Mötley Crüe: 25 Anos de “Dr. Feelgood” – Parte II

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Dois milhões de pessoas em 14 países. A turnê custava 325 mil dólares por semana para se manter nos trilhos. Cada membro da banda foi pra casa com 8 milhões de dólares líquidos no final dela. Houveram percalços no caminho, mas nada como o desastre que os anos de bebedeira e uso de drogas haviam prometido. Apenas as coisas costumeiras do Mötley Crüe: os shows de Moscou foram os primeiros em que a banda tocara sóbria até então. Sabe-se lá onde é que Vince teria achado que esteve caso tivesse se chapado…

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Ainda assim, eles encerraram sua parceria com Doc McGhee após o fiasco da pirotecnia do roupa N… digo, do BON JOVI.

Vince Neil socou IZZY STRADLIN do GN’R no MTV Awards de 1989 [o guitarrista havia assediado a esposa de Neil algumas semanas antes], dando início a uma longa arenga entre as duas bandas. Entrevistado na MTV, Vince desafiou W. Axl Rose para uma briga. EDDIE VAN HALEN e SAMMY HAGAR logo se ofereceram para viabilizar o pugilato entre os dois no Madison Square Garden de NYC. Nunca aconteceu.

Vince arremessou sua cama pela janela de um hotel na Alemanha. Ela caiu sobre duas Mercedes no estacionamento. Tommy Lee foi acusado de atentado ao pudor depois de expor suas nádegas para a plateia em Cincinatti, Ohio. Tommy Lee se divorciou de Heather Locklear e casou-se com a atriz de ‘SOS Malibu’ Pamela Anderson. Sabemos o que aconteceu depois. Nikki Sixx casou-se com outra atriz de ‘SOS Malibu’, Donna D’Errico, Mick Mars casou-se e divorciou-se de uma das Nasty Habits, as backing vocals da banda na turnê de Dr. Feelgood.

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Kensal Green, 1989: Apesar de a matéria sobre Matthew Trippe ter emputecido Nikki Sixx, ele manteve seus comentários restritos a apontar pra mim e dizer “pessoas como VOCÊ escrevem merda sobre a gente…” quando conversamos depois da sessão de fotos da banda. Ele cerrou os punhos pra mim também. Não foi exatamente o fim, apesar de Matthew Trippe ter levado aquilo adiante por algum tempo, ainda que em vão. Ele encerrou a ação em 1993. Foi divertido enquanto durou, mas ele não era Nikki Sixx.

Depois que a turnê de Dr. Feelgood se encerrou, o Mötley Crüe fez divulgação em Londres, e um dos compromissos era comentar músicas das paradas no escritório da revista. Nikki apareceu – em uma limusine, claro – com um taco de beisebol. Uma das músicas sujeitas a seu crivo era uma faixa do FISH. O resenhista disse a Nikki que eu era um fã do cara. Quando eu cheguei à minha mesa na manhã seguinte, lá estava ela, partida ao meio com o bastão de Nikki.

“Caro Jon”, ele escreveu nele. “Você é o próximo. Nikki Sixx.”

ROCKIN’ THE CRÜE

Em uma entrevista nunca antes publicada, BOB ROCK lembra de seu período gravando Dr. Feelgood. Bob Rock fica aliviado por nunca ter tentado trabalhar com o Mötley durante o auge da baixaria do grupo.

“Quando eles chegaram a Vancouver, todos tinham se desintoxicado”, ele lembrou vários anos depois. “Então eles estavam muito mais afiados do que eu esperava em comparação aos álbuns anteriores.”

Rock era renomado na época por ser um produtor altamente comercial, alguém que tinha, por mérito, assim como em colaboração com BRUCE FAIRBARN, trabalhado com o Roupa N… digo, Bon Jovi, LOVERBOY, AEROMITH e o THE CULT. Então, quando ele fora escolhido para produzir a Dr. Feelgood, alguns ligaram a luz amarela.

“A banda queria seguir em uma direção musical diferente. Eu devo admitir que eu me perguntava o porquê de eles terem me escolhido. Mas tão logo eu ouvira as demos que eles haviam feito, tudo fez mais sentido. As músicas não eram exatamente como nada que eles haviam feito antes. Elas eram mais maduras, apesar de ainda terem o selo do Crüe.”

Contudo, apesar do fato de a banda ter se acalmado, Rock achou que as sessões de gravação foram tudo, menos calmas.

“Os quatro caras não estavam se entendendo de jeito nenhum, então eu tive que administrar a situação, e fazer com que cada um viesse e gravasse suas partes. Não foi fácil. Mas eu queria evitar derramamento de sangue!”

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A vasta gama de convidados que aparecem nos backing vocals com certeza deixou as coisas mais animadas.

“O Aerosmith estava no Little Mountain gravando ‘Pump’ na mesma época, então chamamos a Steven Tyler. O Cheap Trick também estava por perto, e trouxemos Rick Nielsen e Robin Zander. Bryan Adams era um amigo das antigas, e ele nos visitou uma ou duas vezes, cantou um pouco… tínhamos essa regra de que, caso você quisesse chegar e passar um tempo com o Crüe, você iria ter que trabalhar.”

FOTOS PUBLICADAS POR ROSS HALFIN EM SUA PÁGINA PÚBLICA DO FACEBOOK EM COMEMORAÇÂO AO ANIVERSÁRIO DO ÁLBUM.

 

 

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