Accept: ‘O rock de hoje é muito melhor do que há 20 anos’

 

As vendas de discos hoje em dia são apenas uma fração do que costumavam ser no auge comercial do Heavy Metal – então quando o gênero chega ao topo das paradas, o que isso quer dizer?

É um feito maior em uma era de música pop pré-fabricada e descartável, quando o rock pode ser declarado morto por Gene Simmon$, ou apenas um feito baseado em vendas infinitesimais às quais os titãs do passado ririam?

A minha conta bancária teria se sentido muito melhor 20 anos atrás, isso eu te digo!”, disse ao site HOT METAL o guitarrista da lenda teutônica ACCEPT, WOLF HOFFMANN, ao fone de sua casa em Nashville, nos EUA.

O novo álbum do Accept, “Blind Rage”, estreou no topo das paradas alemãs em agosto, “e para melhorar, nós chutamos um artista pop bastante famoso do topo das paradas na Alemanha, o que torna tudo ainda mais engraçado.

Hoffman, que toca com o Accept na primeira turnê australiana do grupo fim de semana que vem, ainda diz, “Estamos nessa faz tanto tempo, e finalmente chegamos ao topo, é incrível.”

“Eu acho que é algo simbólico que conseguimos em nossa carreira. É um sinal de reconhecimento dos fãs. Quer dizer que eles ainda se importam com nossa música. Eles tornaram isso possível. É mais uma medalha de honra para nós. Fora isso, é apenas um número. Ainda assim é ótimo, cara.”

O Accept, com o vocalista UDO DIRKSCHEIDER substituído há muito pelo estadunidense MARK TORNILLO, está na estrada desde que o último álbum chegou às lojas. Nesse período, eles conseguiram fazer uso das novas mídias melhor do que qualquer banda parecida em idade ou tamanho.

Na verdade, se você ouve a alguns podcasts e um pouco de rádios via streaming, é provável que você tenha ouvido falar – muito bem – de ‘Blind Rage’ antes de compra-lo. Seis faixas do último disco integram o set da banda, “um recorde mundial do Accept”, de acordo com Hoffman.

Isso ainda não prepara o autor dessa matéria para a resposta do músico de 54 anos quando ele é perguntado ser há algo no ramo musical de hoje em dia que ele prefira em detrimento dos tempos áureos do heavy metal.

Eu diria que eu gosto mais de hoje do que gostava 20 anos atrás, por algum motivo”, diz Hoffman. “É uma comunidade muito pequena, mas eles cresceram conosco, a maior parte de nosso público, e eles são bastante criteriosos, me entende? Vinte, trinta anos atrás, você não poderia ser fã do AC/DC e do Accept. Você tinha que ser de um dos dois. Agora, vale tudo. Iron Maiden, Judas Priest, AC/DC, Accept – você pode ser fã de tudo isso.

Você pode simplesmente amar um gênero em si, enquanto antigamente, era muito fanatismo no lance de um ou outro. No geral, eu gosto de toda a coisa de sair em turnê, a indústria toda, muito mais hoje em dia. Eu não sei o porquê. Talvez porque eu seja mais velho e mais sábio.”


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