Official Truth 101 Proof – Parte I [em português]

Rex

REX BROWN

OFFICIAL TRUTH: 101 PROOF

THE INSIDE STORY OF PANTERA

Por Rex Brown & Mark Eglinton

Tradução de Nacho Belgrande

ISSO NÃO TERIA SIDO POSSÍVEL SEM SEUS GRITOS & ADULAÇÃO, MUITOS, NA VERDADE!!! AMO A VOCÊS TODOS, REX

“Eu me recordo de, em idos de 1987, quando o Pantera e o King’s X fizeram uma aparição numa loja em Dallas. Nossas duas bandas bem por dizer ficaram na nossa, mas lembro-me de que Dime estava num canto esmerilhando uma guitarra através de um amplificador muito alto praticamente o tempo todo, com um bando de fãs de Metal enlouquecendo. Ele era simplesmente bom pra cacete!

Avancemos dois anos no tempo. O Pantera tocou no Backstage Club em Houston [uma casa muito legal onde todo mundo tocava], e eu e meus amigos do Galactic Cowboys fomos assisti-los. Bem, eu queria que todos pudessem ter estado lá para vê-los naquela noite tocando ‘Power Metal’.

Era o Metal mais redondo e brutal que eu já tinha ouvido em toda minha vida. Phil, Vinnie e Dime eram impressionantes, mas por eu ser baixista, eu me concentrei totalmente em Rex. Em minha opinião, Rex não é somente o baixista de aparência mais cool da história, mas ele também conseguia tocar cada música com o tipo de brutalidade e levada que me atingia como só um baixista pode, e segurando firme a cozinha.

Ah, e eles também executaram alguns covers fabulosos do Metallica. O Pantera tocava cada música com um poder tamanho num nível que eu nunca havia experimentado. Nós nos encontramos nos bastidores, bebendo e nos divertindo. Isso se tornou a regra, mas naquela noite em particular em que eles vieram tocar, todo mundo estava ali, prontos para experimentar esse som ao qual tínhamos nos viciado e amávamos tanto. Para nossa surpresa, eles fizeram um set inteiro só de músicas novas.  Era o álbum ‘Cowboys From Hell’ inteiro. Tudo que eu me lembro é que havia essa sensação generalizada de que tínhamos acabado de testemunhar o futuro do Metal. O resto é história.

dUg Pinnick, King’s X”

PRÓLOGO

 

 “DIME, EU NÃO DOU CONTA DA PORRA DO SEU IRMÃO.” Essas foram as primeiras palavras que saíram da minha boca quando a comunicação entre Dime e eu fora restabelecida em algum momento no fim de 2003.

Qualquer contato anterior que tínhamos tido havia sido bem limitado, com certeza, e isso não era bem um cumprimento amigável, eu sei, mas eu estava cansado de toda a palhaçada de Vinnie, cansado de tentar coordenar turnês em torno de suas escapadas para casas de strip, e eu definitivamente não gostava do fato de que o irmão de Dime estivesse atraindo todo tipo de atenção negativa para o resto da banda com suas atitudes infantis. Era sempre essa porra de palhaçada sem sentido, e depois de anos mantendo-me quieto – apesar do fato de eu ter trocado de ônibus em uma das últimas turnês para escapar de toda a insanidade devesse ter sido uma indicação clara de minha infelicidade – eu precisava contar a Dime como eu me sentia, e que deveríamos pensar muito antes de considerarmos continuar sendo uma banda.

Sob a perspectiva de Dime, tenho certeza de que ele achava que Phil e eu havíamos nos afastado do Pantera porque havíamos tirado o ano de 2002 de folga para gravar o segundo álbum do Down. Planejávamos sair em turnê e promover o disco do Down um pouco, e, claro, daí veio a oferta para participar do Ozzfest 2002 fechando o dia no palco secundário – algo que obviamente não podíamos recusar. Então esses são os fatos condizentes a porquê as coisas acabaram ficando como ficaram. No final das contas, estava assim: Vinnie e Dime estavam incomodados com Phil e eu estarmos no Down, e foi atrás de mim que eles foram para cornetar.

