Discofilia: maior colecionador do mundo é brasileiro, diz NY Times

colelctor

Por MONTE REEL para o NEW YORK TIMES de 8 de Agosto de 2014.

PAUL MAWHINNEY, um ex-dono de loja em Pittsburgh, passou mais de 40 anos acumulando uma coleção de cerca de três milhões de LPs e compactos de 45 rotações, muitos deles coisas que ninguém queria e a preço de banana. A indiferença do mundo, ele acreditava, tornava até os discos mais negligenciados em algo precioso: música que não tinha sido transferida para arquivos digitais desapareceria para sempre a menos que alguém comprasse sua coleção e a preservasse.

Mawhinney passou cerca de duas décadas tentando achar alguém que concordasse. Ele fez um acordo por US$28.5 milhões no fim dos anos 90 com a então gigante varejista da internet CDNow, ele diz, mas a venda da coleção foi por água abaixo quando a bolha dos negócios eletrônicos começou a esvaziar. Ele entrou em contato com a Biblioteca do Congresso dos EUA, mas a negociação emperrou. Em 2008, ele a leiloou no EBAY por US$ 3.002.150, mas o vencedor acabou sendo um irlandês insuspeito que disse que sua conta havia sido hackeada.

Vinil: maior coleção do mundo está à venda – mas ninguém quer

E aí que ano passado, um amigo de Mawhinney chamou sua atenção para um anúncio de classificados na edição estadunidense da revista BILLBOARD:

RECORD COLLECTIONS. We BUY any record collection. Any style of music. We pay HIGHER prices than anyone else.

Naquele outono, oito trailers vazios, cada um com 16 metros de comprimento, chegaram às portas do depósito de Mawhinney em Pittsburgh. O comboio partiu, lotado de discos de vinil. Mawhinney nunca se encontrou com o comprador.

“Eu não sei de nada sobre ele – nada”, me contou Mawhinney. “Eu só sei que todos os discos foram despachados para o Brasil.”

Algumas semanas antes, Murray Gershenz, um dos colecionadores mais badalados da Costa Oeste dos EUA, e dono da loja Music Man Murray em Los Angeles, morrera aos 91 anos. Por anos, ele também tinha erguido sua coleção, esperando que ela um dia acabasse em um museu ou uma biblioteca pública. “Aquilo não deu certo”, noticiou o jornal Los Angeles Times em 2010, “então a próxima parada seria o lixão”. Mas em seus últimos meses, Gershenz concordara em vender toda sua coleção para um comprador anônimo. “Veio um homem com dinheiro, dinheiro suficiente”, seu filho Irving contou ao New York Times. “E parecia que ele daria um bom lar a eles.”

Aqueles discos também foram despachados para o Brasil. Tal como os inventários de várias lojas icônicas de discos, incluindo ai a Colony Records, aquela bela bagunça de caixas de LPs e partituras que fora um marco de Times Square por 64 anos. A loja fechou suas portas de vez no outono de 2012, mas todo e qualquer disco no prédio – cerca de 200 mil ao todo – acabou nas mãos de um único colecionador, um homem obstinado a pôr suas mãos em todos os discos do mundo.

Em seu escritório perto da parte de trás de seu galpão de 8 mil metros quadrados em São Paulo, ZERO FREITAS, 62, acomodou-se em uma cadeira, pegou um dos LPs empilhados em uma mesa e examinou a lista de músicas. Ele usava óculos com armação de arame, uma bermuda cáqui e uma camiseta do Hard Rock Café. Seu cabelo grisalho era ralo em cima, mas cacheado em volta do pescoço na altura das costas. Estudando a relação de faixas, ele pareceu pouco entendido. Na verdade, Freitas é um próspero homem de negócios que, desde que era criança, não consegue parar de comprar discos. “Eu faço terapia faz 40 anos para tentar explicar isso a mim mesmo”, ele disse.

Sua compulsão por comprar discos, ele conta, é atrelada a memórias de infância: um aparelho de som que seu pai comprou quando Freitas tinha 5 anos e os 200 discos que o vendedor inclui como parte do negócio. Freitas era um adolescente em dezembro de 1964 quando ele comprou seu primeiro disco, um lançamento novo: “Roberto Carlos Canta Para As Crianças” [sem referência na discografia oficial do cantor], de um cantor que acabaria por se tornar um dos maiores astros da fonografia do país. Quando terminou o ensino médio, Freitas tinha por volta de 3 mil discos.

