Arquivos em MP3: quem os ouve, não ouve o que foi feito em estúdio

Uma maneira de findar o debate MP3 vs formatos não-comprimidos de áudio seria através da audição dos elementos de uma música que se perdem durante a compressão – e eis aqui um vídeo que mostra exatamente isso.

A crescente disseminação de media players de ‘alto padrão’ nos últimos meses, como o Pono Player, tem comburido um debate sobre se de fato notamos a diferença entre formatos comprimidos como o MP3 mediante outros como o WAV. Enquanto o MP3 e outros formados de arquivos de áudio comprimidos tornaram o download, armazenamento e compartilhamento mais fáceis – especialmente em aparelhos portáteis, há elementos e, por várias vezes, bandas de frequências que são perdidas durante o processo de compressão?

Enquanto a qualidade de músicas comprimidas ou não-comprimidas poderia ser tópico de uma abordagem puramente subjetiva dependendo da experiência auditiva de cada um, RYAN MAGUIRE, um estudante com PH. D. em Composição Musical e Tecnologia da Computação no Centro de Música Informatizada da Universidade da Virgínia, interessou-se em investigar exatamente quais partes de uma música são excluídas durante o processo de compressão. E ele achou um modo de nos permitir ouvir o que não estamos ouvindo.

Neste vídeo fascinante de seu site, Ryan criou um arquivo em áudio de todos os sons que foram descartados uma vez que a faixa “Tom’s Diner” de Suzanne Veja foi digitalmente compressa:

 

Em uma entrevista com o site difuser.fm, Ryan explica mais sobre tais sons ‘perdidos’: “O que são esses sons perdidos? Eles são sons que o ouvido humano não pode ouvir em seu contexto original graças a limitações perceptuais universais ou eles são simplesmente lixo do encodamento?”, ele questiona. “Já é aceito como regra que os arquivos em MP3 criam artefatos audíveis tais como pré-eco, mas como é o som da música com o efeito que esse codec cria? No trabalho apresentado aqui, as técnicas são consideradas e desenvolvidas para recuperar tais sons perdidos, os fantasmas no MP3, e reformular tais sons como arte.”

Tal como diversos produtores e músicos profissionais provavelmente irão concordar, é tão interessante ouvir o que ficou de fora quanto é transmitido através dela. Mas, a questão persiste: o quanto é que formatos comprimidos severamente afetaram ou arruinaram nossa experiência auditiva, e se a possibilidade de ouvir uma música tal como o produtor o queria é viável quando o formato de áudio do arquivo é apenas um elemento que afeta a qualidade sonora: sim, usuários de iPod e iPhones, estou olhando pra vocês…

 

 

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