totalmente dentro da lei, e fomenta seu acervo digital e qualquer aplicativo que você use para ouvir música em seu computador, telefone ou dispositivo móvel. Além disso, ripar um DVD ou um Blu-ray é um pouco mais complicado, mas plenamente viável. Se você não estiver preocupado com as complicações legais em potencial, pode até fazer o upload disso tudo para um site de compartilhamento de arquivos.

Para aqueles que não querem lidar com o trabalho de importar discos, agora há um número sem fim de serviços de streaming e download, tanto para música como para filmes. A ascensão da Netflix tem sido incrível [muita gente que bateu prego no caixão da empresa deveria ter colocado o fundo de aposentadoria nela], mas o catálogo deles está longe de ser abrangente em termos de títulos. Os buracos no acervo deles podem ser preenchidos por outros serviços, como o VUDU, Hul Plus, HBOGo e muitos outros. Para música em resolução mais alta, o TIDAL oferece música com qualidade de CD em um volume que faz com que seu HD pareça bem diminuto. Até onde Jay-Z conseguirá levar o Tidal ainda não se sabe, mas por enquanto é um belo suplemento para as rádios em streaming pela internet, que tem suas vantagens, mas são transmitidas em resolução muito baixa.

Mas por que é que você ainda não abdicou totalmente das mídias em disco? Se você acompanha o tema regularmente, deve ser porque você é viciado em desempenho, como todos daqui. Você quer o melhor desempenho possível em áudio e vídeo, o máximo que possa ser extraído do seu aparelho, e o streaming, ainda que muito conveniente, simplesmente ainda não é a resposta. Do lado musical, estamos muito próximos de uma realidade completamente sem discos, já que há arquivos em alta resolução disponíveis para download a partir de um sem fim de opções de sites [curiosamente, não da Apple] que, por mais salgado que seja o preço, representam o combustível que faz com que seus alto-falantes caros cantem de modo que nenhum pré-amplificador consegue. Se você toca lixo [e lixo é o que os meus arquivos 1440 AIFF são comparados com os de 24/192 que você pode baixar hoje em dia], vai ouvir lixo. Mesmo em aparelhagem de alta fidelidade não tão cara, o melhor upgrade que você pode fazer é na qualidade dos arquivos.

O que se faz realmente necessário é um programa de upgrades como o Kaleidescape para entusiastas por música que querem fazer a transição para o disco rígido. O K-scape permite que você melhore sua coleção de DVDs para arquivos de qualidade de Blu-ray direto no seu servidor de mídia por um preço muito justo de 2 a 3 dólares cada. Eu já mando de baciada porque é fácil e barato demais. E também libera mais espaço para mais Blu-rays da seção de Blu-rays do K-scape. Quantos fãs de música não abraçariam algo similar a isso?

Nos domínios dos home theaters, o papo é outro. Muitos de nós querem usufruir de vídeo em Ultra HD e áudio em Dolby Atmos e/ou DTS-X. Muitos dos maiores stands da feira CES 2015 estavam divulgando produtor ligados a Ultra HD, ainda que nem todo provedor de acesso à internet residencial esteja preparado para suportar tal avanço. Em um artigo recente, o site Home Theater Review ousou sugerir que quase todos os entusiastas por home theaters não possuem a rede doméstica apropriada para conduzir o stream de conteúdo que os grandes nomes da CES estão sugerindo que chegará logo mais. Você tem um provedor que forneça acesso gigabytes? Caso sim, ficamos com inveja, muita inveja, já que os custos de tal privilégio são bastante polpudos e a oportunidade bastante rara, mesmo nos EUA.

Mesmo com uma eficiente taxa de acesso de muitos mega por segundo, você precisaria da limpeza e da engenharia em fibra ótica do tipo que só se encontra nas instalações de pesquisa da Boeing para realizar tamanha festa do streaming em sua casa. Esqueça do wireless; isso simplesmente não está à altura do desafio do vídeo em alta resolução de hoje, muito menos de um áudio surround matador em nove ou mais canais.

Então qual é a resposta, você pergunta? É o Blu-ray, senhoras e senhores. O formato ainda não está morto, e a maioria dos relatos estabelece que, até o fim do ano, conteúdo em UHD estará disponível em disco. Um Ultra HD Blu-ray não requer internet naipe NASA ou uma rede tipo CISCO instalada em casa. Você apenas insere o disco no player, liga-o através de um cabo HDMI 2.0 [com HDCP 2.2] a seu televisor UHD, ou a seu pré-amplificador/receiver, ou até mesmo projetor, e já era. Pouca ou nenhuma compressão, áudio em HD no codec surround, e você está guarnecido. Os arquivos são enormes? Sim, eles dificilmente caberão com variedade em um HD externo, mas você não devia estar ripando discos em Blu-ray tampouco – amenos que você ache que é legalizado comprar software de encriptação da Europa.

É uma merda ter que comprar todos os seus filmes favoritos de novo em Ultra HD Blu-ray? Talvez. Mas você quer saber o que é uma merda muito maior? Ter uma TV que pode oferecer5 400% a mais de resolução, 7.8 bilhões de cores, e conteúdo em HDR e não ter uma porra de material de demonstração para tocar nela. Você quer saber o que é mais merda ainda? Com o acréscimo de um subwoofer extra e alguns falantes de teto e talvez um novo pré-amp ou receiver, você pode ter som surround state of the art que trucida qualquer coisa que você já tenha ouvido de um Blu-ray com som 7.1 através dos codecs Dolby Atmos ou DTS-X. Essas novas tecnologias não são as roupas novas do imperador. Elas impressionam, e você deveria começar a pensar em seus planos de upgrade de sistema, mesmo se isso quiser dizer que você vai ter que rasgar paredes e chamar o gesseiro. Vale a pena. Não há nada de errado com o streaming, e em muitos casos, seja para um programa de TV antigo, rádio via internet, um filme antigo, até que vai. Também tudo bem com vasculhar quase todo título em CD no TIDAL ou usar a AppleTV para dar uma olhada naquela coleção lossless que você ripou para um HD anos atrás. Mas quando se trata de nível máximo de desempenho pelo qual realmente pagamos com os equipamentos oferecidos pela indústria, se você quer o melhor som e vídeo, você vai manusear discos por mais alguns anos.

 

 

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