Discofilia: professor aposentado malásio é tarado por trilhas sonoras

Por SHEELA CHANDRAN para o The Star da Malásia

É um eufemismo dizer que o professor aposentado K. Selvaraja é fã de trilhas sonoras. Entre na casa dele em Sentul, Kuala Lampur, e você ficará impressionado pela enorme coleção de colecionáveis de cinema que ele acumulou ao longo de mais de 50 anos.

Retired teacher K. Selvaraja’s movie soundtracks span different genres ranging from Western, classics, James Bond collection, Broadway plays, biblical epics to science fiction. Soundtracks from trilogies, Walt Disney movies.

Retired teacher K. Selvaraja, 69, a staggering collection of over 4,000 movie sountracks and film music publications from 1963.

O ex-secretário de avaliações da Wesley Methodist School em Sentul, de 69 anos, tem uma vasta coleção de mais de 4 mil trilhas sonoras originais e revistas de cinema que começou a ser coletada em 1963.

Na primeira sala, há prateleiras exibindo um acúmulo de trilhas sonoras de filmes, toca-discos e fitas cassete. Também há muitos livros incluindo biografias, revistas sobre produção cinematográfica, e romances que viraram filmes. Todos os livros estão embalados em plástico para protege-los de poeira e mofo.

“Todos os itens são mantidos organizados e limpos com frequência. Devido à umidade do ar aqui, os discos têm que ser arejados regularmente para evitar que o mofo se acumule. Eu passo cerca de duas a três horas todo dia para manter a coleção”, diz Selvaraja, enquanto tira a poeira de um disco de vinil.

A coleção de Selvaraja não é restrita a filmes. Ela cobre um espectro de música oriunda do entretenimento como um todo. E ele a tem em vários formatos, incluindo discos de vinil, fitas cassete, CDs, cartuchos, fitas de rolo e mini discs. Entre seus maiores tesouros estão uma trilha sonora de Thomas Edison de 1899 e discos de diamante de 1913.

Com tamanha coleção de trilhas sonoras, não chega a ser surpresa que seu nome esteja impresso no livro de recordes da Malásia como possuidor da “maior coleção de trilhas sonoras”. O interesse de Selvaraja em trilhas sonoras começou depois de ele trocar cartas com um bretão no fim dos anos 50.

Retired teacher K. Selvaraja, 69, a staggering collection of over 4,000 movie sountracks and film music publications from 1963.

“Quando eu tinha 17 anos, meus professores do ensino médio estabeleceram que era obrigatório que os alunos tivessem amigos de correspondência em outros países. O meu me apresentou a um mundo de trilhas sonoras quando ele enviou a de “Colonel Bogey March”, do [filme] “A Ponte do Rio Kwai”. Eu fiquei totalmente fascinado pela música e isso encandeceu meu amor por discos de filmes”, ele explica, citando as trilhas de “Ben Hur”, “Os 10 Mandamentos” e a do “King Kong” original como suas favoritas.

A coleção de Selvaraja cobra vários gêneros, incluindo Westerns, Broadway, James Bond, ficção científica, épicos bíblicos e os clássicos. Trilhas sonoras de Walt Disney, trilogias, eventos internacionais, como as Olimpíadas e a Copa do Mundo, assim como de filmes malásios, chineses e hindus somam uma grande porção de seu acervo.

Selvaraja é como uma enciclopédia do entretenimento. Os fatos saem da boca dele enquanto ele fala sobre os discos de Thomas Edison que foram lançados em 1913, sobre como os filmes com som substituíram os filmes mudos em 1927, e sobre como quando a primeira trilha sonora de um filme – uma gravação feita diretamente de “O Livro da Selva” de 1942, foi lançada.

“O hobby me exige muita pesquisa, leitura e escrita nesse campo. Para manter minha mente ativa, eu continuo a vasculhar a internet e ler revistas relacionadas a filmes”, diz Selva, membro de 15 organizações internacionais de cinema, incluindo a New Zealand Film Music Bulletin, o Belgian Soundtrack Club e a British Film Music Society.

Custaria uma fortuna para acumular uma coleção desse tamanho, então como um ex-funcionário público o fez?

“Você não tem como vingar nesse hobby sem contatos confiáveis em outros países. Por sorte, mus amigos e parentes me ajudaram ao longo dos anos. Meus amigos de várias associações de cinema e eu trabalhamos em um sistema mútuo. Para cada coisa que eles mandam, eu mandava algo do Sudeste Asiático, desde moedas, selos, até antiguidades, relógios. Eu tive muita sorte por não ter esvaziado os bolsos para manter o hobby.”

 

 

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