Ozzy Osbourne: Brad Gillis conta como foi substituir Randy Rhoads 30 anos atrás

Brad+Gillis

Trinta anos atrás, o NIGHT RANGER passou de banda de abertura a atração principal com o lançamento do álbum “Midnight Madness”. O disco de 1983 tornou-se um sucesso monstruoso em questão de meses a partir de seu lançamento em Outubro daquele ano, graças a faixas como “Sister Christian”, “[You Can Still] Rock In America” e “When You Close Your Eyes”.

Para o guitarrista e fundador do Night Ranger BRAD GILLIS, o tempo que se passou desde então parece uma vida toda. Ao longo dos anos, além de gravar e tocar com o Night Ranger, Gillis lançou discos solo e escreveu centenas de faixas para o canal ESPN.

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Apesar de sua grande fama dever-se ao Night Ranger, Gillis também é lembrado por ter substituído RANDY RHOADS na banda de OZZY OSBOURNE imediatamente após a morte de Rhoads enquanto estava em turnê com Ozzy em 1982. Na época, o Night Ranger ainda era desconhecido, enquanto Ozzy era um astro. Eventualmente, Gillis seria forçado a escolher entre ficar com Ozzy ou continuar com o Night Ranger.

O site da revista especializada estadunidense GUITAR WORLD conversou semana passada com Gillis, e é dessa entrevista que você pode ler alguns trechos traduzidos abaixo;

[…] Também já faz 30 anos desde que você assumiu o posto de guitarrista de OZZY OSBOURNE depois da morte de Randy Rhoads em um acidente aéreo. Você se lembra de onde estava quando ficou sabendo do ocorrido?

Eu tinha acabado de ver o show de Ozzy no [festival Californiano] Day On The Green alguns meses antes de Randy morrer. As pessoas se referiam a Randy como o próximo Eddie Van Halen, então eu fui ver o show, ele me deixou boquiaberto. Eu estava dirigindo quando soube do acidente de avião e que Randy havia sido morto. Eu me lembro de ter encostado minha caminhonete e pensar como as coisas podem se perder tão facilmente.

Como você entrou para a banda de Ozzy?

Quando o Night Ranger se formou em 1980, nós não queríamos sair e tocar muito antes de termos um grande lançamento e pudéssemos estourar. Então, nesse interino, eu fundei uma banda chamada ALAMEDA ALL STARS. Nós tocávamos em casas noturnas da cidade e sempre incluíamos alguns covers de Ozzy em nosso set.

Logo após Randy ter morrido, alguém veio ao show e me viu tocar e me disse que ele tentar me arrumar um teste com Ozzy. Eu me lembro de pensar, “Aí sim!”, mas o cara era Preston Thrall, irmão de Pat Thrall [PatThrall havia tocado com o baterista Tommy Aldridge na banda de Pat Travers, e Aldridge estava em turnê com Osbourne quando Rhoads morreu, daí a ligação]. Preston disse a Pat, Pat contou para Tommy, e Tommy disse para Sharon Osbourne [na época ainda Sharon Arden]. Claro, alguns dias depois, eu recebi uma ligação às oito da manhã, e a mulher do outro lado da linha disse, “Alô, Bradley? Aqui é Sharon Arden. Eu sou empresária de Ozzy Osbourne, e gostaríamos de pagar sua passagem de avião até Nova Iorque para um teste”.

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A princípio, eu achei que fosse um trote, mas daí ela colocou Ozzy no telefone e ele me pediu para que eu anotasse 18 músicas que ele queria que eu aprendesse. Eles queriam que eu pegasse o avião na terça-feira, então eu basicamente tinha dois dias para aprender todas aquelas músicas. Eu disse a ele que eu precisaria de algum tempo, mas eu realmente estava disposto. Ozzy estava trabalhando com Bernie Tormé interinamente e ele me disse pra ir e que ele me levaria em turnê com eles. Então eu assisti a alguns dos shows deles e dai passei 12 horas por dia aprendendo tudo que podia.

Eu me lembro de que estávamos em Binghamton, Nova Iorque, quando eu disse a Sharon que eu estava pronto. Eu estava nervoso, porque eu nunca tinha tocado com a banda antes. Na verdade, só o que eu havia feito tinha sido tocar sete músicas durante a passagem de som naquela noite e Ozzy nem havia aparecido praquilo! [risos] Mas eu fui lá e toquei naquela noite e me saí bem, exceto por quando chegamos “Revelation [Mother Earth]”. Eu entrei na parte rápida cedo demais e Ozzy me mandou o olhar da morte. Eu consegui me recompor e acompanhei a música corretamente e fui bem até o final do show. Mas o que aconteceu em seguida eu jamais me esquecerei, ocorreu na noite seguinte: Sharon me levou prum canto e disse, ‘Bradley, você está fazendo um excelente trabalho. Mas hoje à noite… vê se não fode!” [risos]

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O que influenciou sua decisão de ficar como Night Ranger ao invés de seguir com Ozzy?

Apesar de termos feito vários shows e termos gravado “Speak Of The Devil”, eu não sentia que aquilo era onde eu me sairia melhor. A banda de Rudy Sarzo, o QUIET RIOT, tinha acabado de assinar com uma gravadora, e ele havia saído na mesma época. O Night Ranger assinou um contrato também. Então eu joguei os dados e decidi pelo Night Ranger. O interessante é que lançamos “Dawn Patrol” em 19821 e naquela mesma semana Ozzy lançava “Speak Of The Devil”. […]

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