Ao longo de todo o ano de 2003, as relações ficaram muito abaladas por causa da inaptidão de Philip em atender a porra do telefone – não pela primeira ou última vez – para discutir o que o futuro guardava para o Pantera. Nem os empresários nem eu conseguíamos sequer falar com ele, muito menos os dois irmãos, que se cagavam de medo até de discar o número dele. Então, quando eventualmente confirmamos que Phil estava fazendo seu projeto com o Superjoint Ritual naquele ano, fomos todos deixados no vácuo.

Dime e eu conversamos de novo no dia 27 de julho de 2004, meu quadragésimo aniversário. Minha esposa tinha feito um esforço e pedido a Dime que viesse a uma festa-surpresa para mim,mas infelizmente ele estava fora da cidade na época, então ele não conseguiu vir.Parecia que um telefonema seria o melhor que eu receberia. “Não espere que eu saia com você e te pague um jantar com carne de primeira ou qualquer coisa desse tipo,” ele me disse, como se fosse pra falar que ele não me devia nada.

À medida que 2004 passava, nosso contato se dissipara ao ponto de, quando nos falamos novamente, em Novembro, parecia que Dime tinha virado um tipo de irmão distante da família. Mais uma vez, discutimos todos os aspectos da banda e as razões pelas quais a comunicação havia entrado em colapso, e ambos reconhecemos que precisávamos de um tempo longe um do outro.  Foi uma conversa muito emocionada, e quando eu desliguei o telefone, eu chorei copiosamente porque eu sentia muito a falta dele. Mas apesar de minha tristeza, eu sempre acreditei de fato que todas nossas diferenças seriam resolvidas com o tempo e que o Pantera continuaria. Parecia com quando irmãos brigam e nãosefalam por um tempo, é isso que irmãos fazem.

Apesar do quão incômodo fosse todo esse mal-estar, eu nunca vi isso como um corte definitivo na comunicação. Nessa altura, Phil estava completamente fora da fita. Ele ainda estava completamente drogado e eu havia decidido que não havia possibilidade de trabalhar com ele de novo até que sua situação como vício mudasse. Uma coisa é tentar argumentar com alguém que simplesmente bebe e se diverte, mas é uma questão completamente diferente quando você tenta lidar com alguém que se droga – eles estão numa outra porra de planeta. Graças a Deus que ele está no controle de sua vida agora.

Mas tão logo ele se aprumasse – o que eu sabia que ele eventualmente faria – poderíamos pelo menos sentar na mesma sala de novo e resolver nossas diferenças. Mas eu também entendo que qualquer reunião que pudesse ocorrer exigiria uma estrutura enorme, e não havia nenhuma dúvida em minha cabeça que a tarefa de colocar tudo em ordem acabaria caindo nas minhas costas.

Eu me senti no preso no olho da porra do furacão pra valer. Pior que isso, me emputecia muito o fato de que era eu quem estava recebendo emails de Vinnie todo dia – toda porra de dia, dizendo ‘Philip disse isso, Philip disse aquilo’ e daí ter que ouvir a Vinnie reclamando de tudo; e ainda por cima, ler o Blabbermouth – um site de fofocas do Metal com um grupo de cuzões particularmente filhos da puta que comentam os posts colocando sua própria pitada de veneno em cada palavra dita. Eventualmente, chegou um ponto em que eu simplesmente estava pouco me fudendo. […]

PARTE II clicando AQUI

5 pensamentos sobre “Official Truth 101 Proof – Parte I [em português]

  1. Pingback: Official Truth 101 Proof – Parte II [em português] | playadelnacho

  2. Pingback: Official Truth 101 Proof – Parte III [em português] | playadelnacho

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