Depois de estudar composição musical na faculdade, ele assumiu os negócios da família uma empresa de ônibus que atende às periferias de São Paulo. Aos 30 anos, ele tinha por volta de 30 mil discos. Uns 10 anos depois, sua empresa de ônibus se expandiu, tornando-o rico. Não muito tempo depois, ele se divorciou de sua esposa e seu ritmo de compras explodiu. “Talvez seja porque eu estava sozinho”, disse Freitas. “Eu não sei.” Logo ele tinha uma coleção de seis casas numéricas, e ele calcula que atualmente o total seja de vários milhões de álbuns.

Recentemente, Freitas contratou uma dúzia de estagiários para ajudá-lo a inserir alguma lógica em sua obsessão. No escritório do barracão, sete deles estavam ocupados em estações individuais de trabalho; uma pegou um engradado de LPs com as inscrições “PW #1,425” e escolheu um disco. Ela o tirou da capa e limpou o vinil com um pano macio antes de dar o disco para o jovem ao lado dela. Ele entrou em uma cabine de cortinas negras e tirou uma foto da capa. Eventualmente, o disco chegou até a linha de produção dos estagiários, e sua informação foi armazenada em uma database de um computador. Um estagiário digitou o nome do artista [The Animals], o título ‘Animalism’] o ano de lançamento [1966], a gravadora [MGM] e – em referência à etiqueta no engradado do qual o disco fora retirado, anotou que ele outrora pertencera a Paulette Weiss, uma crítica musical de Nova Iorque cuja coleção de 4 mil álbuns fora comprada recentemente por Freitas.

Os estagiários conseguem catalogar ao todo cerca de 500 vinis por dia – uma taxa Sísifa no fim das contas, porque Freitas os tem enterrado com novas aquisições. Entre junho e novembro do ano passado, mais de uma dúzia de contêineres de 13 pés chegaram, cada um com mais de 100 mil discos comprados. Apesar de o barracão ser originalmente o lar de sua segunda empresa – uma companhia que provê sistemas de som e iluminação para shows de rock e outros eventos grandes – hoje em dia as mesas de som e holofotes são superados de longe pelo vinil.

Muitos dos discos chegam por meio de uma equipe de olheiros internacionais que Freitas emprega para negociar seus acordos. Eles estão espalhados pelo globo – Nova Iorque, Cidade do México, África do Sul, Nigéria, Cairo. O jazz com metaleira que os estagiários estavam ouvindo no toca-discos do escritório eram esse cara de Havana, que até agora já o enviou em torno de 10 mil discos cubanos – quase tudo que já foi gravado lá, estimou Freitas. Ele e os estagiários brincam que a ilha está emergindo no Caribe por todo o peso que Freitas tirou de lá.

Allan Bastos, que por anos tem trabalhado como comprador de Freitas em Nova Iorque, estava visitando São Paulo e juntou-se a nós naquela tarde no escritório. Bastos, um brasileiro que estudou administração na Universidade de Michigan, costumava colecionar discos também, muitas vezes colocando-os à venda no Ebay. Em 2006, ele notou que um único comprador – Freitas – estava arrematando quase todo disco que ele colocava à venda. Ele tem comprado discos pra ele desde então, concentrando-se em coleções dos EUA. Ele já comprou pilhas de discos de executivos idosos e críticos aposentados, assim como de celebridades [ele comprou a coleção de Bob Hope de sua filha cerca de 10 anos depois da morte dele]. Nesse verão, Bastos mudou-se para Paris, onde ele comprará discos europeus para Freitas.

Bastos olhou por cima de um estagiário, que estava digitando dados de outro álbum no computador.

“Isso vai levar anos e anos”, disse Bastos sobre a arquivar do catálogo. “Provavelmente uns 20 anos, eu acho.”

Vinte anos – se Freitas parar de comprar discos.

Colecionar discos sempre foi uma tarefa solitária para Freitas, e uma que ele mantém para si mesmo. Quando ele comprou o restante do estoque da lendária loja carioca Modern Sound alguns anos atrás, um jornal brasileiro noticiou que o comprador era um colecionador japonês – uma identidade que Bastos inventou para proteger o anonimato de Freitas. Sua coleção nunca foi divulgada, mesmo dentro do Brasil. Poucos dos outros entusiastas de vinil sabem do tamanho de suas posses, em parte porque Freitas nunca colocou nenhum de seus discos à venda.

Mas em 2012, Bob George, um arquivista musical de Nova Iorque, viajou com Bastos para São Paulo para preparar o Brazilian World Music Day, uma celebração que George organizava e juntos visitaram a casa e o barracão de Freitas; a vastidão da coleção apavorou a George. Ele se lembrou de William Randolph Hearst, o magnata da mídia que cobiçava todas as obras de arte do mundo e continuou a aumentar seu castelo particular para poder abrigar a todas.

“Pra que serve ter tudo isso”, George lembra de ter perguntado a Freitas, “Se você não pode fazer nada com isso ou compartilhar?”

