Hi-Fi Áudio: Formatos Hi-Res são o futuro do consumo de música?

Por STEVE KNOPPER para a edição online estadunidense da ROLLING STONE

À medida que a música migrou dos CDs para os downloads, e os fãs passaram de enormes falantes para fones de ouvido, a qualidade do som evoluiu, tal como NEIL YOUNG disse, “pra um pouco acima do nível Fisher-Price – é um fogão de brinquedo”. Isso se torna ainda mais verossímil quando se trata do streaming – Spotify, YouTube e o resto desses serviços fornece arquivos de áudio comprimidos demais com um som artificial. Mas algumas empresas de streaming estão abraçando a causa de Young. “A qualidade do áudio em alta fidelidade é legitimamente uma evolução natural do mercado”, afirma ANDY CHEN, chefe-executivo da Tidal, um serviço norueguês que deverá se expandir para os EUA. “A música é provavelmente o único formato com conteúdo de entretenimento no qual as pessoas aceitam uma qualidade inferior do que aceitavam dez anos atrás – estamos dizendo que talvez isso não seja certo. Não deveria estar no mesmo patamar que estava? Por que deveríamos nos conformar com menos?”

File Formats

A Tidal & Deezer, o serviço de música por assinatura que foi recentemente lançado nos EUA, é o primeiro a fazer streaming de arquivos ‘lossless’ – com uma qualidade de CD a 1411 kilobits por segundo, ao invés das taxas de 256 a 320 comuns em outros serviços. Os audiófilos, incluindo Young, tem se queixado por anos que arquivos musicais comprimidos em MP# e AAC deterioraram a qualidade do som ao ponto da audição dolorosa.

Executivos dos novos serviços de streaming de alta fidelidade dizem que eles identificaram um mercado ainda não explorado de fás de música. “Foi uma decisão natural criar um serviço que realmente almeje esse segmento de entusiastas de áudio”, diz TYLER GOLDMAN, chefe-executivo da Deezer na América do Norte, que lançou um serviço de ‘elite’ por 15 dólares mensais com a empresa de áudio doméstico SONOS essa semana. “Ficamos muito surpresos com o fato de outros não terem tentado essa abordagem.”

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A questão para a Tidal, a Deezer e para o serviço de downloads de alta fidelidade de Young, o PONO, é se existem audiófilos o suficiente para justificar os custos do streaming de arquivos muito maiores. No momento, eles representam um pequeno nicho de compradores de música – apesar de eles tenderem a gastar muito dinheiro em equipamento de som, CDs e discos de vinil. “Tudo gira em torno do ‘as pessoas conseguem ouvir a diferença?’ – em muitos casos, conseguem sim, e em muitos outros, não”, afirma BOBBY OWSINKI, um produtor e mixer veterano que já trabalhou em projetos de surround sound para Young, THE WHO e outros. “Se eu fosse CEO de uma dessas empresas, eu teria expectativas baixas.” Mas ele acrescenta que as grandes vendas dos fones de ouvido da marca Beats indicam que um maior número de fãs de música está gradualmente evoluindo dos earbuds de baixa fidelidade.

tidal

O aparelho Pono, de Young, que deve começar a ter seu próprio streaming esse ano, gerou quase 12 milhões de dólares em doações através de sites de crowd funding como o Kickstarter. Será que os serviços de streaming poderiam levantar tamanha receita ao se concentrarem nos ouvintes audiófilos? Não ficou claro ainda, mas os executivos da Deezer e da Tidal estão otimistas. “Você está falando de uma grande quantidade de pessoas gastando uma grande quantidade de dinheiro sem ter a música”, diz Goldman, da Deezer. “E agora, tendo todas essas músicas em alta qualidade, o jogo mudou.”

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