Also Sprach Nacho: os destaques de 2012, de acordo com o colaborador

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A relação abaixo – feita mediante gentil solicitação do editor do Whiplash! João Paulo Andrade – é tão somente uma compilação de títulos que merecem uma audição, e não tem a menor pretensão de ser uma relação de obras ‘melhores do ano’ tampouco ‘indispensáveis’, já que tal conceito é altamente pessoal e o autor, obviamente, não consumiu todos os discos de hard rock/Metal lançados nos últimos doze meses. Pelos mesmos motivos, os trabalhos citados não estão em ordem de preferência ou importância.

“House of Gold & Bones”, STONE SOUR [Roadrunner] Corey Taylor atravessa o melhor momento de sua carreira atualmente, e esse álbum corrobora com isso. Ele tem um talento raro para interpretar faixas de modo que invoquem uma verdadeira liturgia ao vivo, tanto no Slipknot como no Stone Sour. ‘Gone Sovereign’ é uma das grandes músicas do ano.

“Re-Machined: A Tribute to Deep Purple’s ‘Machine Head’”, V/A [Eagle Rock]Numa época onde qualquer banda medíocre tem tributos ainda mais pífios feitos em sua homenagem, a reunião de nomes desse calibre merece louvor. Se não quiser comprar o álbum inteiro, adquira a versão do Black Label Society para ‘Pictures of Home’ e a do Metallica para ‘When A Blind Man Cries’ [Kirk parece estar chegando perto do timbre de Gary Moore em ‘Still Got The Blues’, que ele afirma almejar desde 1991].

Metallica: The 30th Anniversary Event” – METALLICA [Metal Hammer & So What! Magazine] Essa edição especial da Metal Hammer inglesa, elaborada em parceria com a revista oficial do fã-clube do Metallica, a So What! Cobre as quatro noites históricas da banda no Fillmore Theater em dezembro do ano passado, quando comemorou seus primeiros trinta anos de carreira. Acompanhando a edição de 128 páginas coloridas, um compacto de sete polegadas com os registros de ‘So What’ e ‘Trough The Never’ gravados durante as quatro apresentações.

“Beyond Magnetic” – METALLICA [Warner Bros.]EP com quatro músicas que sobraram das sessões de ‘Death Magnetic’ [2008], disponível anteriormente através de downloads digitais, e lançado em janeiro desse ano em CD. A grande curiosidade dele é a mixagem ‘suja’ original, datando de março de 2008, antes da track list final do álbum ter sido escolhida e enviada para mixagem e masterização. Metallica é que nem sexo: mesmo quando é ruim, é bom.

“A Different Kind of Truth” – VAN HALEN [Interscope]Não é à toa que revista Guitar World elegeu esse álbum como melhor do ano e a edição original da Rolling Stone se derreteu por ele: tudo que sintetizava o espírito e a sonoridade do Van Halen na década de 70 está presente nele. Divagações à parte, o grande papel de ADKOT em 2012 é mostrar para 99,9% das bandas surgidas nos últimos vinte anos o que é hard rock – é o que essas 13 faixas contem, não o que o Nickelback ou o Bon Jovi vendem.

“Choice of Weapon” – THE CULT [Essential Music]23 anos depois, finalmente temos um sucessor à altura para ‘Sonic Temple’, um disco coeso onde os talentos de Ian Astbury e Billy Duffy são aproveitados plenamente, e onde a dupla não se perde em experimentalismos à la Jane’s Addiction nem tentativas de se rebelar contra o que ela faz de melhor. Ao lado de ‘Love’, ‘Electric’ e ‘Sonic Temple’, ‘Choice of Weapon’ já é parte da discografia básica do Cult. Destaque para ‘Embers’ e ‘For The Animals’.

“L’Enfant Sauvage” – GOJIRA [Roadrunner]Assim como o Sepultura fez pelo Brasil, o Gojira abriu as orelhas do mundo para o Metal francês contemporâneo, com elementos próprios de sonoridade e sem abrir mão de seu conceito inicial. “L’Enfant Sauvage” é o primeiro álbum da banda pela Roadrunner e não decepciona: o instrumental é impecável, pesado e os ocasionais flertes do grupo com o death metal das antigas melhoram o que já era bom. Eles ainda serão uma banda muito maior daqui a 2, 3 anos.

“En Vivo!” – IRON MAIDEN [Universal Music] Gravado no Chile, o Blu-ray de ‘En Vivo!”se paga só pela qualidade das imagens, assim como da edição, muito superior à de “Death On The Road”. Claro, o fato do blu-ray possibilitar a reprodução de vídeo em 1080p enriquece muito a apreciação do disco, mas tecnicalidades de lado, o fã do grupo não se sente lesado por comprar mais um trabalho ao vivo com as mesmas faixas de sempre: muito do material tocado aqui é de “Brave New World” até “The Final Frontier”. Se você não possui o hardware apropriado para desfrutar de um blu-ray em toda sua plenitude, nem compre.

“Down IV Part I – The Purple EP” – DOWN [Down Records]Primeiro volume de uma série de quatro EPs, “Down IV Part I” resume tudo que torna o Down uma entidade musical pesada, em especial pela voz e interpretação de Phil Anselmo, que parecia ter perdido um pouco da vontade em “Down III: Over the Under”, e volta à sua boa forma. Se você gosta de Down, doom, rock ou Metal, não tem erro com um álbum desses, é dinheiro bem gasto.

“Enslaved” – SOULFLY [Roadrunner] O Soulfly pode ter escorregado em seu segundo álbum, “Primitive”, mas desde então, fez um disco mais forte que o outro, e “Enslaved” dá sequência ao enorme legado que Max Cavalera tem deixado para a música extrema. A banda incorporou blast beats a riffs violentos e menos trabalhados, cortesia de Max e de seu Randy Rhoads, o virtuoso Marc Rizzo. Destaque para a faixa “World Scum”.

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