Machine Head: “Jamais comprarei um CD novamente”, diz Robb Flynn

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Quando foi a última vez que você comprou um CD no formato físico?

As mídias físicas, no geral, ficaram tecnologicamente obsoletas. Elas ocupam espaço demais para quem consome música com certa voracidade. O frontman do MACHINE HEAD, ROBB FLYNN, certamente corrobora com isso.

Enquanto a banda já prepara seu novo álbum [palavra essa que tem uma definição muito pouco tangível hoje em dia], Flynn pondera como a banda irá levara música a seus fãs. Em um post épico no website oficial do grupo, Flynn admitiu que não compra um CD já faz um tempo e planeja nunca mais fazê-lo.

Alguns trechos traduzidos do manifesto de Robb:

[...] “Nós não precisamos de 19 faixas e 72 minutos de música em um CD. E onde é que você compraria a maioria dos CDs hoje em dia? Entre meu iPhone, iTunes e Spotify, eu simplesmente os baixo ou os ouço via streaming, é fácil demais. Eu posso dizer sem nenhuma dúvida que eu nunca mais comprarei um CD físico novamente.Jamais.”

[...] “Eu descobri tantas bandas novas no iTunes e no Spotify [eu uso a versão Premium de 9 dólares por mês], é absolutamente incrível. Toda a história da música gravada está na ponta dos seus dedos, a qualquer momento. Claro, há algumas exclusões, mas todos estarão nessa até o fim do ano.”

[...] “Até o METALLICA embarcou no trem do Spotify. O mundo escolheu o streaming. É fácil demais. Porra, eu descobri mais bandas novas E VELHAS no YouTube só navegando de bobeira do que jamais fiz indo a lojas de discos.”

[…] “E então, como banda, nós nos perguntamos muitas questões peculiares sobre o que deveríamos fazer. Eu com certeza não estou interessado em vender CDs na primeira semana de lançamento a $16, $17 ou $18 Dólares/Euros/Libras.”

[…] “Não estou interessado em vender CDs de jeito nenhum, honestamente, apesar de eu me dar conta que as pessoas ainda os compram e gostam deles… mas hey, a mudança é inevitável, especialmente nesse ramo. Tal como as fitas cassete se tornaram obsoletas, tal como as embalagens long box de CDs se tornaram obsoletas.”

 Ainda dentro do mesmo post, o músico discorre sobre como a banda comercializará sua obra no futuro:

[…] “Achamos modos de gerar receita para pagar as pessoas que nos emprestaram o dinheiro para fazer o disco, para re-investir em nossa banda, para fazer discos melhores, para dar melhores shows, para ter um sistema de som melhor, para manter as luzes acesas no Machine Head, para viver nossas vidas, de modo que possamos fazer mais música.”

 […] “Não queremos nos envolver com um bando de patrocinadores corporativos, já nos metemos com isso e é um pesadelo, pior do que as gravadoras. Quem sabe, talvez acabemos assinando com uma gravadora tradicional no fim das contas, porque há MUITA coisa que simplesmente não estamos interessados em fazer. Talvez façamos algo radical ao invés disso, eu ouvi muitas coisas sobre esses projetos do Kickstarter, Amanda Palmer, em particular, fez algo incrível…” […]

 

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