A pergunta incomodou a Freitas. Para o colecionador verdadeiramente compulsivo, chega uma hora que a coleção ganha peso – peso metafísico, existencial. Ela se torna uma fonte de ansiedade tanto quanto é de alegria. Freitas, nos últimos anos, tinha se tornado crescentemente atraído a tradições místicas – judaicas, cristãs, hindus, budistas. Em sua casa, ele e sua segunda esposa criaram um espaço de meditação, e começaram a fazer viagens espirituais para a Índia e Egito. Mas os ensinamentos que ele admirava nem sempre batiam com sua vida de colecionador – adquirir, tomar posse, nunca se desapegar. A cada disco novo que ele comprava, algo parecia sussurrar em sua orelha: “O quê, no fim das contas, você quer fazer com tudo isso?”

Ele encontrou um possível modelo em George, que em 1985, converteu seu acervo pessoal de uns 47 mil discos em um aparelho acessível ao público chamado de “ARChive Of Contemporary Music”. Aquela coleção cresceu até 2.2 milhões de fitas, discos e CDs. Musicólogos, gravadoras e cineastas consultam a coleção sem fins lucrativos regularmente procurando músicas raras. Em 2009, George estabeleceu uma parceria com a Universidade de Columbia, e seu arquivo angariou apoio de muitos músicos, que doaram discos, dinheiro, ou as duas coisas. O guitarrista dos ROLLING STONES, KEITH RICHARDS, colaborou com a coleção de blues antigos do acervo, e David Bowie, Paul Simon, Nile Rodgers, Martin Scorcese e Jonathan Demme integram seu conselho.

Freitas começou recentemente a preparar seu barracão para sua própria empreitada, que ele chama de EMPÓRIO MUSICAL. Ano passado, ele conseguiu com que as autoridades federais autorizassem a importação de discos usados – uma atividade que não era explicitamente permitida pela alfândega brasileira até então. Uma vez que o arquivo seja registrado como uma entidade sem fins lucrativos, Freitas irá passar toda sua coleção para o Empório. Eventualmente, ele a vê como um tipo de biblioteca, com estações de audição montadas entre milhares de prateleiras. Se ele tiver mais de uma cópia de um disco, os associados poderão levar as cópias para ouvir em casa.

Alguns desses discos são muito valiosos. Na sala de estar de Freitas, uma mesa de centro foi coberta com raridades adquiridas recentemente. Em cima de uma pilha de discos de 45, estava ‘Barbie’, um single de 1963 de KENNY AND THE CADETS, um grupo mal-fadad0 que tinha Brian Wilson dos BEACH BOYS nos vocais, e como background singers seu irmão Carl e sua mãe, Audree. Na mesma pilha estava outro compacto, “Heartache Souvenirs”/”Chicken Shack”, de William Powell – que vale até 5 mil dólares no Ebay. Perto estava um disco cubano de Ivette Hernandez, uma pianista que deixou Cuba depois de Fidel Castro subir ao poder; Hernandez teve sua imagem na capa coberta com um carimbo que diz “Traidora da Revolução Cubana”.

Enquanto Freitas vasculhava esses discos, Bastos o alertava de um futuro no qual algumas músicas podem desparecer de vez. A maioria dos discos estadunidenses e bretões que Freitas comprou já foram preservados digitalmente. Mas em países como o Brasil, Cuba e Nigéria, Bastos calcula que 80 por cento da música gravada da metade do século 20 pra cá nunca foi transferida. Em muitos lugares, diz ele, o vinil é só o que existe, e está ficando cada vez mais difícil de achar. Freitas olhou, cobriu seu rosto com as mãos e soltou um grunhido baixo, “é muito importante salvar isso”, ele disse. “Muito importante.”

Fritas está negociando para comprar e digitalizar milhares de discos brasileiros de 78 rotações, muitos dos quais do começo do século 20, e espera digitalizar alguns dos discos mais raros de sua coleção logo em seguida. Mas ele disse que poderia fazer mais e melhor para efetivamente salvar a música ao proteger os originais existentes em vinil em uma instalação segura e à prova de fogo. “O vinil é muito durável”, ele disse. “Se você os armazenar verticalmente, longe do sol, em um ambiente de temperatura controlada, eles podem durar pra sempre. Eles não são como os CDs, que são na verdade muito frágeis.”

Sem sua jornada para salvar músicas obscuras, Bastos me contou, Freitas por vezes compra discos que ele nem sabe que já possui. Nessa primavera ele finalmente atendeu aos pedidos de Bastos para vender algumas das cópias, que tomam até 30 por cento do total se sua coleção, online.

“Eu disse, ‘Vamos, se você tem 10 cópias do mesmo disco, vamos vender quatro ou cinco!’” contou Bastos.

Freitas riu e deu de ombros, “Sim, mas todas essas dez cópias são diferentes”, ele argumentou. E daí ele fez uma expressão que parecia reconhecer o quão ilógica sua postura pode soar.

Em Março, ele começou a encaixotar 10 mil cópias de LPs brasileiros para mandar para George em um escambo entre o crescente arquivo público e seu modelo inspirador. Foi um modesto primeiro passo, mas muito significante. Freitas começava a se desapegar.

No começo desse ano, Freitas e Bastos foram até a Eric Discos, uma loja de usados em São Paulo que Freitas frequenta. “Eu separei algumas coisas pra você”, disse a ele o dono, ERIC CRAUFORD. Os dois adentraram o endereço ao lado, onde Crauford mora. Centenas de discos, e dúzias de CDs, entulhados em pilhas rudimentares – jazz, heavy metal, pop, easy listening – tudo para Freitas.

Algumas vezes, Freitas parece envergonhado de seu próprio ecletismo. “Um colecionador de verdade”, ele me disse, é alguém que almeja discos específicos, ou se atém a um gênero em particular. Mas Freitas odeia filtrar seus prazeres. Certa vez, Bastos se deparou com uma coleção atraente que continha 15 mil discos de polka. Ele ligou para Freitas para saber se aquilo seria algum empecilho. “O Zero ficou me perguntando sobre alguns artistas específicos de polka, pra saber se estavam ou não na coleção”, lembra Bastos. “Ele tem esse conhecimento incrível sobre todo tipo de música.”

Naquela tarde, Freitas comprou as seleções de Crauford sem verifica-las, como ele sempre o faz. Ele disse a Crauford que ele mandaria alguém depois naquela semana para pegar os discos e entrega-los em sua casa. Bastou ouviu tudo sem comentar, mas notou o destino dos discos – a residência de Freitas, não o barracão. Ele ficou preocupado com que as compulsões do colecionador possam estar interferindo com os esforços de arquivo. “O Zero não está levando muitos discos pra casa, está?” Bastos havia perguntado a uma mulher que ajuda Freitas a administrar sua operação de inventário.

Não, ela respondeu. Mas quase toda vez que Freitas pega um disco no arquivo, ele conta uma história inteira sobre ele. Muitas vezes, ela conta, ele fica surtado de emoção. “É quase como se ele chorasse com cada disco que ele vê”, ela revelou.

O desejo de Freitas por ter toda a música do mundo é claramente ligado a algo que, mesmo depois de todos esses anos, permanece carinhoso e cru. Talvez seja a nostalgia disparada pelas músicas naquele primeiro disco de Roberto Carlos que ele comprou, ou talvez remeta aos 200 discos que seus pais tinham quando ele era pequeno – uma micro coleção que foi danificada em uma enchente muito tempo atrás, mas que, quando adulto, ele recriou arduamente, disco por disco.

Depois da ida até a Eric Discos, eu desci até o porão de Freitas, onde ele mantém alguns poucos milhares de discos escolhidos com carinho em um canto particular que ele não divide com o arquivo. Além de uma pequena área reservada para uma bateria montada pela metade, umas guitarras, teclados e amplificadores, a sala era um labirinto de prateleiras do teto ao chão cheias de discos.

Ele entrou fundo dentro de um corredor procurando aquele primeiro P que comprou na vida, o de Roberto Carlos em 1964. Ele o tirou da prateleira, segurando-o vagarosamente nas mãos, olhando par aa capa como se fosse um artefato insubstituível – como se ele não tivesse, comprovadamente, outras 1973 cópias de álbuns de Roberto Carlos, o artista que sempre ocupou, e sempre ocupará, mais espaço em sua coleção do que qualquer outro.

Perto dele, uma caixa de discos que ainda não havia, sido dispostos nas prateleiras. Eles vieram da coleção de um homem chamado Paulo Santos, um crítico de jazz e DJ brasileiro que morou em Washington nos anos 50 e que ficou amigo de alguns dos gigantes do jazz e da música clássica moderna. Freitas olhou disco por disco – Duke Ellington, Ella Fitzgerald, Leonard Berstein, Dave Brubeck. Os discos estavam autografados, e não com simples autógrafos; os artistas tinham cunhado dedicatórias afetuosas a Santos, um homem que eles obviamente respeitavam.

“Essas dedicatórias são tão pessoais”, disse Freitas, quase sussurrando.

Ele ficou segurando o disco de Ellington por bastante tempo, lendo a inscrição, e então passando pelo texto do encarte. Por trás de seus óculos, seus olhos pareciam levemente vermelhos e mareados, como se algo estivesse os irritando. A poeira, talvez. Mas o disco estava perfeitamente limpo.

 

 

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